Em 21/10/2012 às 10h59 | Atualizado em 27/07/2018 às 17h22

Furnas: edifícios residenciais e comerciais podem economizar cerca de 30% no horário de verão

 A própria Furnas implantou um modelo de uso racio

A própria Furnas implantou um modelo de uso racio

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Agência Brasil

Rio de Janeiro - O uso eficiente do sistema de iluminação em áreas comuns dos edifícios comerciais e residenciais, como garagem, escadas, corredores e halls de entrada, pode levar à redução do consumo de energia elétrica no horário de verão em pelo menos 30%, segundo Furnas Centrais Elétricas, subsidiária da Eletrobras. A própria Furnas implantou um modelo de uso racional de energia que gerou economia de, aproximadamente, 50% no consumo.

O  horário de verão entra em vigor a partir da meia-noite de sábado (20) nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste  e no estado do Tocantins, quando os relógios deverão ser adiantados uma hora em relação ao horário normal. O novo horário será estendido até o dia 17 de fevereiro do próximo ano.

“Além de contar com dias mais longos e a consequente redução no consumo e nos gastos mensais, condomínios, edifícios residenciais e comerciais podem reduzir o consumo em pelo menos 30% a partir do uso adequado do sistema de iluminação em áreas comuns, como escadas, corredores, garagem e hall de entrada”, avalia a estatal.

O engenheiro eletricista da Divisão de Estudos de Inventário e de Viabilidade e Eficiência Energética de Furnas, Alexandre Reis, diz que quando se fala em uso racional da energia, o principal item a ser considerado é a iluminação. “Medidas simples como a troca de luminárias e centrífugas de ar-condicionado proporcionam um resultado significativo. Quanto mais antigas e obsoletas forem as instalações do edifício, menor será a economia”, explica.

Furnas cita o próprio edifício-sede da subsidiária como exemplo bem sucedido do uso racional da energia. Nele, a empresa geradora e transmissora de energia, implantou recentemente um protótipo de iluminação eficiente pioneiro no Brasil.

Instalado em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, o edifício passa por medições frequentes que demonstram que, após a implantação dessa tecnologia em ambientes no escritório central, houve redução de, aproximadamente, 50% no consumo de energia - que pode chegar a uma economia de 40 megawatts-hora por ano (MWh/ano). “As ações que vêm sendo implantadas na empresa desde 1999 já reduziram o custo de eletricidade em R$ 925 mil por ano, o equivalente a 38,6% do gasto total”, informa a empresa.

A experiência bem sucedida na sede de Furnas virou referência e levou a empresa, em maio de 2012, a assinar um acordo de cooperação técnica com o Ministério de Minas e Energia (MME) para criar um projeto de eficiência do sistema de iluminação do edifício onde funcionam o MME e o Ministério de Turismo, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Em nota, a Concessionária Ampla, que atende a várias cidades do interior do estado, estimou que, no horário de ponta (entre às 18h e às 21h), a redução da demanda deve chegar a 5% - o equivalente a 100 megawatts (MW), energia suficiente para abastecer uma cidade de 100 mil habitantes.

 

 

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