19/10/2018 às 18h11m


Dieta da felicidade

A alimentação pode provocar diversas sensações e sentimentos no nosso corpo, a felicidade é um deles!

Quem nunca comeu algo e se lembrou daquele lanchinho da vovó ou daquela refeição preferida que a mãe fazia? É impossível não passar por essas situações em alguns momentos da vida! Nosso cérebro faz associações afetivas com os alimentos e a união de sabores mais serotonina liberada pela ingestão de alguns alimentos é, sem dúvida, a receita da felicidade.

Existem quatro substâncias ligadas à felicidade e bem-estar: endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina. Alimentos ricos em triptofano, carboidratos e tirosina são a chave para a produção desses quatro neurotransmissores e, sendo assim, são a chave para a felicidade.

Os sinais para que algo esteja faltando no seu organismo são: Falta de motivação, desânimo, apatia, problemas no sono, perda de memória, falta de concentração, procrastinação, baixa libido, fadiga, desespero, comumente esses sintomas são confundidos com depressão, mas na verdade são causados pela baixa produção desses neurotransmissores pela má alimentação.

O consumo de alimentos como as oleaginosas, abacate, café, aveia e alimentos integrais no geral, cúrcuma, sementes de abóbora e carnes, leites e ovos, todos esses alimentos auxiliam na produção e ação desses neurotransmissores, promovendo uma intensa sensação de prazer, bem estar, felicidade e alegria.

Muitas pessoas atualmente, devido a má alimentação e má qualidade de vida, estresse do dia a dia que mantém hormônios como o cortisol alto, acabam sofrendo com níveis baixos daqueles quatro neurotransmissores que falamos acima. Em muitas ocasiões estas pessoas são tratadas como se tivessem depressão, síndrome do pânico, doenças neurológicas mais graves, enquanto, na verdade, precisariam apenas ajustar a sua alimentação. 

Nosso corpo retira da alimentação todos os nutrientes necessários para o seu bom funcionamento, se a alimentação é pobre em nutrientes, é pobre em fitoquímicos e antioxidantes, o corpo chega a um estado de carência que começa a dar sinais de que algo está errado. Não negligencie seu corpo, não negligencie os sinais. Comer bem não é apenas uma questão de saúde física, mas também mental.

Coma melhor e seja mais feliz.

Beijinhos da Nutri Giuliana de Paiva.

Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas: dieta, alimentação, ingestão, afetivo


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12/10/2018 às 16h38m


Estou fazendo dieta e não emagreço

Fazer a dieta e não perder peso, essa é uma queixa muito comum aqui no consultório. O que ocorre nessas situações?

A princípio de conversa, toda dieta para perda de peso deve gerar um balanço energético negativo, isso é, oferecer menos calorias ao seu corpo em relação ao que ele precisa isso fará com que o corpo busque nas suas reservas reduzindo o peso.
Mas por que muitas pessoas dizem fazer dieta e não perder peso? Muitas situações podem ocorrer para que o peso não caia e cada caso é um caso, mas vou listar algumas situações frequentes.

Mecanismos fisiológicos de compensação – Seu corpo entende que você está comendo menos e passa a gastar menos energia, dessa forma, mesmo você reduzindo o consumo calórico seu peso não diminui, também chamamos essa situação de efeito platô.

Excesso de alimentos ricos em gordura – muitas vezes as pessoas cortam o carboidrato e investem em alimentos como oleaginosas, pasta de amendoim, ovos, carnes mais gordas, entre outros alimentos ricos em gordura, dessa forma a pessoa até reduz o volume de comida que está comendo, mas não reduz as calorias. Os alimentos fontes de gordura são muito calóricos e por mais que as porções sejam pequenas e você acredite estar reduzindo em calorias, você só está diminuindo o volume, mas as calorias podem estar iguais ou maiores que as dietas convencionais.

Alto consumo de industrializados – a quantidade da dieta conta muito, mas a qualidade também! Muitas pessoas reduzem as calorias da sua alimentação, mas comem mal, comem muitos industrializados, isso faz com que o corpo fique desnutrido e uma dieta pobre em qualidade pode te fazer perder peso magro, isso reduz o seu gasto energético e te faz estagnar.

Finais de semana e escapadas da dieta – fazer dieta é muito simples, é seguir um plano alimentar e só ele! As saídas da dieta contam e muito para a pessoa não perder peso! Muitas vezes as pessoas compensam o que perderam durante a semana com as saídas da dieta nos finais de semana, esse consumo exagerado de calorias gera uma compensação na ingestão de calorias e o peso não desce.

Achar que só porque é FIT pode comer à vontade – muitas pessoas acreditam que pelo alimento ser "FIT" podem comer à vontade! Na verdade os chamados "FIT" são de melhor qualidade e não de menor caloria, então, exagerar na ingestão deles pode sim te fazer ganhar peso ou não te deixar perder peso. Tome muito cuidado.

As situações listadas a cima são algumas de muitas que podem te levar a não ter sucesso na sua dieta, mas como eu digo sempre, a melhor opção é sempre procurar um profissional capacitado para te orientar. Dieta deve ser individual e de acordo com as suas necessidades.

Beijinhos da Nutri.


Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas: dieta, peso, regra, queixa


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05/10/2018 às 20h01m


Lendo rótulos 2 – Aditivos dos Alimentos

O rótulo é o espaço onde as empresas fazem a propaganda e declaram as especificações de seus produtos, é no rótulo onde podemos encontrar todas as informações sobre o alimento e então decidir se vamos ou não consumi-lo. 

Uma coisa muito importante de ser ressaltada é que, muitas empresas ao formularem seus rótulos emitem algumas informações como zero açúcar, zero gordura, baixa caloria, entre outras informações chamativas, porém, muitas dessas informações são enganosas! Por isso devemos ficar de olho e entender um pouquinho mais sobre os componentes e o que eles significam e representam.

Informações dos rótulos – Muitas empresas declaram que seus produtos são zero açúcar, porém, todos esses ingredientes são açúcares:
Açúcares – maltodextrina, dextrose, glicose, frutose, sacarose, maltose, xarope de malte, glucose de milho e lactose.

Os corantes, em sua maioria, são químicos e prejudiciais à saúde. Muitos corantes apresentam risco para câncer, então devemos ficar de olho.

Corantes altamente prejudiciais para a saúde – Amarelo Crepúsculo, Azul brilhante, Amarento ou Vermelho Bordeaux, Vermelho Eritrosina, Indigotina, Vermelho Ponceau 4R, Amarelo Tartazina, Vermelho 40, verde 3, amarelo 6.

Os conservantes também representam perigo para a saúde, também apresentam risco para câncer, além disso podem provocar alergias, urticária, dermatites, entre outros prejuízos para a nossa saúde. O sal também é usado como conservante, por isso muitos produtos conservados com o sal são ricos em sódio e podem apresentar risco para a saúde de pessoas hipertensas.

Conservantes mais encontrados nos alimentos – Nitritos e Nitratos, ácido acético e acetatos, dióxido de enxofre, ácido benzoico e seus sais, natamicina, ácido p-hidroxibenzóico e parabenos, ácido propiônico, ácido sórbico, ácido láctico e nisina.

Além desses aditivos, podemos observar espessantes como a goma xantana ou a goma guar, que conferem consistência aos alimentos, podemos observar os aromatizantes, os antiumectantes que são utilizados para reduzir a absorção de umidade pelo alimento e assim aumentar a sua conservação, acidulantes que são utilizados para melhorar o sabor dos alimentos, principalmente em alimentos ácidos, entre outros aditivos.

Na minha opinião como Nutricionista, o mais importante é optarmos por alimentos mais naturais e com uma lista de ingredientes menor, que apresentam menos aditivos e menor risco para a saúde. 

Beijinhos da Nutri.



Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas: rótulo, informações, ingredientes, nutrientes


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28/09/2018 às 17h44m


Entendendo rótulos – Parte 1

Aprender a ler os rótulos é muito importante, é nos rótulos que estão descritas todas as informações sobre aquele produto como seus ingredientes, nutrientes e é onde está descrito para qual tipo de público aquele alimento é destinado ou deverá ser evitado.

Então vamos lá...

Lista de ingredientes – a lista de ingredientes é descrita do ingrediente com maior concentração para o ingrediente de menor concentração, sendo assim, podemos escolher os alimentos que mais se adéquam às nossas necessidades.

Entendo os rótulos

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No caso dessa lista de ingredientes a primeira farinha é a de trigo integral, então podemos dizer que esse pão é realmente integral e a farinha de trigo integral é a ingrediente em maior quantidade nesse produto. Devemos observar os ingredientes seguintes como o glúten, o açúcar mascavo e assim por diante. Eles estão descritos da mesma forma, então, nesse produto, o segundo ingrediente em maior quantidade é o glúten, o terceiro é o açúcar mascavo e assim por diante.

Logo abaixo dos ingredientes vêm os avisos sobre o produto. Este pão, por exemplo, contém aveia, derivados da soja, castanhas, ovo, leite, que são alimentos potencialmente alergênicos e que podem provocar crises de alergia ou intolerância em pessoas alérgicas ou intolerantes.

Os rótulos também trazem a tabela nutricional daquele alimento. É nesta tabela que encontramos a quantidade da porção daquele alimento e a quantidade de calorias, macro e micronutrientes que contém.

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Na primeira linha da tabela nutricional vem descrito o valor da porção do alimento, no caso desse pão a porção são 2 fatias e na segunda está descrito o valor calórico da porção, nesse caso a porção é representada por 2 fatias de pão ou 50g e o valor calórico desse pão é 113kcal, nas linhas abaixo estão descritos os micronutrientes como carboidrato, proteína e gordura e o sódio.

Essa primeira parte dos rótulos é onde você entenderá se esse produto se encaixa ou não na sua dieta e nas suas necessidades nutricionais. Entender as especificações dos produtos é muito importante para evitarmos o consumo inadequado de alimentos e para sabermos exatamente como esse alimento irá impactar na nossa dieta.

Na semana que vem conversaremos sobre o perfil nutricional de cada alimento e sobre as pegadinhas que as indústrias fazem.

Beijinhos da Nutri. 


Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas: rótulo, informações, ingredientes, nutrientes


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21/09/2018 às 09h52m


Suplementação nutricional no Alzheimer

O Alzheimer é uma doença que atinge principalmente pessoas da terceira idade, mas pode ocorrer também em jovens. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a estimativa é de que o número de pessoas com demência aumente de 50 milhões para 152 milhões até 2050. No Brasil estima-se que existam 1,2 milhões de pessoas acometidas pelo Alzheimer (dados até 2017).

A nutrição tem papel fundamental na prevenção e tratamento do Alzheimer. Um dos principais mecanismos envolvidos no desenvolvimento do Alzheimer é a diminuição do estoque dos ácidos graxos ômega 3 no nosso organismo, que são o EPA e o DHA, sendo assim, uma das formas mais baratas e simples de se prevenir a doença é fazendo a suplementação nutricional de Ômega 3.

Na natureza existem 2 tipos de Ômega 3, EPA e DHA que são encontrados no óleo de peixe e o Ômega 3 obtido através do ácido alfa-linolênico, fornecidos pela linhaça, pela chia e por algumas leguminosas, porém observa-se maior eficácia pela suplementação de Ômega 3 de origem animal.

Nas doenças caracterizadas por demência ocorrem alguns processos degenerativos, dentre eles podemos observar a degradação da bainha de mielina, que é uma barreira constituída por gordura que protege uma parte importante de nossos neurônios, o axônio. Quando corre uma quebra na bainha de mielina podemos observar o início do processo degenerativo e do desenvolvimento das doenças degenerativas do Sistema Nervoso Central, dentre elas o desenvolvimento de Alzheimer.

A suplementação de Ômega 3 tem sido apontada com uma forma segura de prevenção contra o Alzheimer, assim como contra outras doenças degenerativas do Sistema Nervoso Central. 


Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas: suplemento, alzheimer, ômega 3, doença


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14/09/2018 às 17h12m


Jogue fora os potinhos de plástico!

É comum guardar nossos alimentos em potes de plástico. Muitas vezes naquele pote de sorvete ou de margarina para podermos utilizá-lo mais tarde para acondicionar outros alimentos. É só abrir a geladeira que ele está lá, sendo reutilizado.

O plástico é atualmente um dos materiais mais utilizados no planeta pelas diversas áreas da indústria. Desde a globalização ele é uusado para fazer recipientes, roupas, calçados, entre outros, porém, o plástico é um material proveniente do petróleo e geralmente contém uma substância chamada Bisfenol A (BPA).
 
O BPA é uma substância altamente nociva para o organismo! Existem evidências de que o BPA causa dentre outros malefícios para a saúde, a hiperuricemia que é o aumento da produção de ácido úrico pelo organismo.

Uma das características do BPA é a sua fórmula química se assemelhar com o hormônios esteroides, sendo assim, seu consumo pode trazer alterações fisiológicas para o nosso organismo! Devido a este fator, podemos dizer que o BPA age como um disruptor endócrino, ou seja, age bloqueando os receptores dos hormônios da tireoide, pode acelerar os processos da puberdade e, pode também, desequilibrar outros processos hormonais.

Repare que o BPA é utilizado em revestimento interno de garrafas de água, em potes de plástico, mamadeiras, copos descartáveis e em muitos outros produtos. Daí a pergunta inevitável: Mas como, então, evitar ou tentar reduzir seus malefícios?

Países como os Estados Unidos e na União Europeia, e até a China estão proibindo, de forma parcial e em alguns casos, totalmente, a utilização desse composto nas embalagens de seus produtos e em utensílios domésticos. Aqui no Brasil a Anvisa proíbe a presença de BPA em mamadeiras, mas nos demais utensílios e embalagens ele ainda é liberado.

Então, a dica hoje é, reutilize embalagens de vidro, mas evite as plásticas ou demais utensílios semelhantes, principalmente se for acondicionar neles alimentos quentes, pois ao ser aquecido o BPA é liberado mais facilmente para o alimento que está naquela embalagem. Por hoje é só. Até a próxima semana.



REFERÊNCIA
MA, L. et al. Bisphenol A promotes hyperuricemia via activating xanthine oxidase. The FASEB Journal, p. fj. 201700755R, 2017.

http://portal.anvisa.gov.br/alimentos/embalagens/bisfenol-a

Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas: pote, plástico, alimento, petróleo


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08/09/2018 às 13h47m


Intolerância à Lactose

A lactose é o açúcar presente no leite que todas as espécies de mamíferos produzem. Claro que, algumas mais e outras menos, porém, todos os leites possuem este composto à base de glicose e galactose. 

A digestão do nosso organismo se dá pela ação enzimática. Cada enzima quebra um tipo de nutriente e, no caso da Lactose, a enzima digestiva que faz este "serviço" é a Lactase. Ocorre que na vida adulta existe uma diminuição da produção dessa enzima, principalmente pela redução drástica do consumo de leite, consequentemente redução no consumo de Lactose. Por esse motivo é tão comum vermos adultos intolerantes à lactose. Portanto, agora sabemos que a Lactase só é produzida quando consumimos Lactose regularmente.

Aproximadamente 35% da população brasileira apresenta intolerância à Lactose. Segundo dados do instituto Datafolha (dados da pesquisa de 2017), estima-se também que, no Brasil, anualmente mais de 2 milhões de pessoas se tornam intolerantes e esse número cresce a cada ano.

Os sintomas da Intolerância à Lactose são diversos, desde diarreias, prisão de ventre, urticária, dores intensas abdominais, gazes, inchaço abdominal, perda de peso indesejado, entre outros sintomas. 

Para mim, enquanto profissional da Nutrição, o que mais me preocupa na intolerância à lactose é que as pessoas que apresentam este problema revelam, também, em sua maioria, o que chamamos de Disbiose, que nada mais é que o desequilíbrio entre as bactérias boas e as bactérias ruins do intestino. A Disbiose leva a uma série de problemas graves no organismo, mas principalmente uma absorção inadequada de nutrientes, causando um quadro de desnutrição além de toda a sintomatologia causada pela intolerância. 

É comum observamos pacientes com intolerância a Lactose extremamente desnutridos, condição causada também pelas diarreias frequentes, porém quando tratamos da Disbiose e suplementamos a enzima digestiva deficiente observamos uma grande melhora da qualidade de vida dessas pessoas. 

A Intolerância à Lactose não é o principal problema para o paciente, o tratamento inadequado sim, é o maior causador de problemas para a vida dessas pessoas. Quanto aos produtos LACFREE ou Zero Lactose, como vimos, não existe leite sem lactose, visto que a Lactose é o açúcar natural do leite, então as empresas adicionam a enzima Lactase para tentar minimizar os sintomas das pessoas intolerantes e proporcionar chance a elas de consumirem esses produtos. 

O que ocorre na maioria das vezes é que as pessoas estão em um quadro tão profundo de intolerância que mesmo consumindo o produto acrescido da enzima se sentem mal, por isso o tratamento para minimizar os sintomas e tratar o intestino é tão importante, pois reabilita o consumo alimentar das pessoas intolerantes. Procure sempre um profissional habilitado para te orientar quanto ao melhor tratamento para o seu caso.

Beijinhos da Nutri.

Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas: leite, lactose, lactase, enzima


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25/08/2018 às 18h01m


Alimentos da moda, mocinhos ou vilões?

Atualmente a nutrição está no alvo da mídia e como a indústria alimentícia não é boba nem nada, não fica de fora dessa! Nos últimos tempos os alimentos "FIT" lotaram as prateleiras dos supermercados, aumentou o número de lojas de produtos "naturais" e consequentemente o consumo desses produtos também cresceu. Mas, e ai? Você sabe quais desses produtos valem a pena o investimento ou quais deles são pura enganação?

Zero Lactose ou Lacfree – Para começarmos a conversar, eu preciso explicar que não existe um produto derivado do leite que não contenha lactose, o que a indústria faz é acrescentar a enzima Lactase nesses produtos e comercializar como sendo zero lactose! Sobre o benefício desse tipo de produto; Esse tipo de produto beneficia as pessoas com algum tipo de intolerância a lactose! Vale a pena o investimento? Só vale o investimento para quem tem intolerância, quem não é intolerante não deveria consumir esse tipo de produto pois corre o risco de desenvolver a intolerância.

Zero Glúten ou Glúten Free – Esse tipo de produto entra na mesma classe de produtos Zero Lactose, porém no caso dos produtos Zero Glúten  a industria utiliza, geralmente, farinhas e ingredientes que não contenham glúten para substituir os ingredientes convencionais e fazerem produtos similares, como no caso do macarrão zero glúten que é feito com a farinha de arroz, pães zero glúten que são feitos com outras farinhas e não  levam farinha de trigo em suas composições. Mas será que vale a pena? Bom, minha opinião continua a mesma, existe indicação para retirar o glúten? Caso exista está tudo bem, vale o investimento. Caso não exista a indicação de cortar o glúten da alimentação, não vale a pena investir nesse tipo de alimento.

Alimentos Integrais – Bom, esse aqui costuma ser uma pegadinha srsr, vale a pena se o produto for realmente integral, tendo a farinha integral como seu principal ingrediente (principalmente se não houver farinha branca em sua composição), caso tenha a farinha branca em seus ingredientes, você comprará sabendo que esse produto é semi-integral ou não é integral e deverá analisar se vale a pena ou não pagar mais caro por ele.

Diet e Light – Os produtos Diet e Light foram, inicialmente, desenvolvidos para um público específico, diabéticos e pessoas que precisavam perder peso, porém a indústria começou a colocar esse tipo de rótulo em produtos que não tinham essas características, então, eu acredito que não vale a pena investir caro nesse tipo de produto. Sempre comparem a tabela nutricional dos produtos.

Biscoitos integrais e barrinhas de cereal  – Definitivamente o investimento não vale a pena (minha opinião), pois é um tipo de alimento que geralmente tem muito carboidrato ou gordura por porção. Por mais que esse tipo de alimento salve a nossa vida em momentos de aperto como por exemplo em uma viagem, eles não devem ser consumidos diariamente.

Na semana que vem vamos falar sobre os alimentos que são mocinhos, aqueles que valem a pena o investimento e seus benefícios para a nossa saúde. Fiquem de olho

Beijinhos da nutri 

Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas: diet, light, alimentos, fit


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17/08/2018 às 17h14m


Perda de peso ou perda de gordura?

Muitas pessoas procuram ajuda nutricional com a finalidade de perda de peso, mas afinal, as pessoas querem perder peso ou perder gordura corporal?
Em nossa constituição corporal existem 2 tipos de peso, o peso magro que é composto pela massa muscular, massa óssea, o peso as nossas vísceras e da água do nosso corpo e o peso gordo, que é composto pelo peso do tecido gordo (tecido adiposo) que temos.

De um modo geral, todos nós temos mais peso magro que peso gordo. Quando pensamos em peso magro e metabolismo, precisamos lembrar que, nosso corpo gasta energia para manter o peso magro, afinal os tecidos que compõe o peso magro, como o tecido muscular, os nossos órgãos, precisam de energia para se manter, precisam de sangue, nutrientes, oxigênio e por isso tudo, manter o peso magro mais alto é um aliado do emagrecimento, pois ocorre o aumento do gasto energético.
 
Já se tratando da gordura, existem 2 tipos de gordura no nosso corpo, o tecido adiposo marrom, que é encontrado principalmente em recém nascidos e reduz seu volume na vida adulta, esse tecido adiposo marrom tem como função o gasto energético além de  e o tecido adiposo branco, que é o responsável pelo volume de gordura que vemos sob a pele e entre os órgãos. O tecido adiposo branco é responsável por armazenar energia, é como uma poupança de energia que nosso corpo faz, além de ser um tecido inflamado, pois produz citocinas pró-inflamatórias, causando respostas do sistema imunológico.

Apesar de já sabermos que o tecido adiposo participa da atividade endócrina do nosso corpo, como por exemplo, participa da secreção de alguns hormônios, como na síntese de testosterona, leptina, entre outros, quanto mais tecido adiposo nós temos maior é a taxa de inflamação e risco para as doenças crônicas, como Diabetes Mellitus tipo 2, Hipertensão Arterial, problemas Cardiovasculares no geral,  então, além de pensarmos na melhora do gasto energético, perder peso reduzindo o peso gordo é a melhor opção para mantermos a perda de peso por mais tempo.

O que acontece muitas vezes é que, ao aumentarmos o peso do peso magro e reduzirmos o peso gordo, o peso da balança não sofre alteração, porém nós podemos dizer que emagrecemos, visto que o peso magro aumentou e o peso gordo diminuiu.

Agora que já entendemos um pouquinho sobre o processo de gasto de energia e sobre as funções do peso magro e do peso gordo, o que você deseja, perder peso ou perder gordura?

Beijinhos da Nutri.

Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas: mutrição, peso, gordura, balança


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09/08/2018 às 18h01m


Insatisfação com o corpo, quem nunca?

Eu trabalho atendendo a pacientes há alguns anos, e percebo que em muitas ocasiões as pessoas estão insatisfeitas com seus corpos e aparência física por modelos e padrões impostos pela mídia, modelos que são inalcançáveis e cruéis.

Quantas mulheres chegam até mim pedindo ajuda para pesar um peso que não condiz com sua altura e biótipo, quantos homens chegam até mim pedindo para ficar fortes, sarados, porém não têm uma vida que permite ter esse tipo de "shape". Mas as pessoas querem fazer parte do meio, serem aceitas e participar dos grupos sociais, grupos esses onde ninguém que faz parte está do jeito que gostaria de ser, porém cobram uns dos outros apresentarem corpos esculpidos, seja na academia ou na faca...

Laus (2006) já dizia em seu trabalho que a imagem corporal é construída através da forma com que o indivíduo percebe seu corpo, que é a associação feita entre o seu corpo e os parâmetros de beleza tidos como perfeitos pelo indivíduo. Em outro trabalho, realizado por Kano (2008), diz que a percepção corporal também está diretamente ligada com a percepção do indivíduo sobre como ele está inserido no meio social que convive, por exemplo, sobre como as pessoas o percebem e sobre como o indivíduo percebe isso, sobre o julgamento social, aceitação social, dessa forma a pessoa constrói a sua autoimagem e a sua autopercepção.

A mídia atual propõe que devemos ser todos magros, altos, belos e saudáveis, mas em contrapartida, toda essa pressão social está adoecendo as pessoas. Atualmente a depressão ligada as redes sociais está crescendo, podemos ver pessoas se suicidando porque não conseguem alcançar os padrões que considera ser de beleza, se esquecendo que a beleza é única e é isso que nos torna belos.

Os transtornos alimentares também estão ligados a todo esse processo, existe um ciclo vicioso, "eu não alcanço o padrão de beleza que eu gostaria, então eu vou comer para afogar as mágoas, então momentaneamente eu fico feliz, porém isso me engorda ainda mais, então eu fico triste novamente e volto a comer". Esse ciclo é o que mantém as pessoas reféns dos transtornos, seja de imagem, seja os transtornos alimentares e até mesmo os transtornos psíquicos.

Claro que, é normal vez ou outra estarmos insatisfeitos com o nosso corpo, nossa aparência, mas o saudável é que isso ocorra como por exemplo no caso de, "nossa, meu cabelo está precisando de uma hidratação; então eu estou insatisfeita com meu cabelo, mas procuro uma cabeleireira e saio feliz da vida do salão". O nível de insatisfação do meu exemplo é natural e totalmente saudável, porém, caso ocorra uma insatisfação que te leve a praticar atividades físicas por horas e horas e a comer coisas que você detesta, mas são importantes para deixar a "barriga chapada", esse tipo de insatisfação já é preocupante, pois você está se sacrificando e pode gerar problemas mais graves, como uma depressão.

Se você se encaixou nesses  exemplos ou caso você viva insatisfeita com a sua imagem e corpo, procure ajuda, procure um profissional que te oriente e trace metas saudáveis para que você alcance o seu objetivo.

Um grande beijo da Nutri.

Fontes consultadas para este artigo: LAUS, M. F.; et al. Percepção da imagem corporal e estado nutricional em estudantes de nutrição, Alim. Nutri. Araraquara, vol.17, n.1, p.85-89, 2006
KANNO, P.; et al. Discrepâncias na imagem corporal e na dieta de obesos, Rev. Nutri., Campinas, vol.21, n.4, p.423-230, 2008

Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas: corpo, espelho, modelo


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Perfil

Giuliana de Paiva, Nutricionista formada pela Faminas, especializando em Nutrição Clínica e Esportiva. Atendendo a cidade de Cataguases e região, seu trabalho é voltado para o público praticante de atividade física e também para as pessoas que buscam qualidade de vida e mudanças nos hábitos alimentares. Trabalha com consultório, palestras, personal diet, com grupos, fazendo um trabalho totalmente individualizado e personalizado.
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