19/03/2018 às 17h24m


Estresse na Terceira Idade

 

Existe uma estreita relação entre estresse e envelhecimento. Ao contrário do que muita gente pensa, não são apenas as pessoas jovens, no auge de sua vida profissional, que podem ser acometidas desse mal. Muitos idosos estão estressados e nem têm consciência disso.

Vários caminhos podem levar ao estresse na terceira idade, e um deles é o estilo de vida. Na vida, colhemos o que plantamos. Somos os únicos responsáveis pela vida que temos e, se a quisermos saudável, longa e plena de energia, temos de agir desde já!

Vícios, como tabagismo e alcoolismo; hábitos alimentares inadequados, como alimentação rica em gorduras saturadas e açúcares; e até problemas cotidianos, como questões familiares, pressão no trabalho e crise conjugal, são apenas alguns dos inúmeros fatores relacionados ao estresse. Submetendo o seu organismo a esses agentes por um longo período, você estará contribuindo para deteriorá-lo cada vez mais.

Não são os anos de vida que envelhecem um indivíduo, mas sim a carga de estresse a que ele foi ou é submetido, que age implacavelmente, "gastando" o seu "capital" de energia.

Muita gente pensa que se pode repor energia, mas quem que passa por um estresse prejudicial, mesmo que seja submetido a tratamentos e se recupere, nunca voltará a ser como antes. Enquanto se é jovem, um pequeno déficit de energia parece não fazer diferença. Então, a pessoa não percebe, começa a reincidir em situações de estresse e a perda de energia começa a aumentar progressivamente. Isso provoca doenças e envelhecimento precoce.

Quando se fala em envelhecimento, precoce ou não, tem se de falar também em depressão. Envelhecimento, em geral, representa queda na capacidade produtiva do indivíduo, e quando isso acontece, caem também os estímulos e as perspectivas de vida desse indivíduo, que começa a manifestar sintomas, como falta de concentração e de atenção, perda de memória, dificuldade com raciocínio lógico, dificuldade em assimilar novas informações, problemas em simpatizar com novas pessoas, dificuldade de organização, entre outros. Nesse quadro, típico de depressão, a pessoa sofre pela ausência de estresse.

O estresse negativo ou distresse pode deixar o indivíduo menos inteligente, pois as reações químicas provocadas pelo organismo em resposta aos agentes estressores destroem lentamente sua estrutura cerebral, em especial o hipocampo, responsável pela memória (não por acaso, um dos sintomas de estresse é a perda de memória!). Dessa forma, o estresse também pode ser associado à doença de Alzheimer.

Para resgatar a funcionalidade do corpo fragilizado pelo estresse, tudo tem de ser cuidadosamente planejado e aplicado. Alguns caminhos para isso são os alimentos funcionais, a homeopatia e a medicina oriental, que buscam promover a qualidade de vida e realçar o sentido da vida (espiritualidade) nos indivíduos, minimizando, por exemplo, a demanda pelo uso de medicamentos convencionais.

Seguem-se algumas dicas capazes para a sua saúde e qualidade de vida:

-        Manter-se fisicamente ativo, praticando exercícios de acordo com as suas condições físicas e sob orientação especializada.

-        Manter-se intelectualmente ativo, cultivando o hábito da leitura e da escrita.

-        Adotar uma alimentação saudável e de acordo com as suas necessidades.

-        Investir em novas amizades e cultivar as antigas.

-        Manter uma ocupação.

Hoje, quantidade e qualidade de vida caminham lado a lado. Para viver mais é preciso viver com qualidade, daí a necessidade de rever conceitos, de avaliar a visão acerca da realidade que nos cerca e de buscar uma reintegração com essa realidade, como meio de alcançar um resultado duradouro e eficiente.


Autor: Dr. Lair Ribeiro

Tags relacionadas: estresse,idade,vida,envelhecimento


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11/03/2018 às 18h59m


Estresse & Sexo é como água e óleo


 

O que estresse tem a ver com sexo?

É simples. Primeiro, você passa horas em congestionamentos, sujeitando-se à poluição atmosférica, sonora e visual e expondo-se à violência, sem contar a pressão no trabalho, muitas vezes realizado em ambiente hostil, onde imperam a ganância, o egoísmo, a inveja... Depois, vêm a má alimentação, a ausência de uma atividade física e a falta de tempo. Por fim, quando chega em casa, cansado, a rotina doméstica apresenta-se irritante, com crianças cheias de energia e seu parceiro querendo discutir problemas domésticos ou, também, chegando em casa com o mesmo estado de ânimo... E, para arrematar, a TV ligada, exibindo crise política e violência.

Diante desse quadro resultante do estresse, não é de estranhar que o apetite sexual desapareça.  

Na luta pela sobrevivência, o estresse surge como uma ameaça constante. Para entender melhor, imagine-se como um motor que fica constantemente ligado. Por não ser desligado periodicamente, ele começa a gasta cada vez mais combustível, vai se deteriorando e pode oxidar-se, enferrujar-se, apodrecer e deixar de cumprir a sua função.

Com o corpo, acontece a mesma coisa. Quando se encontra diante de uma situação estressante, o organismo prepara-se para agir: os sentidos informam ao neocortex cerebral e ao sistema límbico, que, se considerarem a situação ameaçadora, acionam um sistema que libera catecolaminas para todo o organismo. Aí, a freqüência cardíaca aumenta, preparando o indivíduo para o ataque ou a defesa. Se a situação perdurar, o organismo libera cortisol, substância mais forte e prejudicial que as catecolaminas, que aumenta a acidez estomacal, podendo, a longo prazo, gerar gastrite ou úlcera. Juntos, catecolaminas e cortisol provocam irritação, insônia e propensão a problemas cardíacos.

A diminuição do apetite sexual e disfunções, principalmente nos homens, podem ser decorrentes de crises de estresse.

Na eterna corrida em busca de sucesso e realização, pouco-a-pouco o homem vê-se frustrado, sem ânimo nem disposição. Distancia-se da companheira, dos filhos, dos amigos... No trabalho, sua produtividade cai e a crise intensifica-se a cada dia. Como não consegue relaxar, o primeiro sinal é a diminuição do desejo. Aos poucos, diminuem as ereções matinais, comuns a todos os homens. A insegurança aumenta e passam a evitar  cada vez mais suas companheiras. Nesse momento, muitas vezes a mulher também está passando por problemas e nem percebe o que está acontecendo. Então, a relação esfria e o casal começa a distanciar-se, apesar do amor que sentem um pelo outro. Foram vencidos pelo cansaço!

No homem, com a freqüência em que passa a ter dificuldade na ereção, outros distúrbios podem acontecer, como ejaculação precoce e impotência. Na mulher, a queda brusca de desejo alterar seu ciclo menstrual e levar a problemas de fertilidade.

Ao menor sinal de alteração no seu apetite sexual, procure orientação médica e abra a jogo com seu companheiro. Conversar ajuda a lidar com medos e inseguranças. E mais: mude seu estilo de vida, principalmente seus hábitos alimentares, pois a libido está relacionada à ingestão de certos nutrientes, facilmente encontrados em uma alimentação balanceada e com todos os grupos alimentares. Caso você não saiba, as vitaminas do complexo B fornecem energia e estimulam o metabolismo; as vitaminas A, E e o ácido fólico estão relacionadas à produção do sêmen, e os minerais (cálcio, magnésio, zinco e enxofre), associados às vitaminas B12 e C, desempenham papel importante na fertilidade.

 


Autor: Dr. Lair Ribeiro

Tags relacionadas: estresse,sexo,violência,crianças


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07/03/2018 às 13h33m


Estresse: amigo ou inimigo?


 

O estresse, na forma de distresse, é tão perigoso para o coração quanto o tabagismo, a obesidade e a hipertensão.

As alterações que ocorrem no organismo como reação a um agente estressor é o nosso impulso por sobrevivência, que revela a inteligência do organismo diante de adversidades. Mas há uma faixa determinando os limites dessas alterações, e o estresse, aquém ou além desses limites, torna-se extremamente prejudicial. Isso significa que algum grau de estresse é aceito e necessário.

O estresse é inerente à vida, é a força que move o ser humano. A ausência dele revela um estado de apatia que pode ser tão devastador para a saúde quanto o seu excesso.

Em geral, parecemos habituados ao estresse, pois é um estado que, em tese, nos torna aptos a enfrentar o estilo de vida atual, mas desde que no dia-a-dia nos deparemos com uma grande quantidade de agentes estressores que possam desencadear e intensificar o estado de estresse, nos colocamos em risco.

Existe o estresse físico, que pode ser provocado pelo esgotamento físico do organismo, entre outros fatores, e o estresse psíquico, causado, quase sempre, por fatos imaginários, preocupações e medos. Por isso, o tratamento para esse mal tem, necessariamente, de ser multidisciplinar.  

Em tese, o estresse ocorre quando há um desequilíbrio entre o sistema nervoso simpático (estimulante) e o pasassimpático (bloqueador), que são subdivisões do Sistema Nervoso Autônomo (SNA) — parte do nosso sistema nervoso que age controlando funções, como circulação sanguínea, sudorese, temperatura corporal, respiração e digestão.

Entre a presença de um agente estressor e o estresse, propriamente dito, o organismo passa por três fases:

-        Fase de alarme: o organismo se prepara para lutar ou fugir mediante uma descarga de cortisona endógena.

-        Fase de resistência: o organismo tem de agir, ou seja, de lutar contra o agente estressor ou adaptar-se à situação.

-        Fase de exaustão: se o agente estressor não for eliminado (os problemas resolvidos), o organismo começa a esgotar-se.

 

Como o estresse atinge o coração

Durante o estágio de alarme, o SNA libera uma descarga hormonal, aumentando a sudorese, a freqüência cardíaca, a pressão arterial, a respiração, a tensão muscular, a coagulação sanguínea e a absorção de carboidratos e gorduras. Além disso, aumentam os níveis de cortisol, de adrenalina e de nor-adrenalina. Quando o estresse é crônico, o aumento da coagulação sangüínea provoca o entupimento das artérias e o indivíduo pode pode ser vítima de todas as complicações que acompanham esse quadro.

A relação entre estresse e doenças cardiovasculares começou a ser cogitada na Segunda Guerra Mundial, quando se observou que a população de Londres, uma das cidades mais bombardeadas durante a guerra, agonizava com o sofrimento, o racionamento de água e a escassez de alimentos, e teve diminuídos os índices de doenças cardiovasculares. Concluiu-se, então, que a queda de tais índices era devido à união da população contra um mal comum: a guerra. Nesse período, outros fatores estressantes, como diferenças sociais, foram neutralizados e os londrinos estabeleceram laços de união, pois algo muito mais grave atingia a todos.

Políticas sociais e econômicas são importantes para o controle do estresse, principalmente nas grandes cidades; mas, enquanto não as temos, resta-nos tirar o pé do acelerador e adotar um estilo de vida que inclua alimentação e pensamentos saudáveis, mais amizades, atividade física... Enfim, um estilo de vida menos estressante! Faça isso. Seu coração agradece.


Autor: Dr. Lair Ribeiro

Tags relacionadas: estresse,amigo,inimigo,adiversidade


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Perfil

Palestrante internacional, ex-diretor da Merck Sharp & Dohme e da Ciba-Geigy Corporation, nos Estados Unidos, e autor de vários livros que se tornaram best-sellers no Brasil e em países da América Latina e da Europa. Médico cardiologista, viveu 17 anos nos Estados Unidos, onde realizou treinamentos e pesquisas na Harvard Unversity, Baylor College of Medicine e Thomas Jefferson University.
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