"Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio"
Hipócrates

Eu desconheço uma frase melhor para começar a nossa conversa de hoje! Hipócrates nasceu na Grécia no ano 460 a.C. e é considerado o "pai da medicina", já naquela época e sem muitos recursos Hipócrates sabia que a forma com que as pessoas se alimentavam era um aspecto decisivo para a saúde delas.

Hoje em dia, com toda a modernidade que existe e o avanço tecnológico, ainda sofremos com doenças como o câncer! Mesmo com todo o cuidado que temos em realizar anualmente os exames de rotina, muitas mulheres ainda são acometidas pelo câncer de mama, que, apesar de ter um bom índice de cura ainda mata muitas mulheres anualmente.

Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva), há estimativa de 57.960 novos casos de Câncer de Mama para o ano de 2016.

E o que a nutrição pode ajudar sobre esse aspecto?

Existem alimentos que ajudam na prevenção dos diversos tipos de Câncer, e hoje vamos falar sobre um super alimento que auxilia na prevenção do Câncer de Mama.

Pouco explorado na nossa culinária, os diversos tipos de Cogumelos comestíveis possuem grandes propriedades nutricionais! Vamos conhecer um pouco mais sobre eles?

Os cogumelos possuem inibidores da aromatase, que é uma enzima que produz estrogênio, nós sabemos que o estrogênio está diretamente ligado ao Câncer de Mama e muitos medicamentos de combate a esse tipo de câncer tem como princípio inibir a enzima "aromatese". Quando consumimos Cogumelos Comestíveis estamos consumindo esses inibidores de forma natural, por isso eu afirmo, Cogumelos Comestíveis devem fazer parte da sua alimentação a partir de agora!

Os Cogumelos Comestíveis além de serem fonte de inibidores da enzima aromatase que combate o Câncer de Mama, também auxiliam o trabalho das células NKT que são super células de combate a células cancerígenas e patógenos. Os Cogumelos Comestíveis ainda atuam nas doenças auto imunes pelo seu perfil de atividade imuno-moduladora, melhorando os sintomas exacerbados do sistema imunológico e possui propriedades anti-inflamatórias, que auxiliam na obesidade pois é uma doença que causa inflamação sistêmica e auxilia nas doenças inflamatórias em geral.

São muitos benefícios em um único alimento! Já pensaram em como vão preparar o Cogumelo Comestível de hoje?

Essa postagem não substitui a orientação individualizada de um profissional Nutricionista.

Um super beijo da Nutri


Autor: Giuliana Paiva

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A moda dita muitas coisas na nossa vida. E uma das coisas que tem sido ditada pela moda é a forma com as pessoas se alimentam!

Há alguns anos o Glúten vem sendo feito de vilão das dietas, muitas pessoas acreditam que ao retirarem o glúten do cardápio irão emagrecer muitos quilos em pouco tempo, irão ficar definidos e suas vidas mudarão.

Quando iniciamos uma dieta sem Glutén passamos a substituir os alimentos à base de trigo, aveia, malte, cevada e centeio que são fontes de glúten por alimentos à base de milho, arroz, batata e mandioca, mas essa substituição implica em muitas coisas, principalmente dificultando a perda de peso.

Quando consumimos um carboidrato ativamos a resposta da insulina sobre a glicose, que é o mecanismo responsável por levar essa glicose para dentro das células. Os alimentos a base de trigo provocam uma resposta alta de glicose-insulina, mas, os alimentos a base de milho, arroz, batata e mandioca tem uma resposta ainda maior sobre a glicose-insulina, então quando consumimos esses alimentos acabamos por guardar mais glicose nas células, aumentando o tecido de gordura, por isso temos visto pessoas com a Doença Celíaca engordando após retirarem o Glúten da dieta. Vamos falar sobre a Doença Celíaca na semana que vem.

Mas existe alguma vantagem sobre a retirada do Glúten da dieta?

O Glúten é a proteína presente nos alimentos à base de trigo, aveia, malte, cevada e centeio, existem outras proteínas nesses alimentos, mas em menor quantidade. Quando consumimos o Glúten é gerado em nosso organismo respostas imunológicas e neurológicas, vou explicar melhor; Existem pessoas com intolerância ou alergia ao Glúten, que ao consumirem certos alimentos sofrem uma resposta de combate do Sistema Imunológico, o corpo entende que sofreu uma agressão então precisa combater aquele agente agressor, também há uma inflamação crônica na mucosa intestinal dessas pessoas, que sofrem com reações como diarreia crônica, vômitos, dor abdominal, anemia, emagrecimento repentino, entre outras. Já a resposta neurológica; quando o Glutén que consumimos sofre digestão é quebrado em partes menores chamadas peptídeos, esses peptídeos seguem pela corrente sanguínea e lá no nosso cérebro se ligam aos receptores de morfina, promovendo em nós a sensação de prazer, por isso podemos dizer que o Glúten causa dependência.

Quando me perguntam se eu vejo alguma vantagem em retirar o Glúten da dieta eu digo que, se tratando de um celíaco ou alérgico ao Glúten eu vejo a necessidade de optar por alimentos sem Glúten, como frutas, verduras e legumes, carnes, ovos e leite. Caso a pessoa não seja alérgica ou intolerante eu não vejo vantagem em optar por outros alimentos caso o objetivo da pessoa seja emagrecer. Cada caso é um caso e cada pessoa tem que ter uma dieta planejada para ela, procure um profissional Nutricionista capacitado fazer o seu plano alimentar individualizado.

Um super Beijo da Nutri.

Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas: glúten - dieta - nutrição


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23/08/2016 às 12h53m


A hidratação do Idoso

Na terceira idade sofremos com modificações dos sentidos, uma dessas modificações nos sentidos é a perda na sensação de sede, muitos idosos tem uma sensibilidade menor para a sede e acabam se desidratando por conta do baixo consumo de água. O baixo consumo de água não implica somente na desidratação, nosso corpo depende de água para executar várias funções, o baixo consumo de água está ligado ao mau funcionamento do intestino, processos inflamatórios e infecciosos recorrentes, problemas renais, baixa produção de saliva, pele seca e quebradiça, doenças como câncer, problemas broncopulmonares, perda da função cognitiva, entre outras, e a desidratação grave pode levar à morte.

Além da baixa sensibilidade a sede, muitos idosos sofrem com problemas de memória, problemas para se locomover ou por outras doenças que os impossibilitam de se lembrar ou de ter acesso à água, isso faz com que o idoso consuma pouca água.

Mas como fazer com que o idoso consuma mais água?

- Manter a água sempre à mão, como por exemplo manter sempre um copo com água próximo da cabeceira da cama do idoso, lembre-se que, devido a perda dos sentidos, o tato do idoso está comprometido, então devemos manter copos inquebráveis como os de plástico e de preferência com alça como as canecas de plástico, para ajudar o idoso a segurar esse copo com segurança.

- Oferecer ao idoso alimentos ricos em água, como por exemplo picolés, sucos, gelatinas, chás. Lembrando que, refrigerantes, sucos industrializados, bebidas gaseificadas, não substituem o consumo de água.

- Colocar lembretes e despertadores pela casa, para que o idoso ao ver o lembrete ou escutar o despertador se lembre de consumir água.

- O cuidador do idoso se atentar para ofertar água de hora em hora ao idoso, mesmo que esse recuse toda a quantidade de água.

- No verão principalmente, oferecer bebidas isotônicas ao idoso, como água de coco, soro de reidratação, soro caseiro, bebidas isotônicas prontas como aquelas direcionadas aos atletas.

Em caso de diarréia, vômitos e febre, devemos levar o idoso imediatamente ao hospital ou emergência mais próxima, pois são sintomas de desidratação grave. Não hesite em procurar ajuda médica, a desidratação pode levar o idoso à morte. 

Minhas postagens são de caráter informativo. Em caso de dúvidas procure sempre um Nutricionista capacitado para adequar a sua dieta.

Um super beijo da Nutri.


Autor: Giuliana Paiva

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17/08/2016 às 09h05m


Alimentação do Idoso

Cuidar da alimentação dos nossos idosos é manter uma relação de amor e carinho com eles. Oferecer ao idoso uma alimentação variada, rica em cores e livre de alimentos industrializados é o primeiro passo para prolongar a longevidade e oferecer qualidade de vida, já que prolongaremos a vida desse idoso tem que ser com qualidade!

Os idosos, de um modo geral, podem consumir todas as classes de alimentos, de preferência os naturais como, verduras e legumes, frutas, laticínios, carnes, entre outros. Não é porque a pessoa chegou à terceira idade que um alimento passará a fazer mal ou deverá excluir de sua alimentação certos alimentos.

Mas como montar um cardápio para um idoso?

Em primeiro lugar, quando vamos montar um cardápio para um idoso, devemos respeitar as peculiaridades regionais, por exemplo, o que se come em Minas? Então devemos seguir o padrão regional.

Devemos nos lembrar, quanto mais colorido o prato estiver mais nutrientes ele oferecerá, então devemos diariamente oferecer alimentos de cores diferentes para os idosos, saladas bem coloridas para evitarmos as carências nutricionais.

Precisamos entender que o idoso não se tornou uma criança, aliás, nem para as crianças devemos oferecer certos tipos de alimentos. Mas, pensando no idoso, os idosos que possuem uma mastigação adequada, conseguem engolir de forma adequada, não necessita de uma alimentação pastosa como mingaus e sopas, podemos oferecer alimentos sólidos como arroz, feijão, carne, saladas e frutas. Em situações onde o idoso já não mastiga de forma adequada, não engole de forma adequada, nesses casos devemos procurar ajuda profissional para que o idoso não sofra com essa condição, pois, um idoso que se alimenta de forma inadequada pode facilmente desenvolver desnutrição.

Entre as principais refeições podemos oferecer ao idoso, frutas e sucos naturais, o idoso assim como nós, deve fazer pequenas refeições entre as principais refeições que são o café da manhã, o almoço e o jantar.

Muitas pessoas também erram quanto a quantidade de alimento ofertado ao idoso por refeição, o idoso tende a ter pouco apetite, mas isso não significa que ele não tenha necessidade energética, então, temos que ficar atentos, o idoso deve comer uma quantidade de alimento adequada à sua condição, não devemos pensar que o idoso se tornou uma "criança grande" e pode comer as mesmas quantidades de uma criança. O idoso é um adulto que envelheceu!

Por via de regra, minhas postagens tem caráter educativo, devemos sempre procurar a orientação de um profissional Nutricionista para adequar nosso plano alimentar.

Um super beijo da Nutri.


Autor: Giuliana Paiva

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10/08/2016 às 09h26m


A perda do apetite no Idoso

Muitas vezes nos deparamos com idosos que perderam o apetite ou perderam o interesse pelos alimentos. Isso ocorre devido às alterações fisiológicas como a diminuição da sensação de sede, diminuição do paladar e olfato, perda dos dentes e dificuldades para mastigar, entre outras alterações. 

Muitos idosos também perdem o interesse pelos alimentos devido às limitações físicas que passam a ter na terceira idade, muitos idosos se sentem incapazes de preparar o seu próprio alimento, o que antes era muito fácil agora se tornou uma tarefa muito difícil!

Temos algumas maneiras de fazer com que o idoso aumente a vontade de se alimentar, devemos saber qual o real motivo pela recusa do alimento e quais os meios podemos usar para que esse idoso volte a se alimentar de forma correta.

No caso de idosos que perderam a capacidade de preparar seus próprios alimentos – 

Um pouquinho de carinho e de paciência são o suficiente para que o idoso volte a se alimentar, tire um tempinho e ajude o idoso a preparar as suas refeições, delegue funções como, pegar os ingredientes, ou peça ao idoso para te ajudar a lembrar aquela receita, fazer com que o idoso se sinta útil na preparação do alimento será o suficiente para que ele volte a ter interesse em se alimentar bem.

Quando o idoso perdeu o paladar – 

Utilizar as ervas e condimentos naturais aguça o sabor dos alimentos, então use o poder das ervas e condimentos como orégano, coentro, salsa, cebolinha, manjericão, açafrão, entre outros. Evite salgar demais os alimentos, ao contrário das ervas, o sal aguça as papilas gustativas de forma exagerada, assim como temperos prontos que contenham Glutamato Monossódico, isso faz com que as células das nossas línguas responsáveis por sentir o gosto nos alimentos fiquem tão excitadas que perdem a sua capacidade, então passamos a perder cada dia mais a capacidade de sentir o gosto dos alimentos.

Em idosos com dificuldade de mastigação – 

Muitos idosos sofrem com dificuldades com suas próteses dentárias, próteses mal ajustadas são uma das principais causas de queixas dos idosos, é um fator que dificulta a alimentação. Levar o idoso regularmente ao dentista, mesmo o idoso que já não possui seus dentes naturais é imprescindível, cuidar da higiene oral do idoso, além de prevenir doenças bucais ajuda na hora da sua alimentação, é um gesto de amor!

Confiram as próximas matérias sobre a nutrição na terceira idade.

Um super beijo da Nutri

Autor: Giuliana Paiva

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02/08/2016 às 13h18m


Nutrição e envelhecimento

O envelhecimento é um processo natural do corpo, envelhecemos desde o momento em que nascemos, mas isso não significa que devemos cruzar os braços e esperar o tempo passar. Passar pelo processo de envelhecimento com saúde é hoje a principal luta da ciência, minimizar o aparecimento e os danos das doenças crônicas e manter a qualidade de vida. Pelas próximas 4 semanas abordaremos temas sobre o envelhecimento e a nutrição.

O envelhecimento é cercado por muitos mitos sobre a nutrição, é um processo que trás consigo alterações fisiológicas e metabólicas no indivíduo, necessidades especiais que antes não eram presentes, alterações nos sentidos como visão, audição, tato, paladar e audição, a sensação de sede diminui, são grandes as mudanças.

Então, vamos pontuar algumas alterações para discutirmos nas próximas semanas.

• Massa muscular - Chamada de Sarcopenia, o processo de envelhecimento prova perda de massa muscular esquelética. É um processo natural, perdemos o tônus e o volume muscular. Podemos associar, de certa forma, a perda de massa muscular com a diminuição da prática de atividade física, mas temos que levar em consideração que nosso corpo envelheceu, não passamos pelos processos biológicos como antes, nossa recuperação está mais lenta e nossas células não se regeneram com tanta rapidez e facilidade.

• Perda da capacidade sensorial – O envelhecimento provoca uma perda em nossos sentidos, já não enxergamos como antes ou sentimos sede como antes. As perdas do olfato e do paladar levam o idoso a se interessar menos por certos alimentos, esse déficit na alimentação agrava ainda mais a perda de massa muscular, podendo levar o idoso a desenvolver carências nutricionais como anemia e desnutrição e agravando todo o quadro do envelhecimento. 

• Diminuição da sensação de sede – A sensação de sede está diminuída no idoso, esse é um sério agravante, os idosos tendem a se desidratar com mais facilidade, tanto pelo processo fisiológico do envelhecimento quando pela perda da sensação de sede, mascarando as reais necessidades. Geralmente os idosos não consomem a quantidade adequada de água, pois não sentem que estão desidratados, isso pode levar a quadros de graves desidratação, e não podemos nos esquecer que a desidratação pode levar à morte. Então, temos que ficar de olho na ingestão de água dos nossos idosos.

• Alterações no Aparelho Digestivo – Quando pensamos no aparelho digestivo temos que levar em consideração alguns aspectos, a presença ou falta de dentes, a salivação correta, a mastigação correta. No idoso há uma diminuição da produção da saliva, muitos idosos também tiveram perdas importantes de dentes, esses aspectos dificultam o processo de mastigação e digestão. Devido a essas alterações, muitos idosos optam por alimentos mais líquidos ou pastosos como sopas e mingaus, essas escolhas alimentares tendem a agravar os quadros de desnutrição do idoso.

• Existem ainda outras alterações fisiológicas que temos que levar em consideração, o uso de medicamentos, o uso excessivo de medicamentos, doenças de base, doenças neurológicas e degenerativas, todo paciente é único e cada caso tem que ser estudado de forma individual, as postagens terão o efeito informativo, todos devemos sempre procurar um profissional capacitado para nos atender!

Um super beijo da Nutri, até as próximas semanas.

Autor: Giuliana Paiva

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26/07/2016 às 09h12m


Distensão abdominal

Distensão abdominal, você sabe o que é?

Muitas pessoas me questionam coisas como:
- Tomar líquido durante as refeições, faz meu estômago "relaxar"?
- Tenho estômago "alto", o que pode ser?
- Tenho estômago "dilatado", é porque tomo líquido durante a refeição!

Essas e outras perguntas e afirmações são coisas comuns das pessoas dizerem, mas será que é mito ou verdade?

Vamos pensar na estrutura do nosso corpo, no funcionamento e nas causas que provocam esse desconforto.

Nosso estômago é um órgão e suas pareces são formadas por músculos, são 3 camadas de músculos, mucosa e submucosa, será mesmo que nosso estômago é um órgão tão fraco assim? Quando estamos em jejum ou ainda não nos alimentamos, nosso estômago está vazio e tem o volume de 50mL, ao iniciarmos a ingestão de algum alimento, nosso estômago se expande para suportar o volume de 1L, isso mesmo, "1 Litro"! Mas sabe-se que o estômago pode se dilatar e chagar a suportar um volume de até 4L. Após a digestão o alimento digerido segue em direção ao intestino e nosso estômago volta ao tamanho inicial.

A Distensão Abdominal ou a famosa "barriga inchada", "estômago alto", "estômago dilatado", é uma condição que ocorre quando a pessoa se sente extremamente saciada, com o estômago muito cheio e a barriga inchada. As suas causas podem ser variáveis, mas as principais causas são:
- Engolir ar
- Comer rápido demais
- Conversar durante as refeições
- Uso de adoçantes artificiais
- Constipação intestinal
- Doenças como a Síndrome do Intestino Irritável, Intolerância à Lactose e Glúten, outras intolerâncias alimentares
- Uso de alguns medicamentos
- Gastrite causada por bactérias
- Parasitose (vermes)
- Estar acima do peso
- Consumir bebidas gasosas como refrigerantes e água gaseificada

E como podemos tratar esse desconforto?

Podemos seguir algumas regrinhas para reduzir o desconforto da Distensão Abdominal, que são elas:
- Comer mais devagar e evitar conversar durante as refeições
- Evitar consumir refrigerantes e bebidas gaseificadas durante as refeições. Evitar usar o canudinho para beber os líquidos, pois a chance de você engolir ar é maior.
- Evitar o uso de adoçantes artificiais caso você nãotenha nenhuma restrição ao consumo de açúcar.
- Evitar atividades físicas após as refeições. Tire um tempinho para permanecer em repouso, isso ajudará na melhor digestão.
- Evitar mascar chicletes, pois você engole ar quando masca chicletes.
- Fazer uma visita ao seu médico e se certificar de que não tem nenhuma infecção por bactérias em seu estômago ou parasitose.

O que podemos evitar na alimentação?
- Evitar alimentos que provocam gazes, como o feijão, lentilha, repolho, ovo, batata-doce, brócolis, entre outros.
- Dar preferência aos alimentos que auxiliam na digestão como o gengibre, hortelã, ameixa, abacaxi, mamão, consumir as frutas com a casca, pois as fibras auxiliam no transito intestinal.

Ah, e comer tomando líquidos?

Consumir um pouco de líquido pode auxiliar na digestão, o excesso de líquidos é o prejudicial, pois além de aumentar o volume da refeição também pode diluir o suco gástrico, fazendo com que a digestão fique mais lenta e prejudicada.

Devemos sempre procurar um Nutricionista para cuidar da nossa alimentação e um Médico no caso de doenças do trato gastrointestinal.

Um super beijo da Nutri

"Esse texto é de caráter informativo e não faz diagnóstico ou sugere tratamento médico ou nutricional." 


Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas: distenção abdomial - estômago - refeição - nutrição


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20/07/2016 às 08h49m


Sinto fome o tempo todo

Você continua com fome mesmo após consumir suas refeições? 

Essa é uma das maiores queixas dos pacientes quando iniciamos o tratamento, as pessoas geralmente relatam que, continuam sentindo fome mesmo após as refeições ou voltam a sentir fome pouco tempo após consumir uma refeição. Mas será que isso é normal?

A primeira coisa que temos que entender é que a sensação de fome é um mecanismo natural do nosso corpo, é uma resposta de sobrevivência e é controlada através da regulação de alguns hormônios, que são eles a grelina e a leptina. Também precisamos entender que, cada um de nós possui um metabolismo basal, que é a quantidade mínima de calorias que precisamos consumir diariamente.

E quando uma pessoa ingere uma quantidade de calorias menor que o seu metabolismo basal? Nosso corpo tenta a todo o momento estar em equilíbrio, nossas respostas fisiológicas e sensações são formas que nosso corpo tem de nos dizer que precisa de algo ou algo não está correndo bem!

Voltando a falar da fome, pessoas que sentem muita fome podem ter uma disfunção hormonal entre os hormônios de regulação da fome e da saciedade, mas também podem sofre com essa resposta do corpo por comerem quantidades muito abaixo do que realmente necessitam. Dietas com restrição severa de calorias podem até fazer emagrecer no primeiro momento, mas nosso corpo é muito sábio, além de começar a mandar respostas de fome, nosso corpo irá começar a economizar energia, o que irá comprometer todo o tratamento de perda de peso.

Quando ajustamos o valor calórico das dietas, oferecendo pelo menos o mínimo necessário de calorias diárias, nosso corpo entende que não está sofrendo momentos de escassez, então os processos fisiológicos passam a permitir que o emagrecimento ocorra.

Mas o que a fome tem em comum com tudo isso que falamos acima?

Dietas de baixa caloria diminuem o gasto calórico impedindo o emagrecimento, nosso corpo em uma tentativa de obter energia e pelo desequilíbrio dos hormônios da fome e da saciedade passa a sentir mais fome, então passamos a comer uma quantidade maior de alimentos e de forma errada, isso faz com que nosso objetivo de perda de peso mais uma vez não seja alcançado.

Você sente uma fome descontrolada? Mesmo após uma refeição continua com fome? Não se sente saciado nunca? Procure um profissional Nutricionista capacitado para te atender, ajustar o seu plano alimentar e te auxiliar a conquistar os resultados desejados.

Um super beijo da Nutri


Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas: fome - nutrição - tempo todo


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Consideramos os primeiros "Mil Dias" o período que compreende desde o momento da concepção até o segundo ano de vida completo da criança.

Falamos na postagem anterior sobre o momento da gestação e seus cuidados e sobre o aleitamento materno, um processo tão importante que toda mãe e todo bebê devem ter, os laços entre mãe e filho aumentam e podemos ver os reflexos dos benefícios da amamentação até mesmo na vida adulta.

Após os 6 meses de vida devemos iniciar a oferta de alimentos à criança, primeiro iniciamos com a oferta de frutas, o leite materno é adocicado ao paladar da criança que por esse motivo aceita inicialmente melhor as frutas. A segunda oferta de alimentos deve ser das papinhas salgadas, sempre com legumes amassados e carne desfiada. Evite peneirar ou liquidificar os legumes, amasse um por um e oferte uma de cada vez para a criança identificar o sabor de cada alimento, assim a introdução de novos alimentos será mais fácil. Após os 12 meses de vida as refeições devem ser as mesmas da família, nessa idade a criança já pode consumir uma grande variedade de alimentos.

Após completar o primeiro ano de vida, a criança já tem suas preferências alimentares, essas preferências vão de encontro com os hábitos alimentares da família. Escutamos muitas mães se queixarem sobre a restrição alimentar imposta pela criança, que ficou tão seletiva que come apenas alguns alimentos. Entre o primeiro e o segundo ano de vida a criança começa a se reconhecer como indivíduo e as preferências alimentares é um processo normal, o que devemos ficar atentos é quanto a oferta, mesmo quando existe a recusa pelo alimento, devemos oferecer esse alimentos por várias vezes e em formatos diferentes, como exemplo podemos usar a cenoura, podemos ofertar a cenoura cozida, crua, purê de cenoura, entre outros formatos para nos certificarmos que esse realmente é um alimento que não está entre os preferidos da criança.

Temos que tomar cuidado com os alimentos industrializados evite ofertar ao seu filho alimentos como refrigerantes, balas, doces, chocolates, hambúrguer e lanches, prefiram tudo que vem da natureza, frutas, verduras, legumes, sucos de frutas natural, na forma menos processada possível.

Sabemos que todo o processo da criação e educação de uma criança não é uma tarefa fácil, mas com amor, carinho e alguns cuidados tudo dará certo! Em caso de dúvidas, sobre a alimentação do seu filho, procure sempre um Nutricionista.

Um super beijo da Nutri 


Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas: vida - 1000 dias - nutrição - gestação


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A vida de uma pessoa inicia logo após a concepção, atualmente entendemos que os primeiros Mil Dias de Vida são os mais importantes dias das nossas vidas, pois são decisivos em vários aspectos que nos tornam que somos hoje.

Os "Mil Dias" são divididos entre a gestação, 270 dias, os 365 dias do primeiro ano de vida e os 365 dias do segundo ano de vida.

Durante a gestação a nossa maior preocupação é com a alimentação da futura mamãe, pois nessa fase de desenvolvimento e formação do bebê a alimentação da mãe é decisiva, a nutrição é tão influente nesse período que pode refletir até a vida adulta desse ser que é gerado.

Alguns pontos são muito importantes para que o bebê se desenvolva com saúde, a suplementação com o ácido fólico é de extrema importância no primeiro trimestre da gravidez, o ácido fólico que é uma vitamina do complexo B atua na formação do tubo neural, que é uma estrutura muito importante na formação do cérebro e da medula espinhal.

Sabemos que a partir da 24ª semana de gestação o bebê consegue sentir sabores, uma alimentação variada durante a gestação contribui para a formação do paladar do bebê, suas preferências alimentares e as aversões a determinados alimentos, essas características alimentares perduram até a vida adulta.

A prática de atividade física também é muito importante para a gestante, contribui para o ganho de peso adequado, evita quadros de hipertensão que podem levar a Pré-Eclampsia e Eclampsia bem como a outras complicações na gestação, contribui aumentando as chances do parto normal, melhora a saúde da mãe e do bebê.

Após o parto uma nova vida chega ao mundo e é tudo muito novo, agora a prioridade é o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade. O corpo da mãe é tão sábio que cada fase da amamentação apresenta um leite diferente, com propriedades nutricionais que atendem as necessidades do seu bebê. Para entendermos melhor, até o valor calórico do leite materno muda dependendo da época de nascimento de cada bebê, por exemplo, mães que tiveram seus bebês prematuros produzem leites mais calóricos para suprir as necessidades nutricionais de seus filhos, não precisa de estímulos externos, o corpo da mãe entende as necessidades de seu filho. Por isso podemos dizer com total certeza que "não existe leite fraco"! O corpo da mãe de adapta às necessidades do filho sempre.

Ao longo do crescimento do bebê o leite vai mudando, por isso a nutrição adequada da mãe continua sendo tão importante! Não há necessidade de dar água, chás, sucos e outros alimentos ao bebê até os seis meses de idade quando a amamentação é adequada! Vale lembrar que nenhuma mulher nasce sabendo amamentar, esse é um processo de adaptação entre a mãe e o filho, pode levar tempo sim e isso é normal, a paciente é a principal aliada da nova mamãe! Existem técnicas para melhorar a amamentação, evite passar qualquer tipo de pomada, creme, óleo ou outra coisa no bico do peito, lembre-se que o seu bebê ao mamar irá ingerir essas substâncias que podem provocar mal-estar, cólicas e outros males à saúde da criança.

Vamos ficar atentas e cuidar bem da coisa mais preciosa que podemos ter, nossos filhos!

Fique de olho na postagem da próxima semana, um super beijo da Nutri.


Autor: Giuliana Paiva

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Perfil

Giuliana de Paiva, Nutricionista formada pela Faminas, especializando em Nutrição Clínica e Esportiva. Atendendo a cidade de Cataguases e região, seu trabalho é voltado para o público praticante de atividade física e também para as pessoas que buscam qualidade de vida e mudanças nos hábitos alimentares. Trabalha com consultório, palestras, personal diet, com grupos, fazendo um trabalho totalmente individualizado e personalizado.
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