19/05/2016 às 10h43m - Atualizado 19/05/2016 às 10h49m


Negociação

Em tese, toda negociação só deve se concretizar se puder ser boa para as partes envolvidas. Nem sempre isso acontece, mas precisamos estar preparados para obter cada vez mais esse resultado. Assim, abordaremos negociação sob a perspectiva do ganha-ganha, pois negociações em que há um ganhador e um perdedor sempre se deterioram e todos acabam perdendo. E não é isso o que estamos buscando, não é mesmo?

As diferenças
Negociar é o processo de lidar com diferenças. Pode levar mais tempo do que você imaginava e necessitar de um esforço maior do que você pretendia fazer. Pode-se, também, deparar com variáveis complexas, difíceis de ser controladas ou, até mesmo, incontroláveis. E as partes envolvidas em uma negociação chegam a ela com suas idéias, conceitos e estratégias preestabelecidos.

Os participantes de uma negociação, raramente, chegam dispostos a substituir suas próprias idéias pelas idéias de outros. O que querem, em geral, é fazê-las prevalecer. Nesse processo, eles tanto podem manipular quanto influenciar o interlocutor, determinando o tipo de jogo a ser jogado.

A negociação
O propósito de uma negociação é encontrar uma solução satisfatória, de modo que as necessidades das partes envolvidas sejam atendidas da forma mais completa possível. 

Para uma boa negociação, é preciso ter:

• Certeza de que qualquer acordo só será alcançado pela negociação.
Se eu quero pizza de mussarela e você quer de quatro queijos, não precisamos negociar. É só pedir uma pizza meio a meio.

• Condições de participar do processo.
Existe apenas um produtor de laranja e dois interessados na sua produção. Um precisa da casca da laranja para a produção de geléias; o outro quer apenas o suco. O melhor acordo, neste caso, é a safra de laranja ir, primeiro, para a extração do suco e, depois, para a produção de geléias. Mas, para isso, o industrial que quer o suco precisa instalar equipamento para uma prévia lavagem e esterilização das laranjas, e, também, manter o nível de processamento das laranjas em tantas toneladas/mês.

Se ele não tiver capital para instalar o equipamento necessário nem condições de processar mensalmente o volume de laranja que atenda a outra parte interessada, ele não tem condições de participar dessa negociação.

• Vontade de chegar ao melhor resultado possível.
Ainda no exemplo anterior, a negociação só aconteceria se, entre as partes, houvesse confiança e comprometimento com os resultados da negociação. Se a parte que tivesse de investir para atender aos termos da negociação mentisse sobre suas condições financeiras ou não tivesse a intenção de respeitar o que ficou estabelecido, o resultado seria um desastre. 


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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12/05/2016 às 09h27m


O nível de comunicação cérebro-cérebro — II Parte

Chamar a pessoa pelo nome, apertar a mão dela com a mesma intensidade que ela aperta a sua e fazer-lhe perguntas abertas são as técnicas básicas para que o cérebro do seu interlocutor entre no processo e a comunicação passe do nível boca-ouvido para o nível cérebro-cérebro.

Você já sabe a importância de chamar a pessoa pelo nome e como fazer para memorizá-lo. Agora, você vai saber mais sobre o aperto de mão e perguntas abertas.

Aperto de mão

Existe uma linguagem corporal com a qual se pode transmitir firmeza, confiança e sinceridade. O aperto de mão é uma dessas formas de linguagem não-verbal. Talvez você não saiba, mas 40% das transações comerciais que não se concretizam são perdidas por causa do aperto de mãos. 

Imagine duas pessoas: uma aperta a mão com tanta força que mais parece um alicate, e outra aperta a mão com tanta delicadeza que mal se consegue tocar-lhe os dedos.

Você já imaginou como seria um aperto de mãos entre essas duas pessoas?

Numa transação imobiliária, se a pessoa que aperta a mão com força for tratar com um corretor que aperta a mão com delicadeza, certamente ela duvidará da firmeza dele para conduzir a negociação, e esta não se concretizaria. Por outro lado, se a pessoa com aperto de mão delicado for negociar com um corretor que aperta a mão com força, a negociação também não acontecerá, pois o corretor será considerado muito agressivo.

O aperto de mão ideal precisa transmitir a seguinte mensagem: — Eu sou igual a você, pode confiar em mim! A importância disso é muito simples de entender; afinal, nós gostamos de pessoas iguais a nós.

Perguntas abertas

Existem dois tipos de perguntas: as fechadas e as abertas. Perguntas fechadas são respondidas simplesmente com um "sim" ou "não", automaticamente. Esse tipo de resposta, da qual o cérebro não participa, pode limitar o seu processo de persuasão: quando você obtém um "não" como resposta, fica mais difícil fazer a pessoa com quem você estiver negociando dizer um "sim". Perguntas abertas, por sua vez, não podem ser respondidas com "sim" ou "não", e aí está a vantagem do seu uso, pois o cérebro precisa participar da resposta. 

Por exemplo, em vez de perguntar a uma pessoa se ela está interessada em comprar uma cadeira, pergunte-lhe se, caso comprasse a cadeira, a colocaria na sala de visitas ou na sala de jantar. Para responder a essa pergunta, ela teria de pensar que já comprara a cadeira e que a cadeira já teria chegado à sua casa. Com a pergunta aberta, você "colocou" a cadeira dentro da casa da pessoa.

Pessoas que usam com mais freqüência perguntas abertas
ganham mais dinheiro na vida.

Muita coisa pode ser conquistada nesse nível de comunicação. Grande parte do seu sucesso profissional concentra-se em dominar a arte da comunicação cérebro-cérebro. Mas para que o sucesso profissional possa acontecer de forma ainda mais espetacular, você precisa aprender a passar para o nível seguinte.

Coração-Coração

Nesse nível, empatia e amizade se manifestam e os milagres da comunicação entre as pessoas podem acontecer. Afinal, sempre gostamos de falar "sim" para os nossos amigos e não nos importamos em dizer "não" para os nossos inimigos. 



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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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05/05/2016 às 08h32m - Atualizado 05/05/2016 às 08h38m


Problemas de comunicação

Muitos problemas de comunicação acontecem quando a pessoa que fala subestima ou superestima o nível de compreensão do seu interlocutor ou a pessoa que ouve pressupõe, incorretamente, que sabe o que o seu interlocutor quer dizer. Ou, ainda, quando a pessoa que fala não leva em consideração o contexto em que o seu interlocutor está inserido, a pessoa que ouve não leva em consideração o contexto ao qual as palavras de seu interlocutor se referem ou a pessoa que ouve não se interessa pelo que o seu interlocutor está dizendo. 

Einstein dizia que não se pode obter respostas certas com perguntas erradas. Entretanto, mesmo com perguntas corretas, você não será capaz de compreender a resposta se não for capaz de escutar corretamente. 

O lado bom dos problemas de comunicação

Como diz Fredy Kofman: "em cada conversação inefetiva se escondem as sementes do aprendizado e da transformação".  Talvez a competência mais importante dos seres humanos e das organizações seja a capacidade de "processar" aquilo que ouve para o transformar em oportunidade de melhora. Tudo o que nos entra pelos ouvidos pode ser matéria-prima para o nosso crescimento.

Isso significa que, se você estiver interessado em crescer, até mesmo as conversações mais desastrosas lhe serão úteis, desde que a sua capacidade de processar aquilo que ouve esteja em sintonia com seus anseios de crescimento.

Para atingir um padrão de excelência interpessoal é preciso conhecer os níveis em que a comunicação se processa. Portanto, vou lhe apresentar um modelo muito objetivo e funcional, a partir do qual você não apenas poderá aperfeiçoar a qualidade da sua comunicação, como também poderá escolher o nível mais adequado para os seus propósitos.

Modelo é uma sistematização de pensamentos e procedimentos. De acordo com esse modelo, a comunicação entre duas ou mais pessoas pode acontecer em três níveis:

Boca-ouvido

Nesse nível, uma pessoa fala e a outra ouve, sem necessariamente escutar. 

Ouvir e escutar são funções diversas de partes diferentes do nosso corpo. Ouvir é função dos ouvidos; escutar é função do cérebro. Enquanto o ouvir constitui um ato passivo, o escutar é um ato ativo que envolve processamento de informação.

Imagine-se chegando a um restaurante, solicitando ao garçom uma água mineral com gás e ele lhe trazendo uma água mineral sem gás. Ou seja, ele ouviu o que você disse, mas, até chegar ao bar para pegar a água, parte daquilo que ouviu se perdeu. É como se eu estivesse escrevendo este livro e desligasse o computador sem salvar o arquivo: estaria tudo perdido.

Nenhum sucesso profissional é possível neste nível (boca-ouvido); portanto, é fundamental passar para o nível seguinte (cérebro-cérebro). Como? — Convidando o cérebro a entrar no processo. É sobre isso que falaremos em nosso próximo encontro.

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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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22/04/2016 às 09h26m


O poder da comunicação

Comunicar-se não é simplesmente falar-ouvir-falar. É mais do que isso.

Somos animais sociais, e a comunicação é parte das atividades humanas. Comunicando-se, você transmite idéias, faz solicitações, cria realidades, inventa possibilidades e, principalmente, é capaz de coordenar ações no sentido de que o todo possa ser maior que a soma das partes.

Como toda ferramenta poderosa, a comunicação eficaz ocorre por meio do uso de técnicas específicas, que você vai conhecer neste capítulo.

Aperfeiçoando a arte da comunicação
A comunicação é uma arte, mas não é como as pessoas costumam dizer: "Fulano tem o dom da comunicação." Ela é uma arte porque constitui uma ferramenta com a qual o ser humano pode manifestar idéias, sensações e sentimentos com vista a um resultado. E também porque, para essa manifestação, podemos dispor de técnicas específicas, passíveis de aperfeiçoamento. 

É evidente que existem pessoas mais comunicativas do que outras, mas isso não determina um dom especial para uma comunicação efetiva. É, sim, decorrência de fatores como introversão e extroversão, que nada têm a ver com a comunicação em si. Uma pessoa introvertida pode, perfeitamente, comunicar-se bem em um meio onde se sinta à vontade, e uma extrovertida, não ne-cessariamente, será capaz de fazê-lo, apesar de sentir-se sempre à vontade.

Como eu disse, comunicação não se resume a falar-ouvir-falar. Vai muito além disso. Profissionalmente, a comunicação eficaz constitui uma das ferramentas mais poderosas de que você dispõe. Basta aprender a usá-la!

Ao pé da letra
Comunicação é o processo de transmitir e receber mensagens por intermédio da linguagem, falada ou escrita, ou de outros sinais e símbolos, que podem ser visuais ou sonoros. Comunicação é a capacidade de trocar ou discutir idéias, de dialogar e de conversar com vista ao bom entendimento entre pessoas. 

Mas a comunicação, que visa prioritariamente ao entendimento e que pode gerar uma ação comum, também pode ser utilizada para manipular pessoas. Quando isso acontece, ela é capaz de destruir indivíduos, organizações e nações, em um efeito semelhante ao da falta de comunicação, que tem o poder de desagregar valores.

Sempre que alguém está-se comunicando efetivamente, está criando do nada uma realidade antes inexistente. A comunicação, com o uso da linguagem, permite-nos inventar possibilidades.

Para saber viver profissionalmente, considere todas as formas de comunicação, mas concentre-se principalmente na linguagem verbal e na não-verbal. É esse tipo de comunicação que predomina no relacionamento humano.

Os tipos de relacionamento
É no processo de comunicação entre as pessoas que podemos observar a ocorrência de relacionamentos interativos ou manipulativos. Enquanto os relacionamentos interativos são altamente produtivos, os manipulativos são altamente destrutivos. 

Quando um dos interlocutores se considera uma pessoa e vê o outro como objeto, ou vice-versa, acontece a manipulação. E quando ambos os interlocutores se vêem e vêem o outro como pessoas, acontece a interação.

Mesmo quando uma comunicação se inicia de forma interativa, ela tanto pode manter-se assim, como pode deteriorar-se para a manipulação. E uma relação interativa se torna manipulativa quando o coração quer uma coisa e a razão quer outra. 


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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14/04/2016 às 09h31m


Requisitos da aprendizagem

Em todo processo de aprendizado, há cinco requisitos importantes: impacto, repetição, utilização, interiorização e reforço. Vamos discutir cada um desses requisitos separadamente.

Impacto
O impacto acontece, por exemplo, quando você compra alguma coisa. Você pode ter comprado este livro por inúmeros motivos. Não importa qual tenha sido: de alguma forma, foi preciso haver um impacto para desencadear o processo de compra. Todo bom comunicador precisa ser capaz de criar impacto na cabeça das pessoas. Do contrário, acaba provocando rejeição. E impacto é uma coisa que se desenvolve.

Repetição
Repetição é a mãe do aprendizado. Foi assim para aprender a andar, e é assim com tudo o que é importante na vida. Nada de importante, em geral, é feito na primeira tentativa.  

Utilização
Não adianta você ler este livro achando tudo muito interessante se, no seu dia-a-dia, não colocar nada em prática. Só achar interessante não basta: é preciso utilizar o conhecimento.

Interiorização
Se você adquire um conhecimento, repete-o e utiliza-o, chega um momento em que ele fica interiorizado, passando a fazer parte de você. É como andar de bicicleta: quem aprendeu a andar de bicicleta pode ficar dez anos sem andar que não se esquece de como fazê-lo. Quando você interioriza um conhecimento, ele passa a ser seu; ninguém mais o toma de você. 

Reforço
De vez em quando, releia este livro para reforçar seus conhecimentos. Quando reforça o conhecimento sobre qualquer assunto, você sempre descobre coisas novas, que não tinha percebido antes. Isso faz com que você aumente o domínio sobre o assunto. 

Inimigos do aprendizado: cegueira cognitiva 
(achar que já sabe tudo) e medo de assumir que não sabe. 

Atualizando conhecimentos
Depois que você fica a par do processo de aprendizado, está na hora de pensar na atualização de seus conhecimentos a partir dos meios disponíveis.

Internet: Ninguém prescinde mais desse recurso. Um endereço eletrônico, hoje, é tão importante quanto o número do seu telefone. 

Leitura: Se você ainda não tem, cultive o hábito da leitura. Praticamente todas as áreas profissionais dispõem de publicações especializadas. Existem livros e revistas destinados aos vários segmentos profissionais. Pelos livros, você adquire um conhecimento mais sólido e pormenorizado. Pelas revistas, você atualiza-se, acompanha o mercado e descobre em que livros poderá encontrar o conhecimento complementar de que estiver necessitando, bem como os eventos agendados para o seu setor e muita coisa importante para o seu crescimento profissional.

Idiomas: No mundo globalizado que estamos vivendo, é impossível pensar em crescimento tendo apenas o idioma de origem. É fundamental o domínio de um segundo idioma, de preferência, o Inglês.


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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02/04/2016 às 08h53m


O nível de comunicação cérebro-cérebro — I Parte

No artigo anterior, eu disse que para ultrapassar o nível de comunicação boca-ouvido deve-se convidar o cérebro a entrar no processo. 

Quando, em um restaurante, você pedir ao garçom que lhe traga água mineral com gás, peça-lhe também que repita o seu pedido. Ao repetir, ele memoriza o pedido pelo tempo necessário para trazer exatamente o que você pediu. Isso se chama backtracking. O bactracking funciona para muitas coisas. A telefonista da sua empresa, por exemplo, nunca mais vai anotar números de telefone errado se você orientá-la para que os repita antes de anotar.

Cérebro-Cérebro
Aqui, as coisas começam a acontecer. A pessoa que fala e a que ouve estão em sintonia. Se nenhum sucesso profissional era possível no nível boca-ouvido, neste eles são sempre uma possibilidade, desde que você saiba atuar. 

Saber atuar é saber colocar a outra pessoa no processo, fazendo com que o cérebro dela responda na mesma sintonia que o seu. Existem três técnicas básicas para conduzir a comunicação do nível boca-ouvido para o nível cérebro-cérebro: chamar a pessoa pelo nome, apertar a mão dela com a mesma intensidade que ela aperta a sua, e fazer-lhe perguntas abertas.

Chamar a pessoa pelo nome
Está provado que o nosso nome provoca uma resposta imediata em nosso cérebro. Quando se diz o nome de uma pessoa que está em coma, observa-se uma imediata resposta em algum de seus sinais vitais. Portanto, se quiser que uma pessoa participe ativa e favoravelmente da comunicação, trate-a sempre pelo nome. Se você tem dificuldade em memorizar nomes, faça o seguinte: não deixe de ler o próximo artigo, onde esse assunto será tratado.

• Quando for apresentado a alguém, escute o nome da pessoa e não apenas o ouça.
• Durante a conversação, repita o nome da pessoa, pelo menos, três vezes. 

Existe uma forma prática de mostrar que essa repetição funciona, mas, por escrito, não tem o mesmo impacto. Aprenda como se faz e, depois, faça a experiência com alguém, pessoalmente:

Peça a uma pessoa que repita três vezes a palavra ema. Ela vai dizer: Ema. Ema. Ema. Em seguida, pergunte-lhe: Qual é o nome da clara do ovo? Com certeza, ela vai lhe responder: — Gema!

Ao repetir Ema três vezes, a pessoa criou a memória da palavra. E de Ema para Gema...

Você pode usar essa técnica de memorização sempre que quiser obter um "sim" como resposta. É simples: antes de fazer a pergunta que você quer que seja respondida com um sim, pergunte três coisas que, necessariamente, serão respondidas com um sim. Depois que a pessoa tiver adquirido a memória do "sim", você coloca a questão principal e receberá um "sim" como resposta.

• Faça associações com o nome da pessoa.

O cérebro aprende por meio de associações. Quanto mais você sabe, mais fácil se torna aprender coisas novas. Não se impressione com uma pessoa que fale oito idiomas. Se ela já falava sete, para falar um oitavo o esforço dela foi dez vezes menor do que o de quem sabe apenas um idioma e quer aprender um segundo. A existência de maior quantidade de material para estabelecer associações cria essas facilidades.

Continuaremos tratando do nível cérebro-cérebro no próximo artigo.


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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17/03/2016 às 15h40m


Aprendizagem contínua

O volume de informação cresce exponencialmente, e o nosso conhecimento, além de se tornar obsoleto, sofre um processo inflacionário, pois representa cada vez menos em relação ao que existe para ser conhecido. A única vantagem competitiva que podemos ter neste mundo em constante renovação é a habilidade de aprender mais, e mais rapidamente. 

— Diga-me o quanto sabes e eu direi o quanto vales.

Para saber viver profissionalmente, como em tudo na vida, é preciso passar pelo aprendizado, que abrange quatro fases: ignorância, estar a par, conhecimento e sabedoria. 

1. Ignorância: Eu não sei o quanto não sei.
Esta é a fase em que você não sabe o quanto não sabe. Em outras palavras, você é inconsciente da sua incompetência.

Se você não sabe pilotar avião, você é ignorante no que diz respeito a pilotar avião. 

2. Estar a par: Eu já sei o quanto não sei.
Se alguém lhe der uma aula de como pilotar avião, você fica a par do assunto. Ou seja, torna-se consciente da sua incompetência, pois, ficando a par, você fica sabendo que não sabe nada sobre pilotar avião. 

3. Conhecimento: Eu já sei o quanto já sei.
Digamos que você ficou tão impressionado com o que ouviu sobre como pilotar avião que resolveu aprender a pilotar de verdade. Você voou com instrutor de 30 a 40 horas, tirou brevê e passou a pilotar. Agora você sabe o quanto sabe sobre como pilotar avião. 

4. Sabedoria Eu já não sei o quanto sei. 
Depois de pilotar avião durante dez ou vinte anos, chega um momento em que você atinge um nível de sabedoria que o torna incoscientemente competente. Você já não sabe mais o quanto sabe.

Aprender é gerar mais opções para a obtenção daquilo que, 
a princípio, parece impossível.

Quando você começou a dirigir carro, era ignorante no assunto. No começo, como todo mundo, deve ter-se embaraçado com os três pedais e questionado: —  Como vou fazer para controlar três pedais se eu só tenho dois pés?

Logo no começo do aprendizado, tudo era feito conscientemente, com conhecimento.  

Mais tarde, você tirou a carteira de habilitação, comprou o seu carro e, depois de alguns anos, alcançou o nível da sabedoria. Você passou a fazer tudo automaticamente, sem precisar prestar atenção em onde ficava o acelerador, o freio ou a embreagem. Quando passou a fazer isso automaticamente, você se tornou inconscientemente competente, atingindo o nível da sabedoria. 

Confusão é bom sinal! É parte do aprendizado.
Durante as fases 2 e 3 do aprendizado, é normal haver um período de confusão; mas as pessoas, por não compreenderem o processo, acabam desistindo quando falta muito pouco para a aquisição do conhecimento.

A menos que você seja piloto, você ficará confuso em como pilotar avião, não é verdade? Confusão é bom sinal. Quer dizer que você está prestes a aprender alguma coisa nova. No momento em que fica confuso, um novo conhecimento está sendo introduzido. 

Não pretendo, com este artigo, conduzir você ao nível de sabedoria. Quero, apenas, acrescentar-lhe conhecimento sobre o processo de aprendizado; pois o sucesso profissional, hoje, está diretamente relacionado à capacidade que temos para aprender coisas novas. 


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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10/03/2016 às 10h04m


Acompanhe as mudanças se quiser progredir

No mundo de hoje, as estratégias de vítima e de predador são obsoletas. Precisamos fugir das armadilhas mentais desses modelos ultrapassados. Com eles, pensamos que estamos sendo bem-sucedidos até mesmo quando nos encontramos à beira do fracasso. 

O frágil progresso da sociedade contemporânea, que ruma para a destruição do planeta, deve muito à cultura de vítimas e predadores: vítimas, pensando e agindo como se vivessem em um mundo de escassez e satisfazendo-se com migalhas; e predadores, também pensando que vivem em um mundo escasso, mas agindo de forma a controlar o pouco que há no Universo e a tirar dele o máximo que puderem. Vítimas e predadores não jogam o jogo do ganha-ganha; assim, a humanidade, até agora, esteve jogando o jogo do ganha-perde com o planeta.

Para ser e manter-se bem-sucedido em um mundo de mudança, é preciso saber prosperar em ambientes difíceis, estar atento a tudo o que acontece ao redor, e tornar-se adaptável às variações do meio. Como diz uma mensagem das runas: "em águas profundas, torne-se um mergulhador".

Regras fundamentais para o jogo do ganha-ganha:
• Ser individualmente competente e bem-sucedido em grupo.
• Buscar soluções que funcionem quando alguma coisa não estiver funcionando.
• Vencer predadores! Principalmente  aqueles que existem dentro de nós.

Para ser bem-sucedida, hoje, toda e qualquer pessoa precisa adotar esse novo tipo de mentalidade que, automaticamente, a compromete com tornar o mundo um lugar melhor para se viver.


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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03/03/2016 às 13h40m


Ganha-ganha: o jogo dos mestres

O ganha-ganha é um jogo diferente, onde não há perdedores. Nele, os jogadores precisam agir com maestria, valendo-se da astúcia, da inteligência e da capacidade de representar um perigo em potencial para os predadores. 

E mais: precisam saber pensar de maneira construtiva e criativa e aprender como alterar o comportamento com precisão e rapidez, interagindo com o meio e com os outros, sempre positivamente. Assim como os mestres!

A vida é um jogo, e no jogo do ganha-ganha, é preciso saber usar com inteligência os recursos disponíveis e, principalmente, é preciso saber fazer mais com menos. 

O jogo de vítimas e predadores é assim: 
• Os predadores só querem ganhar.
• As vítimas preferem fugir; no máximo, elas se rendem. 

Essa determinação em só ganhar ou em só perder tem relação direta com a crença na escassez de recursos do planeta e com a forma como se reage a ela. Quem acha que nunca terá condições de ter o suficiente sacrifica-se, quem quer se prevenir procura acumular o máximo de recursos, não importando os meios.

O jogo dos mestres é assim: 
Os mestres conhecem a realidade que os cerca, que pode tanto ser abundante quanto escassa. Eles acreditam no próprio valor e enxergam o mundo de forma não-convencional. E eles também são criativos, flexíveis, inteligentes e sabem utilizar os próprios recursos de maneira elegante, procurando obter o melhor para si, sem, contudo, destruir o outro ou impor-lhe uma posição inferior. 

Para participar do ganha-ganha
• Reavalie a sua forma de pensar, isso aumenta substancialmente a sua capacidade de competir e de se modificar. 
• Ajuste seu foco mental e emocional: isso lhe dá condições de modificar todo o cenário a seu redor.
• Aprecie, explore e utilize ao máximo a capacidade de ajudar a si mesmo e aos outros na avaliação crítica de decisões: disso resulta uma infinidade de idéias e de possibilidades, significando um verdadeiro despertar do seu potencial.


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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25/02/2016 às 12h01m


Vítimas e predadores

Há pelo menos 40 mil anos as pessoas têm encarado a vida como se fossem vítimas ou predadores, partindo da falsa premissa da escassez do Universo. Veja como funciona:

Vítima
Quem escolhe o modelo "vítima" pensa e age como se vivesse em um Universo escasso, e se dá por satisfeito com as migalhas que é capaz de conseguir. Para uma vítima, qualquer coisa é suficiente, já que vive em um ambiente de escassez. Sempre com medo de perder o pouco que conseguiu, ela não gosta de encarar a realidade e prefere fechar os olhos para o que acontece a seu redor. Uma vítima prefere não fazer escolhas, e, diante das dificuldades, foge ou permanece imóvel, o que a torna presa fácil para predadores. 

Predador
Quem adota o estilo "predador" pensa e age como controlador do pouco que há no Universo. Para um predador, nada é o bastante: ele está sempre querendo mais e, diante das dificuldades, age com rapidez, sempre determinado a ganhar, passando por cima de tudo o que estiver na sua frente. E faz isso em qualquer lugar: na sociedade em que vive, nas empresas em que atua e na sua própria casa. 

Existe um pouco desses padrões de comportamento implantado em cada um de nós. Como estratégia, não podemos eliminá-los totalmente. Há ocasiões em que precisamos fazer o papel de vítimas e outras, em que precisamos nos comportar como predadores, por uma questão de sobrevivência.

Os modelos baseados na vítima e no predador limitam bastante a forma de apreciar e usufruir deste mundo em constante mudança.

Lidando com predadores
Predadores jogam o jogo do ganha-perde, que implica o ganho pessoal a qualquer custo. Ou seja: eles são capazes de "tudo" pelo que desejam. Portanto, para conviver com predadores, todo cuidado é pouco. Para lidar com eles, é preciso:

• Descobrir quem são e como são.
• Reconhecer que são fortes.
• Não se esconder deles.
• Não se juntar a outras vítimas, para não ser confundido com elas.
• Em caso de confrontos, enfrentá-los de igual para igual.
• Em caso de ataque, impedir a todo custo que vejam o estrago causado.
• Poupar energia, evitando ir contra a corrente.
• Aprender o jogo do ganha-ganha e ter sempre um parceiro por perto.


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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Perfil

Palestrante internacional, ex-diretor da Merck Sharp & Dohme e da Ciba-Geigy Corporation, nos Estados Unidos, e autor de vários livros que se tornaram best-sellers no Brasil e em países da América Latina e da Europa. Médico cardiologista, viveu 17 anos nos Estados Unidos, onde realizou treinamentos e pesquisas na Harvard Unversity, Baylor College of Medicine e Thomas Jefferson University.
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