Em 01/01/2013 às 14h43 | Atualizado em 27/07/2018 às 17h22

Cesinha toma posse e volta a declarar que quer anular o contrato com a Copasa

O prefeito, o vice e seus secretários municipais l

O prefeito, o vice e seus secretários municipais l

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Uma concorrida solenidade, que lotou o Centro Cultural Humberto Mauro, e depois, parte da Praça Santa Rita, em frente à Prefeitura de Cataguases, marcou a posse do prefeito Cesinha Samor, de seu vice, Sérgio Gouveia, o Filó, e dos vereadores na manhã desta terça-feira, 1º de janeiro de 2013. O forte calor do verão cataguasense e os vários momentos de emoção de Cesinha deram o tom desta cerimônia.

Logo após a posse dos vereadores, Cesinha fez o seu juramento, o mesmo acontecendo com Filó. Na sequência o vice-prefeito fez um breve discurso destacando a união e a vontade de realizar dos recém-empossados. Em nome dos vereadores discursou o vereador Serafim Spíndola, também destacando a transparência que o homem público deve adotar como conduta. O pronunciamento mais aguardado, porém, era do novo prefeito que, emocionado, quase não conseguiu terminar seu discurso.

Veja os principais pontos de seu discurso:

 

“A tarefa será árdua, sabemos disso, e devemos nos orientar sempre pelos nossos princípios, pelos nossos compromissos assumidos em campanha.”

 

“ (...) De minha parte, digo que estou aqui para servir Cataguases, e não para ser servido por Cataguases.”

 

“(...) É forçoso admitir que a cidade que vamos administrar encontra-se praticamente estagnada e visivelmente empobrecida. Esse estado de coisas não pode continuar perdurando ao longo de nossa história.”

 

“(...) uma das tarefas fundamentais a ser realizada e que pode acender a luz no fim do túnel é a revisão e regulamentação do nosso Plano Diretor, instituído em outubro de 2006, mas que até hoje não passa de uma peça de ficção. Apesar da sua importância, ele não saiu da gaveta.

Como todos sabemos, é esse plano que nos orienta para o tipo de cidade que almejamos. Se queremos ter uma cidade planejada e funcional, próspera e justa, precisamos colocar em prática o  nosso Plano Diretor, a peça  maior de desenvolvimento de qualquer cidade que se pretenda progressista.”

 

“(...) peço a todos os vereadores aqui presentes que façam uma reflexão sobre o famigerado contrato da Copasa, que tanto mal vem causando à nossa população, que paga uma conta salgada demais nascida de um negócio feito à sua revelia. (...) Não tenho dúvidas em afirmar que esse contrato é o mais danoso ao interesse público que já foi assinado pela prefeitura em Cataguases”. (...) Vamos tomar todas as providências judiciais cabíveis para pedir a anulação desse documento que foi assinado sem participação popular”.

 

“(...) Estamos prontos para arregaçar as mangas e meter a mão na massa, sem medo de jogarmos fora o que precisa ser jogado, sem medo do novo, conscientes de que vamos errar, mas não por índole, e sim por não sermos donos absolutos de nenhuma verdade.”

 

Encerrada a sessão de posse, teve início a Sessão Solene da Câmara Municipal para eleger os membros da Mesa Diretora. Duas chapas concorreram, uma apoiada pelo prefeito Cesinha Samor e encabeçada por Fernando Pacheco, e outra, de oposição, tendo à frente o vereador Michelângelo Correia. Fernando venceu a disputa por oito votos a sete. Com ele compõem a Mesa da Câmara os também vereadores, Fernando Amaral (1º Vice); Paulo Sérgio Ribeiro Ventura, o Aritana (2º Vice); Geraldo Majella (1º Secretário); Maurício Rufino (2º Secretário) e Luiz Carlos da Silva Sodré, o Russo (Tesoureiro).

Após assumir a presidência, Fernando Pacheco fez um breve pronunciamento em que definiu como pretende atuar à frente daquela casa: “não serei subserviente, mas trabalharemos em conjunto por uma Cataguases que quer crescer”. Ele agradeceu a todos pela confiança e disse que irá se pautar pela transparência dos atos da Câmara.

 

A solenidade de transmissão de cargo aconteceu no Paço Municipal envolvendo o prefeito e vice que deixam os cargos, Willian Lobo e José Neto, respectivamente e o prefeito e vice empossados, Cesinha e Filó. A breve cerimônia contou com a participação do secretário municipal de Administração e funcionário de carreira do Município, Jesusimar Dornelas, que leu o Termo de Entrega dos documentos ao novo prefeito. Em seguida, todos assinaram as respectivas pastas e se cumprimentaram. Willian e Zé Neto deixaram o Paço Municipal acompanhados de todos os seus secretários e Cesinha se encaminhou para a frente da Prefeitura onde fez seu segundo discurso. Veja os principais trechos deste seu pronunciamento:

 

“Estamos começando a realizar um sonho que temos há muito tempo: administrar nossa querida Cataguases junto com o povo.”

 

(...) a partir de amanhã (...) a prefeitura estará de portas abertas. Para nós, todos têm os mesmos direitos. E como eu já falei, estaremos priorizando em nosso governo os interesses das pessoas mais carentes.”

 

(...) Não temos neurocirurgião, não temos atendimento de oftalmologia, temos filas desumanas para cirurgias eletivas, demora na realização de exames, enfim, problemas intoleráveis no atendimento na saúde pública.

Reafirmamos nosso compromisso de trabalhar fortemente nessas áreas para proporcionar qualidade de vida às pessoas e modernizar Cataguases, que precisa voltar a ocupar lugar de destaque na Zona da Mata.”

 

(...) quando falamos da questão da saúde pública, por exemplo, estamos olhando com muito cuidado e muita responsabilidade para essa questão. (...) Nosso povo está doente principalmente pela falta de perspectivas que a estagnação econômica provoca, inclusive aqui em Cataguases. Se não há empregos, se não há distribuição de renda, não há realização pessoal ou profissional, restando o sofrimento, a desistência e finalmente a doença.”

 

(...) o contrato feito com a Copasa é o contrato mais covarde que eu já vi ser feito em Cataguases. Ele onera a população de forma insuportável, cobrando por um serviço que ainda não está sendo prestado. (...) Precisamos tratar nosso esgoto, mas não a esse preço, botando o interesse de mais de 70 mil cataguasenses a reboque de meros interesses financeiros de uma empresa.”

 

(...) Uma outra área que consideramos prioritária é a cultural. (...) Entendemos cultura como política de governo, como estratégia de desenvolvimento para nossa cidade, como instrumento de inclusão e de cidadania. (...) teremos o apoio já confirmado das principais instituições culturais de Cataguases, cuja experiência na produção de cultura não pode, de forma nenhuma, ser desprezada”.

 

“(...) à Secretaria de Cultura, caberá traçar a política cultural a ser cumprida, política essa que será essencialmente inclusiva de todas as manifestações culturais da cidade, sejam elas eruditas ou populares.”

 

“(...) Não podemos também deixar de tranquilizar nossos professores e funcionários públicos municipais. Cuidaremos firmemente dos seus interesses, valorizando esses profissionais que quase sempre são esquecidos pelas várias administrações.”

 

 “(...) É chegada a hora de trabalhar, de cumprir o que foi prometido.”

 

“Meus amigos, acima de tudo, o nosso compromisso é com Cataguases, é com todos vocês, e não vamos perder a oportunidade que nos foi dada de servir a esse povo e a essa cidade tão amada.”

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