25/04/2015 às 08h58m


Tempos calmos

Antes o mundo me parecia calmo. 
Mas, como nada do que existe está engessado dentro de um significado único, parece que perdemos a mansidão e mundo se agitou. 
Ao acordar espreguiçávamos, não pulavávamos da cama como se tudo lá fora dependesse de nós para existir.
Nada depende...  
Reflexão deveria ser o esporte favorito da humanidade. 
Há tempos atrás era possível colher impressões e constatar que no entorno de tudo ainda existia um oceano a ser descoberto. 
Agora descobrem tudo e já nos entregam em embalagens. 
Estamos encurralados.
Fim de tarde no outono é cenário que jamais poderá ser desfeito, nem mesmo o tempo e sua pressa serão capazes de apagá-lo. 
É tatuagem na alma. Mas quem vê?
O imediatismo do mundo tenta nos consumir.
Antes havia uma cadência no relógio, uma coerência com o tempo. 
Hoje ele está desgovernado.
E nós também.
Todas as estações do ano tinham cheiro e eu os sentia. 
Só percebi que sentia, quando deixei de senti-los. Quem vê?
Detalhes se tornaram gigantes tentando roubar nosso tempo que urge implacável. 
Então, nada de se ater a detalhes:
a orquídea que se abriu, 
o beija-flor que bebe água na sua varanda, 
o arco-íris, 
os pais já idosos e suas intermináveis histórias, 
os filhos querendo assistir Discovery Kids com você.
A necessidade de tempos calmos nos invade e ninguém percebe . 
As coisas possuem o sentido que atribuímos a elas, e a calma do mundo é vida para nossas vidas.


Autor: Marcela Gonçalves de Sousa

Tags relacionadas: marcela - sentimentos - calma - tempo


Compartilhe:



15/04/2015 às 17h14m


Há caminhos mais prováveis

Li a reportagem de uma pesquisa feita nos EUA sobre relacionamentos duradouros. Constatei que nesse território tão empírico, uma coisa é certa: sou boa observadora. Além, é claro, das cores das minhas vivências... Experiências nem sempre bem vindas e nem tão coloridas. Fontes de imensos aprendizados. Fora o que vi, li e ouvi, possibilitando-me vários olhares recheados de dores e amores. E com isso fui tirando minhas impressões, algumas delas apresentadas na citada pesquisa (abaixo em destaque):

É possível prever a freqüência com que o casal brigará, basta olhar para o presente.Sempre digo que evidências são evidências, não se pode minimizar isso. Se ainda no namoro vocês protagonizam brigas diárias e desgastantes no curto período em que dispõe para estar juntos, por motivos tolos aos olhos do mundo... Não insista e nem se iluda, não muda e nem melhora com o tempo. Período de adaptação serve para quem precisa usar óculos bifocais, não para relacionamento.

Casais que costumam tomar decisões juntos apresentam índice menor de conflito.  

Olhar junto na mesma direção é fundamental. 

É inegável que quando os objetivos convergem reduz, e muito, a zona de conflito. Quando ele quer usar o dinheiro para realizar uma festa de casamento para dois mil convidados, contratando o Skank, e seu objetivo é usá-lo para comprar um apartamento. Ou ele quer viajar para Dubai em lua de mel e você quer aplicar em ações, há de se convir que ele tem os olhos voltados para a lua cheia e você para o chão firme. A probabilidade de sucesso em um futuro a dois é ínfima.

Pessoas que querem que o relacionamento dê certo, provavelmente, estão mais propensas a deixar as divergências de lado.  

É imprescindível que as escalas de valores sejam bem parecidas.

Isso é ponto chave! Se o desejo de um é casar para formar uma família, e o do outro é conhecer o mundo é óbvio que no primeiro atrito por causa da toalha molhada sobre a cama, ele vai querer arrumar as malas e se mandar.

Além de muitas outras coisas é essencial boa vontade e firme propósito em querer estar junto.

Enfim, a vida não dá garantias, mas como podemos ver há caminhos mais prováveis para fazer com que uma relação a dois dê certo. E, caso não dê, (porque dicas não são regras) acredito que ambos sairão com a sensação de experiência válida, o que não imuniza a frustração, mas elimina o peso do arrependimento que sentem aqueles que apostam no futuro de forma inconsciente, e muitas vezes até, irresponsável.


Autor: Marcela Gonçalves de Sousa

Tags relacionadas: relacionamentos - duração - sentimentos


Compartilhe:



Todos os direitos reservados a Marcelo Lopes - www.marcelolopes.jor.br
Proibida cópia de conteúdo e imagens sem prévia autorização!
  • Faça Parte!

desenvolvido por: