22/04/2016 às 09h26m


O poder da comunicação

Comunicar-se não é simplesmente falar-ouvir-falar. É mais do que isso.

Somos animais sociais, e a comunicação é parte das atividades humanas. Comunicando-se, você transmite idéias, faz solicitações, cria realidades, inventa possibilidades e, principalmente, é capaz de coordenar ações no sentido de que o todo possa ser maior que a soma das partes.

Como toda ferramenta poderosa, a comunicação eficaz ocorre por meio do uso de técnicas específicas, que você vai conhecer neste capítulo.

Aperfeiçoando a arte da comunicação
A comunicação é uma arte, mas não é como as pessoas costumam dizer: "Fulano tem o dom da comunicação." Ela é uma arte porque constitui uma ferramenta com a qual o ser humano pode manifestar idéias, sensações e sentimentos com vista a um resultado. E também porque, para essa manifestação, podemos dispor de técnicas específicas, passíveis de aperfeiçoamento. 

É evidente que existem pessoas mais comunicativas do que outras, mas isso não determina um dom especial para uma comunicação efetiva. É, sim, decorrência de fatores como introversão e extroversão, que nada têm a ver com a comunicação em si. Uma pessoa introvertida pode, perfeitamente, comunicar-se bem em um meio onde se sinta à vontade, e uma extrovertida, não ne-cessariamente, será capaz de fazê-lo, apesar de sentir-se sempre à vontade.

Como eu disse, comunicação não se resume a falar-ouvir-falar. Vai muito além disso. Profissionalmente, a comunicação eficaz constitui uma das ferramentas mais poderosas de que você dispõe. Basta aprender a usá-la!

Ao pé da letra
Comunicação é o processo de transmitir e receber mensagens por intermédio da linguagem, falada ou escrita, ou de outros sinais e símbolos, que podem ser visuais ou sonoros. Comunicação é a capacidade de trocar ou discutir idéias, de dialogar e de conversar com vista ao bom entendimento entre pessoas. 

Mas a comunicação, que visa prioritariamente ao entendimento e que pode gerar uma ação comum, também pode ser utilizada para manipular pessoas. Quando isso acontece, ela é capaz de destruir indivíduos, organizações e nações, em um efeito semelhante ao da falta de comunicação, que tem o poder de desagregar valores.

Sempre que alguém está-se comunicando efetivamente, está criando do nada uma realidade antes inexistente. A comunicação, com o uso da linguagem, permite-nos inventar possibilidades.

Para saber viver profissionalmente, considere todas as formas de comunicação, mas concentre-se principalmente na linguagem verbal e na não-verbal. É esse tipo de comunicação que predomina no relacionamento humano.

Os tipos de relacionamento
É no processo de comunicação entre as pessoas que podemos observar a ocorrência de relacionamentos interativos ou manipulativos. Enquanto os relacionamentos interativos são altamente produtivos, os manipulativos são altamente destrutivos. 

Quando um dos interlocutores se considera uma pessoa e vê o outro como objeto, ou vice-versa, acontece a manipulação. E quando ambos os interlocutores se vêem e vêem o outro como pessoas, acontece a interação.

Mesmo quando uma comunicação se inicia de forma interativa, ela tanto pode manter-se assim, como pode deteriorar-se para a manipulação. E uma relação interativa se torna manipulativa quando o coração quer uma coisa e a razão quer outra. 


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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14/04/2016 às 09h31m


Requisitos da aprendizagem

Em todo processo de aprendizado, há cinco requisitos importantes: impacto, repetição, utilização, interiorização e reforço. Vamos discutir cada um desses requisitos separadamente.

Impacto
O impacto acontece, por exemplo, quando você compra alguma coisa. Você pode ter comprado este livro por inúmeros motivos. Não importa qual tenha sido: de alguma forma, foi preciso haver um impacto para desencadear o processo de compra. Todo bom comunicador precisa ser capaz de criar impacto na cabeça das pessoas. Do contrário, acaba provocando rejeição. E impacto é uma coisa que se desenvolve.

Repetição
Repetição é a mãe do aprendizado. Foi assim para aprender a andar, e é assim com tudo o que é importante na vida. Nada de importante, em geral, é feito na primeira tentativa.  

Utilização
Não adianta você ler este livro achando tudo muito interessante se, no seu dia-a-dia, não colocar nada em prática. Só achar interessante não basta: é preciso utilizar o conhecimento.

Interiorização
Se você adquire um conhecimento, repete-o e utiliza-o, chega um momento em que ele fica interiorizado, passando a fazer parte de você. É como andar de bicicleta: quem aprendeu a andar de bicicleta pode ficar dez anos sem andar que não se esquece de como fazê-lo. Quando você interioriza um conhecimento, ele passa a ser seu; ninguém mais o toma de você. 

Reforço
De vez em quando, releia este livro para reforçar seus conhecimentos. Quando reforça o conhecimento sobre qualquer assunto, você sempre descobre coisas novas, que não tinha percebido antes. Isso faz com que você aumente o domínio sobre o assunto. 

Inimigos do aprendizado: cegueira cognitiva 
(achar que já sabe tudo) e medo de assumir que não sabe. 

Atualizando conhecimentos
Depois que você fica a par do processo de aprendizado, está na hora de pensar na atualização de seus conhecimentos a partir dos meios disponíveis.

Internet: Ninguém prescinde mais desse recurso. Um endereço eletrônico, hoje, é tão importante quanto o número do seu telefone. 

Leitura: Se você ainda não tem, cultive o hábito da leitura. Praticamente todas as áreas profissionais dispõem de publicações especializadas. Existem livros e revistas destinados aos vários segmentos profissionais. Pelos livros, você adquire um conhecimento mais sólido e pormenorizado. Pelas revistas, você atualiza-se, acompanha o mercado e descobre em que livros poderá encontrar o conhecimento complementar de que estiver necessitando, bem como os eventos agendados para o seu setor e muita coisa importante para o seu crescimento profissional.

Idiomas: No mundo globalizado que estamos vivendo, é impossível pensar em crescimento tendo apenas o idioma de origem. É fundamental o domínio de um segundo idioma, de preferência, o Inglês.


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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02/04/2016 às 08h53m


O nível de comunicação cérebro-cérebro — I Parte

No artigo anterior, eu disse que para ultrapassar o nível de comunicação boca-ouvido deve-se convidar o cérebro a entrar no processo. 

Quando, em um restaurante, você pedir ao garçom que lhe traga água mineral com gás, peça-lhe também que repita o seu pedido. Ao repetir, ele memoriza o pedido pelo tempo necessário para trazer exatamente o que você pediu. Isso se chama backtracking. O bactracking funciona para muitas coisas. A telefonista da sua empresa, por exemplo, nunca mais vai anotar números de telefone errado se você orientá-la para que os repita antes de anotar.

Cérebro-Cérebro
Aqui, as coisas começam a acontecer. A pessoa que fala e a que ouve estão em sintonia. Se nenhum sucesso profissional era possível no nível boca-ouvido, neste eles são sempre uma possibilidade, desde que você saiba atuar. 

Saber atuar é saber colocar a outra pessoa no processo, fazendo com que o cérebro dela responda na mesma sintonia que o seu. Existem três técnicas básicas para conduzir a comunicação do nível boca-ouvido para o nível cérebro-cérebro: chamar a pessoa pelo nome, apertar a mão dela com a mesma intensidade que ela aperta a sua, e fazer-lhe perguntas abertas.

Chamar a pessoa pelo nome
Está provado que o nosso nome provoca uma resposta imediata em nosso cérebro. Quando se diz o nome de uma pessoa que está em coma, observa-se uma imediata resposta em algum de seus sinais vitais. Portanto, se quiser que uma pessoa participe ativa e favoravelmente da comunicação, trate-a sempre pelo nome. Se você tem dificuldade em memorizar nomes, faça o seguinte: não deixe de ler o próximo artigo, onde esse assunto será tratado.

• Quando for apresentado a alguém, escute o nome da pessoa e não apenas o ouça.
• Durante a conversação, repita o nome da pessoa, pelo menos, três vezes. 

Existe uma forma prática de mostrar que essa repetição funciona, mas, por escrito, não tem o mesmo impacto. Aprenda como se faz e, depois, faça a experiência com alguém, pessoalmente:

Peça a uma pessoa que repita três vezes a palavra ema. Ela vai dizer: Ema. Ema. Ema. Em seguida, pergunte-lhe: Qual é o nome da clara do ovo? Com certeza, ela vai lhe responder: — Gema!

Ao repetir Ema três vezes, a pessoa criou a memória da palavra. E de Ema para Gema...

Você pode usar essa técnica de memorização sempre que quiser obter um "sim" como resposta. É simples: antes de fazer a pergunta que você quer que seja respondida com um sim, pergunte três coisas que, necessariamente, serão respondidas com um sim. Depois que a pessoa tiver adquirido a memória do "sim", você coloca a questão principal e receberá um "sim" como resposta.

• Faça associações com o nome da pessoa.

O cérebro aprende por meio de associações. Quanto mais você sabe, mais fácil se torna aprender coisas novas. Não se impressione com uma pessoa que fale oito idiomas. Se ela já falava sete, para falar um oitavo o esforço dela foi dez vezes menor do que o de quem sabe apenas um idioma e quer aprender um segundo. A existência de maior quantidade de material para estabelecer associações cria essas facilidades.

Continuaremos tratando do nível cérebro-cérebro no próximo artigo.


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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17/03/2016 às 15h40m


Aprendizagem contínua

O volume de informação cresce exponencialmente, e o nosso conhecimento, além de se tornar obsoleto, sofre um processo inflacionário, pois representa cada vez menos em relação ao que existe para ser conhecido. A única vantagem competitiva que podemos ter neste mundo em constante renovação é a habilidade de aprender mais, e mais rapidamente. 

— Diga-me o quanto sabes e eu direi o quanto vales.

Para saber viver profissionalmente, como em tudo na vida, é preciso passar pelo aprendizado, que abrange quatro fases: ignorância, estar a par, conhecimento e sabedoria. 

1. Ignorância: Eu não sei o quanto não sei.
Esta é a fase em que você não sabe o quanto não sabe. Em outras palavras, você é inconsciente da sua incompetência.

Se você não sabe pilotar avião, você é ignorante no que diz respeito a pilotar avião. 

2. Estar a par: Eu já sei o quanto não sei.
Se alguém lhe der uma aula de como pilotar avião, você fica a par do assunto. Ou seja, torna-se consciente da sua incompetência, pois, ficando a par, você fica sabendo que não sabe nada sobre pilotar avião. 

3. Conhecimento: Eu já sei o quanto já sei.
Digamos que você ficou tão impressionado com o que ouviu sobre como pilotar avião que resolveu aprender a pilotar de verdade. Você voou com instrutor de 30 a 40 horas, tirou brevê e passou a pilotar. Agora você sabe o quanto sabe sobre como pilotar avião. 

4. Sabedoria Eu já não sei o quanto sei. 
Depois de pilotar avião durante dez ou vinte anos, chega um momento em que você atinge um nível de sabedoria que o torna incoscientemente competente. Você já não sabe mais o quanto sabe.

Aprender é gerar mais opções para a obtenção daquilo que, 
a princípio, parece impossível.

Quando você começou a dirigir carro, era ignorante no assunto. No começo, como todo mundo, deve ter-se embaraçado com os três pedais e questionado: —  Como vou fazer para controlar três pedais se eu só tenho dois pés?

Logo no começo do aprendizado, tudo era feito conscientemente, com conhecimento.  

Mais tarde, você tirou a carteira de habilitação, comprou o seu carro e, depois de alguns anos, alcançou o nível da sabedoria. Você passou a fazer tudo automaticamente, sem precisar prestar atenção em onde ficava o acelerador, o freio ou a embreagem. Quando passou a fazer isso automaticamente, você se tornou inconscientemente competente, atingindo o nível da sabedoria. 

Confusão é bom sinal! É parte do aprendizado.
Durante as fases 2 e 3 do aprendizado, é normal haver um período de confusão; mas as pessoas, por não compreenderem o processo, acabam desistindo quando falta muito pouco para a aquisição do conhecimento.

A menos que você seja piloto, você ficará confuso em como pilotar avião, não é verdade? Confusão é bom sinal. Quer dizer que você está prestes a aprender alguma coisa nova. No momento em que fica confuso, um novo conhecimento está sendo introduzido. 

Não pretendo, com este artigo, conduzir você ao nível de sabedoria. Quero, apenas, acrescentar-lhe conhecimento sobre o processo de aprendizado; pois o sucesso profissional, hoje, está diretamente relacionado à capacidade que temos para aprender coisas novas. 


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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10/03/2016 às 10h04m


Acompanhe as mudanças se quiser progredir

No mundo de hoje, as estratégias de vítima e de predador são obsoletas. Precisamos fugir das armadilhas mentais desses modelos ultrapassados. Com eles, pensamos que estamos sendo bem-sucedidos até mesmo quando nos encontramos à beira do fracasso. 

O frágil progresso da sociedade contemporânea, que ruma para a destruição do planeta, deve muito à cultura de vítimas e predadores: vítimas, pensando e agindo como se vivessem em um mundo de escassez e satisfazendo-se com migalhas; e predadores, também pensando que vivem em um mundo escasso, mas agindo de forma a controlar o pouco que há no Universo e a tirar dele o máximo que puderem. Vítimas e predadores não jogam o jogo do ganha-ganha; assim, a humanidade, até agora, esteve jogando o jogo do ganha-perde com o planeta.

Para ser e manter-se bem-sucedido em um mundo de mudança, é preciso saber prosperar em ambientes difíceis, estar atento a tudo o que acontece ao redor, e tornar-se adaptável às variações do meio. Como diz uma mensagem das runas: "em águas profundas, torne-se um mergulhador".

Regras fundamentais para o jogo do ganha-ganha:
• Ser individualmente competente e bem-sucedido em grupo.
• Buscar soluções que funcionem quando alguma coisa não estiver funcionando.
• Vencer predadores! Principalmente  aqueles que existem dentro de nós.

Para ser bem-sucedida, hoje, toda e qualquer pessoa precisa adotar esse novo tipo de mentalidade que, automaticamente, a compromete com tornar o mundo um lugar melhor para se viver.


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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03/03/2016 às 13h40m


Ganha-ganha: o jogo dos mestres

O ganha-ganha é um jogo diferente, onde não há perdedores. Nele, os jogadores precisam agir com maestria, valendo-se da astúcia, da inteligência e da capacidade de representar um perigo em potencial para os predadores. 

E mais: precisam saber pensar de maneira construtiva e criativa e aprender como alterar o comportamento com precisão e rapidez, interagindo com o meio e com os outros, sempre positivamente. Assim como os mestres!

A vida é um jogo, e no jogo do ganha-ganha, é preciso saber usar com inteligência os recursos disponíveis e, principalmente, é preciso saber fazer mais com menos. 

O jogo de vítimas e predadores é assim: 
• Os predadores só querem ganhar.
• As vítimas preferem fugir; no máximo, elas se rendem. 

Essa determinação em só ganhar ou em só perder tem relação direta com a crença na escassez de recursos do planeta e com a forma como se reage a ela. Quem acha que nunca terá condições de ter o suficiente sacrifica-se, quem quer se prevenir procura acumular o máximo de recursos, não importando os meios.

O jogo dos mestres é assim: 
Os mestres conhecem a realidade que os cerca, que pode tanto ser abundante quanto escassa. Eles acreditam no próprio valor e enxergam o mundo de forma não-convencional. E eles também são criativos, flexíveis, inteligentes e sabem utilizar os próprios recursos de maneira elegante, procurando obter o melhor para si, sem, contudo, destruir o outro ou impor-lhe uma posição inferior. 

Para participar do ganha-ganha
• Reavalie a sua forma de pensar, isso aumenta substancialmente a sua capacidade de competir e de se modificar. 
• Ajuste seu foco mental e emocional: isso lhe dá condições de modificar todo o cenário a seu redor.
• Aprecie, explore e utilize ao máximo a capacidade de ajudar a si mesmo e aos outros na avaliação crítica de decisões: disso resulta uma infinidade de idéias e de possibilidades, significando um verdadeiro despertar do seu potencial.


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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25/02/2016 às 12h01m


Vítimas e predadores

Há pelo menos 40 mil anos as pessoas têm encarado a vida como se fossem vítimas ou predadores, partindo da falsa premissa da escassez do Universo. Veja como funciona:

Vítima
Quem escolhe o modelo "vítima" pensa e age como se vivesse em um Universo escasso, e se dá por satisfeito com as migalhas que é capaz de conseguir. Para uma vítima, qualquer coisa é suficiente, já que vive em um ambiente de escassez. Sempre com medo de perder o pouco que conseguiu, ela não gosta de encarar a realidade e prefere fechar os olhos para o que acontece a seu redor. Uma vítima prefere não fazer escolhas, e, diante das dificuldades, foge ou permanece imóvel, o que a torna presa fácil para predadores. 

Predador
Quem adota o estilo "predador" pensa e age como controlador do pouco que há no Universo. Para um predador, nada é o bastante: ele está sempre querendo mais e, diante das dificuldades, age com rapidez, sempre determinado a ganhar, passando por cima de tudo o que estiver na sua frente. E faz isso em qualquer lugar: na sociedade em que vive, nas empresas em que atua e na sua própria casa. 

Existe um pouco desses padrões de comportamento implantado em cada um de nós. Como estratégia, não podemos eliminá-los totalmente. Há ocasiões em que precisamos fazer o papel de vítimas e outras, em que precisamos nos comportar como predadores, por uma questão de sobrevivência.

Os modelos baseados na vítima e no predador limitam bastante a forma de apreciar e usufruir deste mundo em constante mudança.

Lidando com predadores
Predadores jogam o jogo do ganha-perde, que implica o ganho pessoal a qualquer custo. Ou seja: eles são capazes de "tudo" pelo que desejam. Portanto, para conviver com predadores, todo cuidado é pouco. Para lidar com eles, é preciso:

• Descobrir quem são e como são.
• Reconhecer que são fortes.
• Não se esconder deles.
• Não se juntar a outras vítimas, para não ser confundido com elas.
• Em caso de confrontos, enfrentá-los de igual para igual.
• Em caso de ataque, impedir a todo custo que vejam o estrago causado.
• Poupar energia, evitando ir contra a corrente.
• Aprender o jogo do ganha-ganha e ter sempre um parceiro por perto.


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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18/02/2016 às 13h09m


Ideologia do ganha-ganha

Na vida, você tem duas opções: ou acredita que o Universo é escasso e não há o bastante para todos ou que ele é potencialmente abundante e há o suficiente para todos. Essa escolha é fundamental para definir a sua posição no mercado.

Se optar pela escassez, você estará jogando o jogo do ganha-perde. Esse jogo está com os dias contados, e, mesmo quem está ganhando, sempre acaba perdendo. 

Se optar pela abundância, você entra em um jogo muito mais interessante e promissor, cuja regra básica é a seguinte: "Para eu ganhar, você não precisa perder, a não ser que você insista. Aí, o problema é seu."

A história dos dois ladrões
A dinâmica do jogo da vida é muito fácil de ser entendida a partir dessa história:

Era uma vez dois ladrões romanos, Augusto e Júlio, que foram presos e condenados à morte. Durante o interrogatório e julgamento, um acusava o outro do crime e jurava a sua própria inocência. O imperador, mesmo querendo executar os dois, decidiu fazer isso de forma a proporcionar distração para a população romana. Ele estabeleceu que os ladrões ficariam em celas separadas, sem se comunicar um com o outro, e que cada um receberia uma moeda romana para, no próximo domingo, participar de um jogo com as seguintes regras:

Duas "caras": ambos serão perdoados e libertados.

Uma "cara" e uma "coroa": quem apresentar "coroa" será libertado e receberá um quilo de ouro, e quem apresentar "cara" será executado.

Duas "coroas": ambos serão executados.

No domingo seguinte, ambos foram chamados diante de dez mil pessoas. Depois de abrirem as mãos e revelarem a face da moeda escolhida, os dois ladrões foram jogados aos leões!

Moral da história
Sabe o que aconteceu? Eles não jogaram o jogo do ganha-ganha. Se tivessem jogado, ambos teriam apresentado "cara" e seriam perdoados e libertados. Contudo, como estavam separados, nenhum confiou que o outro tomaria essa decisão. Por outro lado, a tentação de ser libertados e ainda ganhar um quilo de ouro, levou os dois a escolher "coroa". Resultado: ambos foram executados.

Na vida, assim como nessa história, tanto o ganha-perde quanto o perde-ganha acabam-se deteriorando para o perde-perde. Portanto, ganha-ganha é o único jogo a ser jogado. Para que isso ocorra, é necessário desenvolver a confiança mútua. 

Estabelecendo confiança
A confiança mútua é estabelecida a partir de três parâmetros básicos: sinceridade, competência e história pregressa.

Sinceridade
O que a pessoa fala em público é o que ela fala em particular? O que ela fala com uma pessoa é a mesma coisa que ela fala com outra?

Competência
A pessoa tem capacidade de fazer o que está dizendo que vai fazer? Lembre-se de que o inferno está cheio de pessoas com boas intenções! 

História pregressa
Como a pessoa se comportou no passado, em situações similares.



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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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11/02/2016 às 10h05m


O tempo acaba sendo secundário

Quando colocamos toda a nossa energia no que estamos fazendo, somos mais produtivos e o tempo rende.

A energia se transforma em produtividade quando nossos aspectos físico, mental, emocional e espiritual interagem sinergicamente. Nesse processo, um alimenta o outro e, como resultado, temos energia o bastante para ter tempo de sobra.

A menos que tenhamos saúde física, estabilidade emocional, concentração mental e um propósito maior que a mera realização das tarefas do dia-a-dia, não conseguiremos realizá-las, por mais que tenhamos tempo para isso: nos faltará energia! 

Quantidade versus qualidade energética
A quantidade de energia física (alta ou baixa) e a qualidade da energia emocional (negativa ou positiva) respondem diretamente pela forma como enfrentamos as tarefas diárias, independentemente de tempo.

Uma pessoa revigorada pode realizar determinada tarefa em dez minutos, enquanto uma deprimida pode necessitar de dez horas e, ainda assim, não a realizar!

Grandes realizações
O modo como encaramos o dia-a-dia é determinado pela interação da energia física com a emocional. Mas se quisermos partir para realizações relevantes, precisaremos de energia e, também, de talento, competência e vontade. 

Nenhuma grande realização acontece sem energia. Mas energia, apenas, não adianta. 

Forma-se, então, uma nova cadeia interativa, tendo a energia como ponto central. Nessa cadeia, a energia é necessária para que um talento se desenvolva e se transforme em competência, desde que haja vontade. Ou seja: sem energia, a competência não se desenvolve, por mais que a pessoa tenha talento e vontade. 

O desenvolvimento de uma competência requer esforço. Esforço envolve energia. E tempo nenhum adianta se não houver esse conjunto de forças em ação.

Procrastinação: deixar para amanhã o que deveria ser feito hoje.
Agora que você já sabe que quando falamos em tempo estamos falando também de energia, fica mais fácil compreender os motivos da procrastinação, considerada a grande vilã em matéria de gerenciamento de tempo.

Então, em vez de procurar técnicas mirabolantes para combater a procrastinação, antes de mais nada, identifique os assuntos que você anda procrastinando e cuide da qualidade da sua energia emocional envolvida neles.


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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04/02/2016 às 09h24m


Não se esconda no tempo

Há pessoas que se escondem no passado: passam a vida culpando os pais por tudo o que lhes acontece. E há pessoas que se escondem no futuro: pensam que "amanhã" conseguirão resolver seus problemas e que "depois" farão o que precisa ser feito. No entanto, a vida ocorre no aqui e agora. 

Não interessa onde você esteja: a vida é aqui. Não importa quando você esteve ou estará: a vida é agora. O passado já passou e o futuro ainda não chegou. É por isso que o presente se chama presente. Ele é, na realidade, um presente que nos é dado.

É no presente que temos o poder de gerar ação, modificando o nosso futuro e, talvez, recriando a nossa interpretação do passado. Portanto, viva o presente e planeje o futuro.

A ampulheta representa bem o conceito da vida:
• A areia que está por cair é o futuro; ainda não aconteceu. 
• A areia que está caindo é o presente. 
• A areia que já caiu é passado; nada se pode fazer a respeito.

As pessoas não planejam o fracasso. Elas, simplesmente, fracassam ao planejar.

Relatividade do tempo
Einstein dizia que "o tempo não é linear e, portanto, muito relativo e atrelado ao que está acontecendo". Um round de três minutos de boxe, para quem está apanhando, pode durar uma eternidade. Uma vida bem vivida, na qual somos felizes e estamos contribuindo para o bem da humanidade, pode passar num piscar de olhos.

Para ter um bom aproveitamento do tempo, você precisa estar suficientemente envolvido naquilo que estiver fazendo. E isso implica outros fatores, além da simples disponibilidade de tempo para o que tiver de ser feito. 

O que é aproveitar bem o tempo? — É fazer o que precisa ser feito, bem-feito e, de preferência, da primeira vez. É para isso que necessitamos estar envolvidos em nossas atividades.


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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Perfil

Palestrante internacional, ex-diretor da Merck Sharp & Dohme e da Ciba-Geigy Corporation, nos Estados Unidos, e autor de vários livros que se tornaram best-sellers no Brasil e em países da América Latina e da Europa. Médico cardiologista, viveu 17 anos nos Estados Unidos, onde realizou treinamentos e pesquisas na Harvard Unversity, Baylor College of Medicine e Thomas Jefferson University.
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