UAMC realiza live para tratar da revitalização da ferrovia na região


UAMC realiza live para tratar da revitalização da ferrovia na região

A UAMC – União das Asssociações de Moradores de Cataguases – realiza nesta sexta-feira, 25 de junho, às 19 horas, uma live que será transmita pela sua fanpage no Facebook, (facebook.com/UAMCKTA) que vai abordar a “Revitalização da Malha Ferroviária da linha mineira e impactos no desenvolvimento da Zona da Mata”. É mais uma iniciativa no sentido de promover o retorno da utilização da ferrovia na região com o objetivo de contribuir para o seu desenvolvimento econômico e turístico.

Sinalização neste sentido foi dada no último dia 08 de junho, pelo governador Romeu Zema, que assinou um decreto para transferir à iniciativa privada a administração de 19 ferrovias do estado. A expectativa é atrair R$ 26,7 bilhões para o setor. Segundo o governo, a exploração de linhas de menor extensão, conhecidas como “shortlines”, pode gerar mais de 370 mil empregos. Dentre as linhas incluídas neste decreto está a que liga Cataguases a Além Paraíba. A malha ferroviária do estado é a maior do país, com 5 mil quilômetros de extensão, o que corresponde a 16,3% das ferrovias do país. Desse total, 1,5 mil km estão abandonados ou desativados, ainda segundo o governo mineiro.

Entre os sete convidados pela UAMC para o bate papo a respeito do tema, está o deputado estadual João Leite, que é o presidente da Comissão Pró Ferrovias da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Jershom Morais, Presidente do Circuito Turistico Serras de Minas e José Luiz Batista, Coordenador do DEMPHAC – Departamento Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural de Cataguases. O que motiva a discussão, conforme destaca a UAMC, é o fato de existir o recurso para este empreendimento. A expectativa da direção da UAMC é de que esta live possa contribuir para o debate que vai acontecer na Audiência Pública com lideranças locais e regionais para construção coletiva desta conquista.

Segundo relata aquela entidade a empresa Vale foi multada por ter abandonado a linha férrea sob sua responsabilidade e isto a obrigou ao pagamento de uma multa no valor de R$ 1,2 bilhão. O dinheiro, portanto, asseguram os órgãos ligados ao setor, está em caixa e o que se discute atualmente é onde serão aplicados este recursos. Há duas vertentes atuantes neste sentido, sendo que uma, liderada pelo prefeito de Belo Horizonte, quer seja aplicado na construção do Metro Barreiro, na capital, e outra, capitaneada pela comissão Pró-ferrovias, defende o investimento no próprio trecho abandonado, viabilizando o retorno da atividade ferroviária na região.