Santa Casa de Rio Novo é reaberta após quase 10 anos


Santa Casa de Rio Novo é reaberta após quase 10 anos

Depois de quase 10 anos, a Santa Casa de Misericórdia de Rio Novo foi reaberta. A informação foi divulgada pela Prefeitura na terça-feira, 13 de setembro, durante comemoração dos 152 anos de emancipação política do município.

O local havia sido fechado em 2014 após fiscalização da Vigilância Sanitária. O retorno dos atendimentos ocorre após o alvará sanitário ser concedido.

Reforma

Segundo o Executivo, o prédio principal da unidade de saúde passa por uma reforma geral para atender as necessidades sanitárias e oferecer melhores instalações para os pacientes.

Além dos leitos de internação, a nova Santa Casa de Misericórdia contará com um Centro de Imagens. As obras estão previstas para serem concluídas em 6 meses.

Agora, o prédio que fica ao lado da unidade de saúde, conhecido como anexo e que atende 24 horas por dia, passa a ser gerido pela instituição e não mais pela Prefeitura de Rio Novo.

“A Santa Casa de Rio Novo foi fechada em 2014, quando a Vigilância Sanitária determinou a suspensão das internações e não houve a época, motivação para reabrir. A reabertura da instituição de saúde é fruto de um trabalho intenso da provedoria da Santa Casa em parceria com Prefeitura Municipal”, explicou a Administração

Relembre a interdição

A Santa Casa de Rio Novo foi fechada no dia 23 de agosto de 2014 depois que a Vigilância Sanitária determinou a suspensão das internações. O Executivo também teria deixado de repassar os recursos do mês na totalidade daquele ano.

A unidade era a única da cidade que atendia casos de urgência e emergência. Na época, a Prefeitura disse que repassou R$ 6 mil ao hospital, mas o valor havia sido bloqueado pelo Ministério do Trabalho, porque a unidade tinha dívidas trabalhistas.
Leia também: Interdição da Santa Casa de Rio Novo dificulta atendimentos de pacientes

Um acordo verbal firmado entre a Prefeitura, Câmara Municipal e a diretoria do hospital em 2011 previa o repasse de R$ 40 mil, sendo R$ 25 mil de responsabilidade do Executivo e R$ 15 mil do Legislativo, para manter o pagamento dos funcionários e gastos médicos.

Os problemas começaram em abril daquele ano. Sem alvará sanitário, a vigilância impediu que pacientes fossem internados, e com isso, o repasse do Sistema Único de Saúde (SUS) de cerca de R$ 12 mil, segundo o provedor, deixou de ser encaminhado.

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Fonte e foto: g1 Zona da Mata