Em 03/12/2012 às 09h15 | Atualizado em 27/07/2018 às 17h22

Rússia e China pedem à Coreia do Norte que desista de lançar foguete

A China não foi tão direta nas suas críticas, mas

A China não foi tão direta nas suas críticas, mas

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(Reuters) - Rússia e China pediram nesta segunda-feira à Coreia do Norte que não leve adiante o plano de testar um novo foguete neste ano, o que Moscou disse que violaria restrições impostas pelo Conselho de Segurança da ONU.

A agência estatal de notícias norte-coreana anunciou no sábado a decisão de lançar mais um satélite espacial, supostamente avisando os vizinhos sobre a intenção de usar uma rota semelhante à que estava traçada para um foguete que caiu logo após o lançamento, em abril.

"Apelamos urgentemente ao governo (da Coreia do Norte) para reconsiderar a decisão de lançar um foguete", disse a chancelaria russa em nota.

Ecoando críticas que já fizera em abril, a Rússia disse que a Coreia do Norte foi alertada a não ignorar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que "proíbe inequivocamente (a Coreia do Norte) de lançar foguetes usando tecnologia balística".

A China não foi tão direta nas suas críticas, mas pediu a "todos os lados" que não tomem atitudes que "piorem o problema".

"A China acredita que manter a paz e a estabilidade na península coreana e no nordeste da Ásia está de acordo com os interesses de todos os lados, e é a responsabilidade conjunta de todos os lados", disse o porta-voz da chancelaria, Hong Lei, a jornalistas em Pequim, acrescentando que a China "continuará em contato e coordenará com todos os lados".

Em Washington, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Victoria Nuland, condenou o lançamento planejado para domingo como sendo uma provocação na região da Ásia/Pacífico.

A Coreia do Norte diz que usa os foguetes para colocar em órbita satélites com finalidades pacíficas. Em sua nota, a Rússia disse que a Coreia do Norte só poderá exercer seu direito a atividades espaciais pacíficas se sanções impostas pela ONU forem suspensas.

Os alertas ocorrem algumas semanas antes da eleição presidencial de 19 de dezembro na Coreia do Sul, onde a questão de como lidar com a Coreia do Norte domina a campanha. O isolado Norte há anos tenta influenciar eventos importantes no Sul com ofensivas bélicas ou de propaganda.

As duas Coreias estão tecnicamente em guerra desde o armistício que encerrou seu conflito de 1950 a 53, e potências regionais há anos tentam conter o programa nuclear norte-coreano.

Os países que tentam conter o programa de armas norte-coreano acreditam que o país comunista está usando os lançamentos de foguetes para aperfeiçoar tecnologias voltadas ao desenvolvimento de um arsenal capaz de lançar uma ogiva nuclear nos EUA.

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