Em 21/02/2014 às 16h00 | Atualizado em 27/07/2018 às 17h22

Palestra mostra como prevenir o câncer de colo de útero

A médica Maria Ângela Girardi falou para uma plateia atenta

A médica Maria Ângela Girardi falou para uma plateia atenta

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Na última quarta-feira, 19 de fevereiro, foi proferida a palestra "Câncer de colo de útero: É possível prevenir?" apresentada pela médica ginecologista Maria Ângela Girardi, no Centro Cultural Humberto Mauro. Ela explicou como é possível prevenir o câncer, com a realização de exames preventivos e vacinação contra o HPV.

Segundo Maria Ângela, é possível prevenir o câncer de várias maneiras. "A vacina é uma prevenção primária e o preventivo uma maneira secundária de prevenir a doença", explica a ginecologista. De acordo com ela, a vacina protege a mulher apenas 70% e alerta, "mesmo vacinada é preciso fazer o preventivo periodicamente".

A palestra foi uma parceria das secretarias de Educação e de Saúde para esclarecer a importância da vacinação. Para a Secretária Municipal de Educação, Luciana do Carmo Barbosa Moreira, "trabalhando em conjunto podemos ajudar e divulgar mais sobre essa doença. É a primeira etapa para o esclarecimento", afirma Luciana.

Em março, todas as escolas das redes pública e privada terão meninas de 11 a 13 anos vacinadas com a primeira dose. "A vacina é quadrivalente, combatendo os quatro tipos mais comuns do vírus", explica Maria Ângela. Ela será aplicada gratuitamente. "Se forem tomados os devidos cuidados, o câncer de colo de útero é 100% (cem por cento) evitável", esclarece a ginecologista.

imageO HPV é um condiloma acuminado, conhecido também como verruga genital, é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pelo Papiloma vírus humano (HPV). Atualmente, existem mais de 100 tipos de HPV - alguns deles podendo causar câncer, principalmente no colo do útero e do ânus. Entretanto, a infecção pelo HPV é muito comum e nem sempre resulta em câncer. O exame de prevenção do câncer ginecológico, o Papanicolau, pode detectar alterações precoces no colo do útero e deve ser feito rotineiramente por todas as mulheres.

Pelo menos 13 tipos de HPV são considerados oncogênicos, apresentando maior risco ou probabilidade de provocar infecções persistentes e estar associados a lesões precursoras. Dentre os HPV de alto risco oncogênico, os tipos 16 e 18 estão presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero. Já os HPV 6 e 11, encontrados em 90% dos condilomas genitais e papilomas laríngeos, são considerados não oncogênicos. "Os tipos 6 e 11 são os que provocam as verrugas genitais", alerta Maria Ângela.

O câncer de colo do útero é um tumor que se desenvolve a partir de alterações naquele órgão, que se localiza no fundo da vagina. Essas alterações são chamadas de lesões precursoras, são totalmente curáveis na maioria das vezes e, se não tratadas, podem demorar muitos anos para se transformar em câncer. As lesões precursoras ou o câncer em estágio inicial não apresentam sinais ou sintomas, mas conforme a doença avança podem aparecer sangramento vaginal, corrimento e dor, nem sempre nessa ordem. Nesses casos, a orientação é sempre procurar um posto de saúde para tirar as dúvidas, investigar os sinais ou sintomas e iniciar um tratamento, se for o caso.

Segunda Maria Ângela os anticorpos da vacina neutralizam o vírus do HPV. "Isso não quer dizer que a mulher esteja curada, é preciso sempre fazer o preventivo e acompanhamento com o médico", orienta a ginecologista. 

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Autor: Matheus Polito

Tags: câncer, colo de útero, Maria Ângela Girardi





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