Viçosa pode ter caso de doença misteriosa que matou morador de Ubá

Viçosa pode ter caso de doença misteriosa que matou morador de Ubá

A Prefeitura de Viçosa notificou a Superintendência de Saúde sobre a suspeita de um caso de “síndrome misteriosa” no município. A informação foi confirmada, nesta sexta-feira 10 de janeiro, pela assessoria do Executivo que também emitiu uma nota sobre o assunto. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, uma pessoa, do sexo feminino e de idade não informada, foi internada, nesta quinta-feira (9), no Hospital São João Batista, com sintomas semelhantes aos outros 10 casos registrados em Minas Gerais.

Ainda conforme o Município, a paciente teria comprado a cerveja Belorizontina e consumido o produto durante uma viagem para a cidade de Guarapari, no Espírito Santo. A data em que ela consumiu o produto não foi informada. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) informou que ainda não foi notificada sobre o caso.

No dia 7 de janeiro, um homem, de 55 anos, que estava internado com sintomas investigados pela SES-MG, morreu no Hospital Santa Casa de Misericórdia. Paschoal Dermatini Filho (foto ao lado) era morador de Ubá e estava internado em estado grave.

Confira abaixo a nota de esclarecimento divulgada pela Prefeitura de Viçosa.

“A Prefeitura de Viçosa informa que, após receber, na tarde dessa sexta-feira (10), da direção do Hospital Municipal São João Batista, registro de internação de paciente com quadro clinico de doença renal e que a mesma afirma ter consumido cerveja Belorizontina (Backer), imediatamente encaminhou copia do prontuário e exames para a Regional de Saúde.

Segundo a direção do hospital, a paciente deu entrada na quinta-feira. O secretario municipal de Saúde, Marcus Schitini, aguarda orientações das instâncias superiores para atuar frente ao caso e acompanha o quadro clinico da paciente. Assim que tiver um resultado consolidado atenderá a toda imprensa.

Como medida cautelar, nesta sexta-feira (10), os fiscais sanitários percorreram estabelecimentos que poderiam estar comercializando a Cerveja Belorizontina, e durante a noite irão fiscalizar os bares para realizar uma ação educativa.

Durante a fiscalização, os profissionais verificam o lote e orientam os comerciantes a suspenderem a vendas ate o final das investigações.

Até o momento, não foram encontrados cervejas dos lotes L1 1348 e L21348 que estão sob investigação da Policia Civil de Minas Gerais. O cidadão que encontrar lotes desses produtos nos comércios pode informar ao setor de Vigilância Sanitária pelo telefone (32) 3891-1052″.

Casos no Estado
Na tarde desta sexta-feira, o Governo de Minas informou que subiu para dez o número de casos suspeitos da síndrome misteriosa no Estado. A presença da substância tóxica dietilenoglicol foi confirmada em exames de sangue feitas em três dos pacientes.

Nove pessoas estão internadas e uma morreu. O caso que havia sido descartado voltou a ser analisado. Um novo registro foi feito pelos órgãos de saúde. No total, são 8 casos em Belo Horizonte, 1 em Nova Lima e outro em Ubá.

De acordo com nota divulgada pelo Ministério Público (MP), que faz parte da força-tarefa, novos lotes da cerveja Belorizontina, produzida pela Backer, continuam em análise.

“Com a descoberta da substância, um novo protocolo clínico para intoxicação por dietilenoglicol visando o tratamento dos pacientes será divulgado para profissionais da saúde”, disse o MP.

Investigação
Na quinta-feira, um laudo da Polícia Civil identificou a substância tóxica dietilenoglicol em amostras de dois lotes da Belorizontina, o L1 1348 e o L2 1348. O dietilenoglicol é usado em serpentinas no processo de refrigeração de cervejas.

A polícia informou que o laudo ainda é preliminar e que não há como confirmar a responsabilidade da empresa fabricante no caso. A análise foi realizado pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil.

Também nesta sexta-feira, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) interditou a fábrica da cervejaria Backer no Bairro Olhos D’água, na Região Oeste de Belo Horizonte e lotes foram recolhidos após divulgação de laudo da polícia.

Fonte e fotos: G1 Zona da Mata