18/06/2015 às 21h17m


Aposte no que é novo

Eu sou descrente em apostar novamente no mesmo relacionamento. Claro que isso não é impossível, mas acho improvável o recomeço entre casais. Propostas, esperanças e expectativas - o novo dentro do velho.
Defendo a busca incansável pela felicidade. Acredito, e muito, que as pessoas mudam, e quando essas não mudam temos a chance de mudar a forma como as enxergamos. Tudo na vida é uma questão de perspectiva. Casais que não deram certo podem e devem ter dar a chance de um novo começo, só que com outros pares, pois por mais que alguém se transforme, a essência permanece. Hábitos modificam. Essência não. Se hipoteticamente ocorresse uma transformação de 360º, mais que o suficiente para fazer com que a relação, a partir de então, desse certo, seria possível queimar na fogueira as lembranças, as mágoas, o receio dos "repetecos"? 
Ocorre que mesmo que as pessoas se transformem, os fatos que elas protagonizaram são atos já consumados. Precisam ser aceitos, relevados e... Principalmente, esquecidos. Mas o coração que tem memória de elefante fica "gritando" que está ali, vivo quando deveria estar quieto... E sente dor e quase pula fora do peito quando as lembranças ruins do que aconteceu voltam sem pedir licença.  Quando o parceiro é outro, tudo isso pode acontecer também, aliás, um dia sempre acontece, a diferença é que quando você olha para o lado, vai estar de mãos dadas com a esperança de algo novo e diferente, e não com aquele passado que mesmo querendo ser um novo presente está carregado de lembranças. 
O risco é muito alto.
Construir é diferente de consertar. Reconstruir só se for a si mesmo. 
Certezas não existem, mas existem caminhos mais prováveis. 


Autor: Marcela Gonçalves de Sousa

Tags relacionadas: novo, relacionamento, coração, namoro


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09/06/2015 às 16h20m


Casar para que?

Muitas pessoas consideram importante legalizar a relação oficialmente através do casamento. Outros não. 

Isso angustia algumas mulheres (o índice é muito maior entre elas do que entre eles), a ponto de colocar um bom relacionamento em risco, quando ambos não dão a mesma prioridade a esse fato.

Mas quantos, entre os que defendem essa ideia, já se perguntaram por que o ato de oficializar a união lhe é tão significativo? Representa o que?

Para que ir ao cartório, assinar papéis, ter testemunhas, se essa não é a vontade de ambos, principalmente na atualidade, onde a lei garante direitos à união estável?

Eu gosto dos ritos e seu significados que demarcam, simbolicamente, fins e começos.  Para mim só por isso se justificam os milenares ritos de passagem, como batizado, 15 anos, casamento, e até funeral. 

As coisas só possuem o significado que lhes atribuímos. Se esses rituais não são realizados de forma consciente, ficam ocos, perdem a razão que é demarcar uma nova etapa da vida. 

Não é inteligente marchar sempre de acordo com as convenções. Repetindo atitudes, abrindo mão do raciocínio do qual somos dotados. Seguir padrões pré-estabelecidos sem questionar não é viver, é reproduzir a existência. Não somos robôs, apesar de estarmos cada dia mais robotizados.

Se o ritual de consagrar a união matrimonial pela lei, não se justifica para o casal, então não vale à pena o desgaste da relação por algo vazio de sentido. Essa compreensão permite outro enfoque na questão e a partir disso, decisões conscientes poderão ser tomadas a dois. 

A união de dois corações oficializa-se através do amor, do carinho, do companheirismo, do respeito, da vontade livre de manterem-se juntos.

Por mais que dezenas de papéis sejam assinados, mil testemunhas compareçam, padres, bispos e papas abençoem, tudo isso só será suficiente para oficializar uma união legítima, mas completamente insignificante para selar uniões de afeto, pois não "falam" a linguagem do coração, do toque, dos sonhos comuns.  

O amor e a comunhão, libertos de culpa, para decidir o tipo de vida que ambos almejam, valerão sempre mais do que assinaturas, bençãos e testemunhas. 

O caminho mais provável para o sucesso da relação é que ambos consigam olhar para a mesma direção, o que independe de legitimidade.

Porta retratos, álbuns e vídeos de casamentos congelam um momento de celebração, mas só têm sentido quando continuam representado uma vida vivida do lado de fora.

E, depois que tudo isso foi compreendido, vamos ao belíssimo ritual do casamento, com muita emoção, bênçãos, música, dança e amigos!


Autor: Marcela Gonçalves de Sousa

Tags relacionadas: pra que casar, oficializar união, casamento


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