13/07/2016 às 09h15m


Homem objeto

"Um homem-objeto, desses descartáveis, e, de preferência, com mil e uma utilidades. Nada de vínculos sentimentais. Juras? Só a de estar de prontidão para servir sempre que necessário. Afinal, usar, abusar e jogar fora não é mais exclusividade masculina há tempos."

Li isso em um site feminino e fiquei a pensar no quanto de verdade temos aí.

Quantos relacionamentos daquele tipo "ele não tem nada a ver comigo, mas eu vou ficando" existem por aí?  Ou porque pensam diferentes sobre todos os assuntos, ou porque possuem gostos antagônicos, ou porque ele fala "menas", ou porque a relação já está totalmente desgastada. 

Então, ele fica de 'stand by' sendo solicitado para ajudar quando surge algum problema ou para dar uns amassos e algo mais". 

Muitas mulheres gostam da sensação de ter um homem sempre à mão. 

Creio que muitos aceitam esse papel de "objeto de uso", enquanto outros se enfurecem e outros se surpreendem. Como fala Rafael (nessa mesma reportagem) a respeito de sua última namorada com quem ficou por 10 anos. "Com o tempo fui percebendo que ela não gostava mais de mim, mas sim de transar comigo ou de me chamar para ajudar a resolver problemas. Nossos programas não saíam do circuito motel-casa. Nada de rua, nada de amigos, nada de passeios. Ela dizia que gostava de mim, mas era só a gente sair da cama que ela virava uma pedra de gelo. Só faltava virar pro lado e me dizer: pode bater a porta", conta ele.

Todo mundo avisava, mas Rafael demorou a acreditar que, dessa vez, o iô-iô era ele. "Eu achava que era o jeito dela, mas com tempo vi que o que ela queria era manter sua vidinha morna, de solteira, sua individualidade, tendo um cara pra transar quando desse vontade. Era óbvio mas, como todo homem que passa por isso, custei a me dar conta. Caí de idiota", admite aborrecido.

Na verdade nós sabemos que os homens não pensam duas vezes antes de usar uma mulher e, agora, as mulheres estão fazendo o que os eles sempre fizeram. Não creio que há vantagem nisso. Mas elas dizem que sim.

E a utilidade dos homens-objetos não se resume às quatro paredes, mas a troca do gás, a companhia em viagens a trabalho, a carregar compras, a segurar bolsa, a buscar e levar o filho ou a mãe em algum lugar.  

Eu não sei como funciona essa relação com um homem-objeto, mas creio que se apaixonar por ele seria o ideal para ser feliz.


Autor: Marcela Gonçalves de Sousa

Tags relacionadas: homem objeto - relacionamento - sentimento


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