Em 06/11/2012 às 08h30 | Atualizado em 27/07/2018 às 17h22

Especialista diz que economia dos EUA deve perder fôlego após Tempestade Sandy

o ritmo de crescimento deve diminuir de 1,6% para

o ritmo de crescimento deve diminuir de 1,6% para

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Agência Brasil

Brasília - A passagem da Tempestade Sandy, antes considerada um furacão, pelos Estados Unidos causará perda de fôlego à economia do país, mas não um retrocesso da retomada do crescimento, acredita o economista-chefe da agência de classificação de risco Austin Rating, Alex Agostini. Ele destaca que alguns setores da atividade econômica do país – o imobiliário, por exemplo – podem até mesmo ser beneficiados pelo processo de reconstrução.

Agostini diz que, sob os impactos da Sandy, deve haver um crescimento menor do que o estimado inicialmente para a economia americana em 2012. A consultoria internacional IHS Global Insight já estimou que o ritmo de crescimento deve diminuir de 1,6% para um percentual entre 1% e 1,5%. De acordo com a mesma consultoria, o prejuízo total à atividade econômica deve ficar em US$ 50 bilhões.

Mas o economista estima que, embora a Sandy deva atrasar a recuperação dos EUA, não trará efeitos crônicos à economia do país. O cenário é diferente do verificado por exemplo no Japão, atingido por um terremoto e um tsunami em 2011. No país asiático, a devastação na infraestrutura de cidades e rodovias foi maior do que nos Estados Unidos e houve contaminação nuclear do solo. Por isso, até hoje o país enfrenta entraves à retomada da atividade econômica.

Para Agostini, após as perdas causadas pelo fechamento de fábricas e comércio e o cancelamento de voos durante a passagem da tempestade, a próxima dificuldade enfrentada por Nova York e Nova Jersey será a de escoamento da produção. “Fica prejudicada a questão da logística, do escoamento dessas áreas que são grandes produtoras dentro dos EUA.”

Na avaliação do economista, a confiança do consumidor ficará abalada e o turismo deve ser prejudicado neste fim de ano. “Deve haver menos turistas no Natal. Mas tudo vai depender da rapidez de recuperação do país”, destaca. As seguradoras, que terão de desembolsar milhares de dólares para cobrir os prejuízos, também serão severamente afetadas.

Em meio ao cenário pouco favorável, Agostini prevê que o setor imobiliário, castigado pela crise das hipotecas em 2008, ganhará algum impulso. “O governo vai liberar verba de emergência para a reconstrução. Então esse setor, que teve problemas no passado, será beneficiado.”

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