Todas as pessoas que já seguiram uma dieta ou tentaram fazer por conta própria já se depararam em algum momento com o Efeito Platô, que é aquele momento em que você já perdeu uma quantidade de peso e não está mais conseguindo perder.

Isso acontece quando você faz dietas restritivas e acaba consumindo menos calorias do que o seu metabolismo necessita diariamente. Em consequência dessa ingestão calórica restritiva, nosso corpo passa a poupar energia o máximo possível, para que consigamos com as calorias ingeridas, pelo menos, ter energia para as nossas funções vitais, que é o mínimo necessário para permanecermos vivos.

Nosso corpo é extremamente inteligente, quando consumimos poucas calorias, paramos de perder peso para poupar a energia que temos estocado na forma de gordura, isso leva a três situações, a primeira é que nosso corpo para de perder peso, a segunda é que nosso corpo passa a utilizar a massa magra como fonte de energia o chamado catabolismo proteico, a terceira situação é que nosso corpo começa a estocar gordura, o ponteiro da balança fica parado e pode até mesmo subir, mesmo quando a pessoa faz dieta e pratica atividade física.

Mas não se desesperem! A saída que temos para sair do efeito platô é dar novos estímulos para o nosso corpo. Recalcular a dieta no caso dos pacientes que fazem um acompanhamento ou calcular uma dieta para aqueles que até então estavam fazendo por conta própria é a melhor saída, aumentar a oferta calórica para o corpo, mostrando que agora ele não precisa mais estocar energia, pois a dieta está oferecendo tudo o que ele necessita.

Na maioria dos casos, os pacientes saem do consultório com uma dieta maior do que chegaram, são os novos estímulos que estamos dando para o corpo. Posteriormente, vamos reduzindo a oferta de calorias, mas com cautela para não ocorrer novamente o efeito platô. No caso de pessoas que além da dieta praticam atividade física, a mudança na dieta e no treino é essencial para um ótimo resultado, sendo que aliar a dieta a um treino potencializar e muito os resultados esperados.

Procurem orientação nutricional, se você tem dificuldade de perder peso você pode estar enfrentando o Efeito Platô, vamos nos livrar dele e alcançar as nossas metas.

Um super beijo da Nutri.


Autor: Giuliana Paiva

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22/03/2016 às 09h09m


Carboidratos à noite, pode?

Dentro da prática clínica venho observando que muitas pessoas são profundamente influenciadas pela mídia e suas informações. Um dos maiores questionamentos que enfrento hoje em dia é o tal do "cortar carboidrato à noite para emagrecer, definir, ganhar massa, perder gordura,"... é quase uma promessa de milagre.

Nosso organismo utiliza 3 nutrientes como fonte de energia, sendo eles o carboidrato, a proteína e a gordura, obtemos esses nutrientes primariamente pela alimentação, mas nosso corpo tem a capacidade de utilizar como fonte de energia por exemplo a gordura estocada nos adipócitos que são as nossas células que armazenam gordura, mas também podemos utilizar o glicogênio muscular, isso significa que o seu corpo utiliza "massa muscular como fonte de energia." Isso acontece por vários motivos, o principal deles é o consumo inadequado de carboidratos.

Muitas pessoas me dizem que fizeram a dieta da proteína e emagreceram 10kg dentro de 30 dias, ou que cortaram o carboidrato e perderam barriga, entre outros relatos.

Perder peso na balança não quer dizer que você perdeu gordura corporal, por isso é indispensável o acompanhamento com o nutricionista, de preferência com um nutricionista que faça a avaliação de composição corporal rotineiramente. Basicamente existem 2 tipos de peso, o peso magro e o peso gordo em nossa composição corporal, quando perdemos peso muito rápido, principalmente cortando o carboidrato da dieta, perdemos o peso magro, peso em massa muscular principalmente, por isso as dietas restritas em carboidrato não são boas.

Mas afinal de contas, carboidrato à noite, pode?

Isso serve de regra para qualquer pessoa, mas principalmente para quem pratica atividade física. Não devemos cortar o carboidrato da parte da noite, nosso corpo não entende de horas de relógio, o carboidrato é igual em qualquer hora do dia! O que devemos fazer é seguir um plano com quantidades adequadas de carboidrato e os tipos de carboidratos para as nossas refeições diárias de acordo com os nossos obejetivos, mas jamais devemos cortar o carboidrato da noite. Para quem pratica atividade física, por exemplo, grande parte do anabolismo acontece à noite, durante o sono, que é o momento em que vários hormônios são liberados. Quando o indivíduo restringiu o carboidrato da noite, sua principal fonte de energia será insuficiente para suprir suas necessidades, acontecerá então que o corpo utilizará essa energia muscular, utilizando o glicogênio muscular, dessa forma o ganho de massa magra estará completamente comprometido.

Evitem seguir dicas de blogueiras, de revistas da moda, lembrem-se que somos seres únicos e com características únicas, a dieta do outro não serve para você! Não caia no conto da informação errada e não tente fazer sozinho, procure orientação nutricional adequada, tenho certeza de que você é capaz de alcançar os resultados que você deseja sem fazer sacrifícios.

Um super beijo da nutri.


DE LIMA, G. G; DE BARROS, J. J. Efeitos da suplementação com carboidratos sobre a resposta endócrina, hipertrofia e a força muscular. RBPFEX-Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v. 1, n. 2, 2011.

MARTINS, P. J. F; MELLO, M. T; TUFIK, S. Exercício e sono. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 7, n. 1, p. 28-36, 2001.

KATER, D. P. et al. Anabolismo pós-exercício: Influência do consumo de carboidratos e proteínas. In: Colloquium Vitae. 2012. p. 34-43.


Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas: carboidratos - nutrição - noite


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15/03/2016 às 08h07m


Suplementando com Proteína

Hoje em dia há uma grande variedade de produtos nutricionais no mercado, seu uso tem sido cada vez mais incentivado pela indústria alimentícia e farmacêutica, mas a pergunta que fica é:

"Você realmente tem necessidade de usar a suplementação?"

Sabemos que o praticante de atividade física tem uma necessidade maior do consumo de proteínas quando comparado a uma pessoa sedentária, mas realmente é preciso suplementar proteína ou conseguimos suprir essa necessidade apenas com uma alimentação adequada?

Hoje no mercado encontramos alguns tipos de proteínas, como a Albumina que é a proteína da clara do ovo, a proteína da carne e os vários tipos de Whey Protein, que é a proteína do soro do leite, entre outras.

Vários estudos realizados ao logo dos últimos anos comprovam a eficácia da ingestão de proteína no ganho de força e hipertrofia muscular, comprovam também as diferentes necessidades entre os grupos de indivíduos segundo os diferentes tipos de treinamento, dessa forma os atletas possuem uma necessidade de consumo de proteínas maior que um indivíduo que pratica apenas musculação. 

Para a utilização de um suplemento de proteína devemos levar em consideração vários fatores como, a intensidade do treino, a quantidade de treinos e há quanto tempo essa pessoa treina, se ela se alimenta corretamente, se temos condição de prescrever uma dieta adequada para ela seguir ou se realmente precisamos recorrer aos suplementos.

A resposta é que, a maior parte dos praticantes de atividade física não necessita de uma suplementação com proteína quando conseguem se alimentar adequadamente. Claro que, para isso o indivíduo precisa seguir uma dieta calculada para o seu objetivo, tem que ter a disponibilidade de realizar adequadamente todas as refeições propostas na dieta e seguir um treinamento preparado para o seu objetivo.

Mas por que e quando suplementar?

Quando o nutricionista, que é o único profissional capacitado para diagnosticar as suas necessidades nutricionais, identifica que a pessoa não conseguirá consumir a quantidade de proteínas necessária, não conseguirá realizar refeições de qualidade ou terá dificuldade em consumir boas fontes de proteína, então é a hora de pensar em uma suplementação.

Mas qual o melhor suplemento de proteína? Isso irá depender das necessidades e características pessoais de cada um, não há um suplemento melhor que o outro, existe sim o melhor suplemento para aquela estratégia nutricional.

Consulte um nutricionista para adequar a sua dieta e melhorar o seu desempenho e resultado nos treinos.

Um super beijo da nutri.


Autor: Giuliana Paiva

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08/03/2016 às 09h22m


Você sabe seguir uma dieta?

Olá meus amores. Eu gostaria de agradecer as mensagens de carinho e prometo falar na próxima postagem sobre o Óleo de coco como muitos de vocês pediram.

Hoje eu vou falar sobre seguir a dieta. Eu observo na prática clínica que muitas pessoas não sabem realmente o que é seguir uma dieta.

Quando nós, nutricionistas, montamos um plano alimentar para um paciente, nós consideramos vários fatores como o percentual de gordura, quanto o paciente pretende perder de peso, quanto precisamos calcular par que ele alcance a perda de peso desejada, calculamos o total de carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. Por isso as dietas devem ser individuais, uma dieta calculada para cada paciente.

Mas o que observo é que as pessoas acreditam que, comendo tudo o que tem na dieta elas podem também comer coisas fora da dieta, com o seguinte pensamento: "_ Se eu comi direitinho hoje, eu posso tomar um sorvete!"

E esse pensamento está totalmente equivocado.

Para ocorrer a perda de 1 kg de peso corporal o paciente deverá perder 7.700 calorias, e o nutricionista leva esse dado em consideração quando calcula o plano alimentar diário dos seus pacientes. O plano alimentar é baseado em um plano mensal de perda, caso esse paciente queira perder 4 kg em 30 dias, ele deverá perder então 30.800 calorias acumuladas em seu tecido de gordura.

Quando o paciente consome alimentos fora da dieta, ele estará consumindo calorias a mais, e consequentemente ele não perderá o peso desejado. Funciona assim, o paciente consumiu ao longo do mês 4 hambúrgueres de 600 calorias e 4 latas de refrigerante de 150 calorias, foram consumidas 3000 calorias, então, esse paciente não conseguirá perder mais os 4 kg desejados, perderá em média 3,6 kg.

Agora, pense que essa pessoa abriu mão para consumir balas, doces vez ou outra, sucos que não estavam na dieta, comeu aquele "1 biscoitinho só" que a amiga ofereceu, tomou aquele açaí porque aquele dia estava muito quente, comeu uns biscoitinhos água e sal porque se esqueceu da fruta, e várias outras coisas. Pense na quantidade de calorias que essa pessoa consumiu além da sua dieta ao longo de 30 dias. Essa caloria consumidas, além do calculado, impedirá que essa pessoa emagreça a quantidade que ela deseja, a dieta estava calculada para uma perda média de 4 kg, mas a pessoa só perdeu 1 kg. Agora vocês entendem o porque?

Fazer dieta é simples! Claro que, não será 1 refeição realizada fora da dieta que atrapalhará os seus resultados, mas sim abrir mão todos os dias, várias vezes por dia, para um biscoitinho, um copo de suco, um picolé... e quando você vê, passou o mês e você não perdeu peso.

Sigam a dieta conforme ela foi calculada, respeitem os horários, não abram mão para comer fora da dieta, claro, tire 1 refeição na semana e comam com moderação, mas fiquem de olho, perda de peso é perda de calorias, consumindo calorias à mais não ocorre a perda de poso.

Mandem sugestões para as próximas pautas.
Um super beijo da nutri.


Autor: Giuliana Paiva

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Nas últimas 4 semanas da série "Vamos falar de vitaminas", vimos as vitaminas Lipossolúveis, aquelas que precisam da gordura para serem sintetizadas. Hoje vamos falar da quarta vitamina lipossolúvel, a vitamina K.

A vitamina k participa do processo de coagulação do sangue, essa é uma das suas principais funções, mas a vitamina K também atua na manutenção dos ossos, participa do crescimento celular, entre outros.

Quando pensamos na função de manutenção de ossos, níveis adequados de vitamina K previnem o desenvolvimento de doenças ósseas como a osteoporose, entre outras. A hipovitaminose K está associada à baixa densidade óssea, deixando os ossos fracos e quebradiços. A prevenção das doenças ósseas deve ser realizada também com a suplementação da Vitamina K, associada ao Cálcio.

A sua maior função, no entanto, é a participação no processo de coagulação sanguínea, pois atua na síntese hepática dos fatores de coagulação. A sua deficiência pode levar a quadros de distúrbios de plaquetas e de coagulação, resultando em quadros sérios de hemorragia. Existem algumas doenças hereditárias que levam a deficiência dessa vitamina, como a Hemofilia A e B e Doença de Von Willebrand, seus sintomas geralmente são vermelhidão nos lábios, sangramento gengival sem causa aparente, hematoma no palato mole (céu da boca). Vale lembrar que essas doenças geralmente são descobertas quando a criança nasce. Já a deficiência da Vitamina K pessoas sadias podem desenvolver ao longo da vida, devido aos maus hábitos alimentares.

Fontes de Vitamina K:
Podemos encontrar a vitamina K em 3 formas, Vitamina K1, K2 e K3.

Vitamina K1 – Vegetais verde escuros como brócolis, couve, mostarda, espinafre, rúcula, entre outros, sempre os de colocarão verde escura. Em alimentos oleaginosos como as castanhas, como o abacate, também é encontrado nos azeites e óleos vegetais, no ovo, no fígado, entre outros.

Vitamina k2 – é produzida pela nossa microbiota intestinal (antes chamada de flora intestinal).

Vitamina K3 – é produzida de forma sintética e é utilizada nos suplementos vitamínicos, nosso organismo absorve e utiliza de forma ótima.

Com a Vitamina K nós fechamos as vitaminas Lipossolúveis. Existem também as vitaminas Hidrossolúveis, essas ficarão para as próximas postagens, fiquem de olho.

Um beijo meus amores.

DE OLIVEIRA, K. K. V., et al. MANIFESTAÇÕES ORAIS NAS DOENÇAS HEMATOLÓGICAS: revisão de literatura DOI: http://dx. doi. org/10.5892/ruvrd. v13i1. 2275. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, v. 13, n. 2, p. 216-235, 2015.

IBRAM, O. Publicações Recentes. Dados, v. 16, n. 42, p. 31, 2016.


Autor: Giuliana Paiva

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A Hipovitaminose, que é a deficiência de vitaminas é algo muito comum na prática clinica, muitas vezes identificamos por meio de exames laboratoriais, mas também existem as manifestações clínicas, aquela que podemos ver no nosso corpo como queda de cabelo, unhas quebradiças, e você sabia que a dificuldade de enxergar à noite também pode ser causada por uma deficiência de vitamina?

A vitamina A é extremamente importante, principalmente durante a infância e a adolescência, pois uma de suas funções é a diferenciação celular, atua no sistema imunológico e principalmente na função visual.

Uma das principais conseqüências da deficiência da vitamina A é a Xeroftalmia, um processo que causa lesões nas córneas e conjuntiva devido a baixa ou nenhuma produção de lágrimas pelo canal lacrimal que na xeroftalmia fica obstruído. Uma outra característica da Xeroftalmia é a "Mancha Bitot", uma mancha esbranquiçada que aparece na conjuntiva, a parte branca do olho, com um aspecto enrugado, granulado. 

Uma outra característica da Hipovitaminose A é a cegueira noturna, aquela dificuldade em enxergar em lugares muito escuros ou durante a noite, esse sintoma é muito comum em adultos e idosos.

A deficiência de Vitamina A ou Hipovitaminose A é principalmente causada pelo baixo consumo de alimentos fontes de vitamina A e pela falta de amamentação ou o desmame precoce do bebê. Algumas medidas foram tomadas pelo governo para a prevenção dessa doença, como o enriquecimento de alimentos com a Vitamina A, assim como com outras vitaminas e minerais, como é o caso da "farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico".

Segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos – Taco, os principais alimentos fontes de Vitamina A são os produtos de origem animal como Leite, manteiga, queijos, Fígado, ovos, camarão, entre outros.

Manter uma alimentação saudável e variada é sempre a melhor opção para não corrermos o risco de desenvolver carências nutricionais.

Fiquem de olho nas próximas postagens.

Um beijo meus amores.


http://www.unicamp.br/nepa/taco/contar/taco_4_edicao_ampliada_e_revisada.pdf?arquivo=taco_4_versao_ampliada_e_revisada.pdf

SILVA, E. I. G.; et al. CONSUMO ALIMENTAR DAS VITAMINAS A, C, B9 E ZINCO POR ADOLESCENTES DE UMA ESCOLA PÚBLICA. Revista Baiana de Saúde Pública, v. 39, n. 3, p. 598, 2015.

KURIHAYASHI, A. Y.; et al. Estado nutricional de vitaminas A e D em crianças participantes de programa de suplementação alimentar Vitamin A and D status among child participants in a food supplementation program.Cad. Saúde Pública, v. 31, n. 3, p. 531-542, 2015.


Autor: Giuliana Paiva

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Eu observo na prática clínica que cada vez mais pessoas chegam ao consultório com deficiência de Vitamina D, pessoas de todas as idades e de ambos os sexos.

A vitamina D é de extrema importância para a saúde óssea, ela promove a absorção do cálcio, participando ativamente do desenvolvimento adequado dos ossos. Durante a infância a carência de Vitamina D pode levar ao desenvolvimento inadequado dos ossos provocando mal formações, o quadro mais grave da deficiência dessa vitamina é o raquitismo. Durante a vida adulta e a terceira idade, a carência de vitamina D pode levar ao desenvolvimento de doenças como a osteoporose.

Mas a vitamina D não trabalha apenas nas funções de fixação do cálcio nos ossos, ela atua também nas funções endócrinas como na secreção hormonal, atua no sistema imunológico, entre outros. Sua carência está ligada a fatores de predisposição ao desenvolvimento de diversos tipos de cânceres, inflamações e infecções, doenças autoimunes como psoríase e outras doenças cutâneas, doenças metabólicas como Diabetes e obesidade e aumento do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

A vitamina D é sintetizada pela pele em exposição solar ou por suplementação, e sendo assim, por que um país como o Brasil, sofre com a carência de Vitamina D? O uso de protetores e bloqueadores solares e a não exposição ao sol são os principais fatores do aparecimento dessa carência.

Devido aos efeitos maléficos do sol para a nossa pele, a recomendação é que todos usem protetores solar, e mesmo em risco de carência essa recomendação não deve ser quebrada.

A solução para tratar a carência de vitamina D é procurarmos um profissional capacitado para fazer o diagnóstico, como o médico e o nutricionista, para adequar a sua dieta apenas o nutricionista.

Se informe, fique de olho, não sofra com a carência de vitaminas.

Um super beijo meus amores.

DO PRADO, M. R. M. C.; et al. Prevalência de deficiência de vitamina D e fatores associados em mulheres e seus recém?nascidos no período pós?parto. Revista Paulista de Pediatria, v. 33, n. 3, p. 287-294, 2015.

KURIHAYASHI, A. Y.; et al. Estado nutricional de vitaminas A e D em crianças participantes de programa de suplementação alimentar Vitamin A and D status among child participants in a food supplementation program.Caderno de Saúde Pública, v. 31, n. 3, p. 531-542, 2015.

RAFAELLI, R. A.; et al. Influência da vitamina D nas doenças endocrinometabólicas. Semina: Ciências Biológicas e da Saúde, v. 36, n. 1Supl, p. 333-348, 2015.


Autor: Giuliana Paiva

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11/02/2016 às 09h17m


O consumo do veneno diário!

Diversos países vêm mudando os seus guias alimentares, que são cartilhas com diretrizes e orientações sobre o consumo alimentar da população. No dia 07 de janeiro os EUA lançaram seu Guia Alimentar para a População Americana para os próximos cinco anos (2015-2020), a novidade é que o país trouxe como recomendação o consumo de no máximo 10% das calorias totais diárias de alimentos com adição de açúcar e gordura saturada. O que isso significa? Os países e seus governantes estão entendendo o quão prejudicial é o consumo excessivo de carboidrato refinado e de gorduras saturadas como a gordura trans, presente em alimentos ultraprocessados.

O açúcar está presente em vários alimentos que nem imaginamos, um estudo publicado em 2015, com base nos dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2013, evidenciou o consumo de alimentos não saudáveis relacionado a doenças crônicas não transmissíveis no Brasil. Segundo esse estudo, mais de 20% da população brasileira apresentou comportamento de risco segundo as praticas alimentares para desenvolver as doenças crônicas não transmissíveis, como Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial, Doenças Cardiovasculares, entre outras.

No Brasil, estudos que comparam a disponibilidade de açúcar de adição nos alimentos, aquele açúcar que, por exemplo, está presente nos refrigerantes, nos alimentos industrializados em geral, demonstram que a população brasileira chega a consumir, em determinadas partes do país, mais de 50% do total de calorias consumidas diariamente de açúcar de adição. Sendo assim, podemos dizer que a base da dieta dessas pessoas é de alimentos industrializados, o que aumentam os riscos de desenvolverem doenças ligadas ao consumo excessivo desse tipo de alimento.

Podemos concluir que o consumo de alimentos com alto teor de carboidrato refinado, gordura saturada, aquele açúcar e gordura adicionado ao alimento, está diretamente ligado ao desenvolvimento de doenças que atingem grande parte da população brasileira. Esse consumo alimentar de risco e o sedentarismo que também vêm crescendo, são fatores que contribuem para o desenvolvimento de sobrepeso e obesidade, que por si só são situações que aumentam o risco de desenvolvimento das doenças crônicas não transmissíveis.

Levar uma vida mais saudável, reduzir o consumo de alimentos industrializados, priorizar o consumo de alimentos naturais e praticar atividades físicas regulares, continuam sendo os principais fatores de proteção contra doenças. Leve uma vida mais saudável, preserve a sua saúde, cuide-se!

Fiquem ligados nas próximas postagens. Um beijo meus amores.

http://health.gov/dietaryguidelines/2015/guidelines/#navigation

CLARO, R.M. et al. Consumo de alimentos não saudáveis relacionados a doenças crônicas não transmissíveis no Brasil: Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 24, n. 2, p. 257-265, 2015.

LEVY, R. B. et al. Disponibilidade de "açúcares de adição" no Brasil: distribuição, fontes alimentares e tendência temporal. Revista brasileira de epidemiologia, v. 15, n. 1, p. 3-12, 2012.


Autor: Giuliana Paiva

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Durante períodos de festas como o carnaval, geralmente as pessoas passam longos períodos sem se alimentar, consomem bebidas alcóolicas, dançam por muitas horas, não descançam, mas você sabe como aproveitar ainda mais a sua festa?

A desidratação faz parte de uma lista atualizada, publicada em 2010 por um estudo supervisionado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde do Brasil, onde são listadas causas de mortes no brasil, a desidratação compõe o grupo de causas de morte evitáveis. ¹

Durante a prática de qualquer atividade física, como por exemplo quando pulamos carnaval, a nossa temperatura corporal aumenta e consequentemente perdemos mais líquidos, esse quadro é agravado em ambientes de clima mais quente, como a nossa região. Os sintomas da desidratação são claros, sentimos mais sede, perdemos o apetite, quando a desidratação se agrava podemos ter vertigens, nauseas, nos sentimos fadigados, se a desidratação for muito severa podemos sentir dores de cabeça e até perda dos sentidos.²

O consumo de álcool é frequente nessa época , além do alcool ser diurético, o que te faz perder líquido,  seu consumo pode levar a quadros de vômito e diarréia, o que agrava a desidratação.

Então as dicas são:
Consuma bastante líquido.

Consuma bebidas isotônicas como Gatorade para recuperar os sais minerais perdidos no suor.

Consuma alimentos leves, mas não deixe de se alimentar.

Fique de olho nas crianças e nos idosos, eles se desidratam com mais facilidade que os adultos, então ofereça sucos, água, soro caseiro, use a criatividade.

Evite consumir bebidas álcoolicas em excesso.

Descanse, durma bem, assim você terá energia para curtir todos os dias de folia.

Em caso de vômito, diarréia, desmaios pelo excesso de álcool, procure atendimento médico imediatamente!

Anotou as dicas? Então você está pronto para curtir a folia.

Um beijo meus amores.


1- MALTA, D. C. et al. Atualização da lista de causas de mortes evitáveis por intervenções do Sistema Único de Saúde do Brasil.Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 19, n. 2, p. 173-176, 2010.

2 – MIYASATO, L. M., et al. Presença de sintomatologia de desidratação após o exercício físico em academia do município de São Paulo. Revista Brasileira de Nutriçao Esportiva, v. 9, n. 52, p. 281-287, 2015.


Autor: Giuliana Paiva

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A internet, as revistas, todas elas trazem várias dietas para quem quiser seguir, a promessa é sempre milagrosa, como "perca 7kg em 1 semana".

Segundo um estudo realizado no ano passado, que avaliou dietas publicadas em revistas, a quantidade de vitaminas que essas dietas oferecem não supre a necessidade diária recomendada. Esse mesmo estudo sugere que as dietas geralmente são pobres em carboidratos e gorduras e ricas em proteínas, o que também não é adequado, pois não podemos generalizar as necessidades nutricionais das pessoas. Concluiu-se nesse estudo que as dietas publicadas em revistas não são adequadas para a perda de peso saudável e para promover uma mudança nos hábitos alimentares das pessoas.¹

Outro estudo também publicado no ano passado aponta o risco que as pessoas correm quando praticam esse tipo de dieta, a maior inadequação segundo esse estudo é quando comparamos a necessidade diária dos macronutrientes (carboidrato, proteína e lipídeos) segundo a recomendação diária de consumo e a quantidade ofertada por essas dietas. As dietas de revistas, não levam em conta as necessidades diárias individuais, o que já não é adequado, e as dietas voltadas para o emagrecimento oferecem uma quantidade muito baixa de carboidrato, o que está em desacordo com as recomendações diárias. Esse estudo também destaca os riscos de se praticar uma dieta sem a orientação de um profissional capacitado, o nutricionista.²

Os veículos utilizados pela mídia trazem vários modelos de dietas, todas ali, prontas para você começar no mesmo dia, prometem beleza, emagrecimento, aquela barriga chapada, mas nenhuma delas é adequada para você!

A mídia investe pesado nesse universo da beleza e da falsa saúde, esse interesse é devido principalmente pela industria alimentícia, que formula seus produtos e quer vende a qualquer custo.

Não se engane com as falsas promessas, não existem alimentos milagrosos, não existe dieta milagrosa, procure a orientação de um nutricionista, busque a beleza sem perder a sua saúde, as dietas devem ser feitas levando em consideração a individualidade de cada um, devem ser calculadas e respeitando as recomendações diárias de nutrientes.

Fiquem de olho!

Um super beijo e um carinho.

SOUZA, M. G., ANDRADE, I. E. L., RAMALHO, A. A. Adequação nutricional de dietas para perda de peso em revistas não científicas brasileiras. DEMETRA: Alimentação, Nutrição & Saúde, v. 10, n. 4, p. 947-961, 2015.

SILVA et al. Teor Calórico e de macronutrientes de dietas veiculadas em revistas femininas não científicas impressas. Revista Interdisciplinar, v. 8, n. 4, p. 135-142, 2015.


Autor: Giuliana Paiva

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Perfil

Giuliana de Paiva, Nutricionista formada pela Faminas, especializando em Nutrição Clínica e Esportiva. Atendendo a cidade de Cataguases e região, seu trabalho é voltado para o público praticante de atividade física e também para as pessoas que buscam qualidade de vida e mudanças nos hábitos alimentares. Trabalha com consultório, palestras, personal diet, com grupos, fazendo um trabalho totalmente individualizado e personalizado.
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