17/08/2016 às 09h05m


Alimentação do Idoso

Cuidar da alimentação dos nossos idosos é manter uma relação de amor e carinho com eles. Oferecer ao idoso uma alimentação variada, rica em cores e livre de alimentos industrializados é o primeiro passo para prolongar a longevidade e oferecer qualidade de vida, já que prolongaremos a vida desse idoso tem que ser com qualidade!

Os idosos, de um modo geral, podem consumir todas as classes de alimentos, de preferência os naturais como, verduras e legumes, frutas, laticínios, carnes, entre outros. Não é porque a pessoa chegou à terceira idade que um alimento passará a fazer mal ou deverá excluir de sua alimentação certos alimentos.

Mas como montar um cardápio para um idoso?

Em primeiro lugar, quando vamos montar um cardápio para um idoso, devemos respeitar as peculiaridades regionais, por exemplo, o que se come em Minas? Então devemos seguir o padrão regional.

Devemos nos lembrar, quanto mais colorido o prato estiver mais nutrientes ele oferecerá, então devemos diariamente oferecer alimentos de cores diferentes para os idosos, saladas bem coloridas para evitarmos as carências nutricionais.

Precisamos entender que o idoso não se tornou uma criança, aliás, nem para as crianças devemos oferecer certos tipos de alimentos. Mas, pensando no idoso, os idosos que possuem uma mastigação adequada, conseguem engolir de forma adequada, não necessita de uma alimentação pastosa como mingaus e sopas, podemos oferecer alimentos sólidos como arroz, feijão, carne, saladas e frutas. Em situações onde o idoso já não mastiga de forma adequada, não engole de forma adequada, nesses casos devemos procurar ajuda profissional para que o idoso não sofra com essa condição, pois, um idoso que se alimenta de forma inadequada pode facilmente desenvolver desnutrição.

Entre as principais refeições podemos oferecer ao idoso, frutas e sucos naturais, o idoso assim como nós, deve fazer pequenas refeições entre as principais refeições que são o café da manhã, o almoço e o jantar.

Muitas pessoas também erram quanto a quantidade de alimento ofertado ao idoso por refeição, o idoso tende a ter pouco apetite, mas isso não significa que ele não tenha necessidade energética, então, temos que ficar atentos, o idoso deve comer uma quantidade de alimento adequada à sua condição, não devemos pensar que o idoso se tornou uma "criança grande" e pode comer as mesmas quantidades de uma criança. O idoso é um adulto que envelheceu!

Por via de regra, minhas postagens tem caráter educativo, devemos sempre procurar a orientação de um profissional Nutricionista para adequar nosso plano alimentar.

Um super beijo da Nutri.


Autor: Giuliana Paiva

Tags relacionadas: idoso - alimentação - nutrição - dicas


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10/08/2016 às 09h26m


A perda do apetite no Idoso

Muitas vezes nos deparamos com idosos que perderam o apetite ou perderam o interesse pelos alimentos. Isso ocorre devido às alterações fisiológicas como a diminuição da sensação de sede, diminuição do paladar e olfato, perda dos dentes e dificuldades para mastigar, entre outras alterações. 

Muitos idosos também perdem o interesse pelos alimentos devido às limitações físicas que passam a ter na terceira idade, muitos idosos se sentem incapazes de preparar o seu próprio alimento, o que antes era muito fácil agora se tornou uma tarefa muito difícil!

Temos algumas maneiras de fazer com que o idoso aumente a vontade de se alimentar, devemos saber qual o real motivo pela recusa do alimento e quais os meios podemos usar para que esse idoso volte a se alimentar de forma correta.

No caso de idosos que perderam a capacidade de preparar seus próprios alimentos – 

Um pouquinho de carinho e de paciência são o suficiente para que o idoso volte a se alimentar, tire um tempinho e ajude o idoso a preparar as suas refeições, delegue funções como, pegar os ingredientes, ou peça ao idoso para te ajudar a lembrar aquela receita, fazer com que o idoso se sinta útil na preparação do alimento será o suficiente para que ele volte a ter interesse em se alimentar bem.

Quando o idoso perdeu o paladar – 

Utilizar as ervas e condimentos naturais aguça o sabor dos alimentos, então use o poder das ervas e condimentos como orégano, coentro, salsa, cebolinha, manjericão, açafrão, entre outros. Evite salgar demais os alimentos, ao contrário das ervas, o sal aguça as papilas gustativas de forma exagerada, assim como temperos prontos que contenham Glutamato Monossódico, isso faz com que as células das nossas línguas responsáveis por sentir o gosto nos alimentos fiquem tão excitadas que perdem a sua capacidade, então passamos a perder cada dia mais a capacidade de sentir o gosto dos alimentos.

Em idosos com dificuldade de mastigação – 

Muitos idosos sofrem com dificuldades com suas próteses dentárias, próteses mal ajustadas são uma das principais causas de queixas dos idosos, é um fator que dificulta a alimentação. Levar o idoso regularmente ao dentista, mesmo o idoso que já não possui seus dentes naturais é imprescindível, cuidar da higiene oral do idoso, além de prevenir doenças bucais ajuda na hora da sua alimentação, é um gesto de amor!

Confiram as próximas matérias sobre a nutrição na terceira idade.

Um super beijo da Nutri

Autor: Giuliana Paiva

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02/08/2016 às 13h18m


Nutrição e envelhecimento

O envelhecimento é um processo natural do corpo, envelhecemos desde o momento em que nascemos, mas isso não significa que devemos cruzar os braços e esperar o tempo passar. Passar pelo processo de envelhecimento com saúde é hoje a principal luta da ciência, minimizar o aparecimento e os danos das doenças crônicas e manter a qualidade de vida. Pelas próximas 4 semanas abordaremos temas sobre o envelhecimento e a nutrição.

O envelhecimento é cercado por muitos mitos sobre a nutrição, é um processo que trás consigo alterações fisiológicas e metabólicas no indivíduo, necessidades especiais que antes não eram presentes, alterações nos sentidos como visão, audição, tato, paladar e audição, a sensação de sede diminui, são grandes as mudanças.

Então, vamos pontuar algumas alterações para discutirmos nas próximas semanas.

• Massa muscular - Chamada de Sarcopenia, o processo de envelhecimento prova perda de massa muscular esquelética. É um processo natural, perdemos o tônus e o volume muscular. Podemos associar, de certa forma, a perda de massa muscular com a diminuição da prática de atividade física, mas temos que levar em consideração que nosso corpo envelheceu, não passamos pelos processos biológicos como antes, nossa recuperação está mais lenta e nossas células não se regeneram com tanta rapidez e facilidade.

• Perda da capacidade sensorial – O envelhecimento provoca uma perda em nossos sentidos, já não enxergamos como antes ou sentimos sede como antes. As perdas do olfato e do paladar levam o idoso a se interessar menos por certos alimentos, esse déficit na alimentação agrava ainda mais a perda de massa muscular, podendo levar o idoso a desenvolver carências nutricionais como anemia e desnutrição e agravando todo o quadro do envelhecimento. 

• Diminuição da sensação de sede – A sensação de sede está diminuída no idoso, esse é um sério agravante, os idosos tendem a se desidratar com mais facilidade, tanto pelo processo fisiológico do envelhecimento quando pela perda da sensação de sede, mascarando as reais necessidades. Geralmente os idosos não consomem a quantidade adequada de água, pois não sentem que estão desidratados, isso pode levar a quadros de graves desidratação, e não podemos nos esquecer que a desidratação pode levar à morte. Então, temos que ficar de olho na ingestão de água dos nossos idosos.

• Alterações no Aparelho Digestivo – Quando pensamos no aparelho digestivo temos que levar em consideração alguns aspectos, a presença ou falta de dentes, a salivação correta, a mastigação correta. No idoso há uma diminuição da produção da saliva, muitos idosos também tiveram perdas importantes de dentes, esses aspectos dificultam o processo de mastigação e digestão. Devido a essas alterações, muitos idosos optam por alimentos mais líquidos ou pastosos como sopas e mingaus, essas escolhas alimentares tendem a agravar os quadros de desnutrição do idoso.

• Existem ainda outras alterações fisiológicas que temos que levar em consideração, o uso de medicamentos, o uso excessivo de medicamentos, doenças de base, doenças neurológicas e degenerativas, todo paciente é único e cada caso tem que ser estudado de forma individual, as postagens terão o efeito informativo, todos devemos sempre procurar um profissional capacitado para nos atender!

Um super beijo da Nutri, até as próximas semanas.

Autor: Giuliana Paiva

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26/07/2016 às 09h12m


Distensão abdominal

Distensão abdominal, você sabe o que é?

Muitas pessoas me questionam coisas como:
- Tomar líquido durante as refeições, faz meu estômago "relaxar"?
- Tenho estômago "alto", o que pode ser?
- Tenho estômago "dilatado", é porque tomo líquido durante a refeição!

Essas e outras perguntas e afirmações são coisas comuns das pessoas dizerem, mas será que é mito ou verdade?

Vamos pensar na estrutura do nosso corpo, no funcionamento e nas causas que provocam esse desconforto.

Nosso estômago é um órgão e suas pareces são formadas por músculos, são 3 camadas de músculos, mucosa e submucosa, será mesmo que nosso estômago é um órgão tão fraco assim? Quando estamos em jejum ou ainda não nos alimentamos, nosso estômago está vazio e tem o volume de 50mL, ao iniciarmos a ingestão de algum alimento, nosso estômago se expande para suportar o volume de 1L, isso mesmo, "1 Litro"! Mas sabe-se que o estômago pode se dilatar e chagar a suportar um volume de até 4L. Após a digestão o alimento digerido segue em direção ao intestino e nosso estômago volta ao tamanho inicial.

A Distensão Abdominal ou a famosa "barriga inchada", "estômago alto", "estômago dilatado", é uma condição que ocorre quando a pessoa se sente extremamente saciada, com o estômago muito cheio e a barriga inchada. As suas causas podem ser variáveis, mas as principais causas são:
- Engolir ar
- Comer rápido demais
- Conversar durante as refeições
- Uso de adoçantes artificiais
- Constipação intestinal
- Doenças como a Síndrome do Intestino Irritável, Intolerância à Lactose e Glúten, outras intolerâncias alimentares
- Uso de alguns medicamentos
- Gastrite causada por bactérias
- Parasitose (vermes)
- Estar acima do peso
- Consumir bebidas gasosas como refrigerantes e água gaseificada

E como podemos tratar esse desconforto?

Podemos seguir algumas regrinhas para reduzir o desconforto da Distensão Abdominal, que são elas:
- Comer mais devagar e evitar conversar durante as refeições
- Evitar consumir refrigerantes e bebidas gaseificadas durante as refeições. Evitar usar o canudinho para beber os líquidos, pois a chance de você engolir ar é maior.
- Evitar o uso de adoçantes artificiais caso você nãotenha nenhuma restrição ao consumo de açúcar.
- Evitar atividades físicas após as refeições. Tire um tempinho para permanecer em repouso, isso ajudará na melhor digestão.
- Evitar mascar chicletes, pois você engole ar quando masca chicletes.
- Fazer uma visita ao seu médico e se certificar de que não tem nenhuma infecção por bactérias em seu estômago ou parasitose.

O que podemos evitar na alimentação?
- Evitar alimentos que provocam gazes, como o feijão, lentilha, repolho, ovo, batata-doce, brócolis, entre outros.
- Dar preferência aos alimentos que auxiliam na digestão como o gengibre, hortelã, ameixa, abacaxi, mamão, consumir as frutas com a casca, pois as fibras auxiliam no transito intestinal.

Ah, e comer tomando líquidos?

Consumir um pouco de líquido pode auxiliar na digestão, o excesso de líquidos é o prejudicial, pois além de aumentar o volume da refeição também pode diluir o suco gástrico, fazendo com que a digestão fique mais lenta e prejudicada.

Devemos sempre procurar um Nutricionista para cuidar da nossa alimentação e um Médico no caso de doenças do trato gastrointestinal.

Um super beijo da Nutri

"Esse texto é de caráter informativo e não faz diagnóstico ou sugere tratamento médico ou nutricional." 


Autor: Giuliana Paiva

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20/07/2016 às 08h49m


Sinto fome o tempo todo

Você continua com fome mesmo após consumir suas refeições? 

Essa é uma das maiores queixas dos pacientes quando iniciamos o tratamento, as pessoas geralmente relatam que, continuam sentindo fome mesmo após as refeições ou voltam a sentir fome pouco tempo após consumir uma refeição. Mas será que isso é normal?

A primeira coisa que temos que entender é que a sensação de fome é um mecanismo natural do nosso corpo, é uma resposta de sobrevivência e é controlada através da regulação de alguns hormônios, que são eles a grelina e a leptina. Também precisamos entender que, cada um de nós possui um metabolismo basal, que é a quantidade mínima de calorias que precisamos consumir diariamente.

E quando uma pessoa ingere uma quantidade de calorias menor que o seu metabolismo basal? Nosso corpo tenta a todo o momento estar em equilíbrio, nossas respostas fisiológicas e sensações são formas que nosso corpo tem de nos dizer que precisa de algo ou algo não está correndo bem!

Voltando a falar da fome, pessoas que sentem muita fome podem ter uma disfunção hormonal entre os hormônios de regulação da fome e da saciedade, mas também podem sofre com essa resposta do corpo por comerem quantidades muito abaixo do que realmente necessitam. Dietas com restrição severa de calorias podem até fazer emagrecer no primeiro momento, mas nosso corpo é muito sábio, além de começar a mandar respostas de fome, nosso corpo irá começar a economizar energia, o que irá comprometer todo o tratamento de perda de peso.

Quando ajustamos o valor calórico das dietas, oferecendo pelo menos o mínimo necessário de calorias diárias, nosso corpo entende que não está sofrendo momentos de escassez, então os processos fisiológicos passam a permitir que o emagrecimento ocorra.

Mas o que a fome tem em comum com tudo isso que falamos acima?

Dietas de baixa caloria diminuem o gasto calórico impedindo o emagrecimento, nosso corpo em uma tentativa de obter energia e pelo desequilíbrio dos hormônios da fome e da saciedade passa a sentir mais fome, então passamos a comer uma quantidade maior de alimentos e de forma errada, isso faz com que nosso objetivo de perda de peso mais uma vez não seja alcançado.

Você sente uma fome descontrolada? Mesmo após uma refeição continua com fome? Não se sente saciado nunca? Procure um profissional Nutricionista capacitado para te atender, ajustar o seu plano alimentar e te auxiliar a conquistar os resultados desejados.

Um super beijo da Nutri


Autor: Giuliana Paiva

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13/07/2016 às 09h13m


Os mais importantes 1000 dias da sua vida – Parte 2

Consideramos os primeiros "Mil Dias" o período que compreende desde o momento da concepção até o segundo ano de vida completo da criança.

Falamos na postagem anterior sobre o momento da gestação e seus cuidados e sobre o aleitamento materno, um processo tão importante que toda mãe e todo bebê devem ter, os laços entre mãe e filho aumentam e podemos ver os reflexos dos benefícios da amamentação até mesmo na vida adulta.

Após os 6 meses de vida devemos iniciar a oferta de alimentos à criança, primeiro iniciamos com a oferta de frutas, o leite materno é adocicado ao paladar da criança que por esse motivo aceita inicialmente melhor as frutas. A segunda oferta de alimentos deve ser das papinhas salgadas, sempre com legumes amassados e carne desfiada. Evite peneirar ou liquidificar os legumes, amasse um por um e oferte uma de cada vez para a criança identificar o sabor de cada alimento, assim a introdução de novos alimentos será mais fácil. Após os 12 meses de vida as refeições devem ser as mesmas da família, nessa idade a criança já pode consumir uma grande variedade de alimentos.

Após completar o primeiro ano de vida, a criança já tem suas preferências alimentares, essas preferências vão de encontro com os hábitos alimentares da família. Escutamos muitas mães se queixarem sobre a restrição alimentar imposta pela criança, que ficou tão seletiva que come apenas alguns alimentos. Entre o primeiro e o segundo ano de vida a criança começa a se reconhecer como indivíduo e as preferências alimentares é um processo normal, o que devemos ficar atentos é quanto a oferta, mesmo quando existe a recusa pelo alimento, devemos oferecer esse alimentos por várias vezes e em formatos diferentes, como exemplo podemos usar a cenoura, podemos ofertar a cenoura cozida, crua, purê de cenoura, entre outros formatos para nos certificarmos que esse realmente é um alimento que não está entre os preferidos da criança.

Temos que tomar cuidado com os alimentos industrializados evite ofertar ao seu filho alimentos como refrigerantes, balas, doces, chocolates, hambúrguer e lanches, prefiram tudo que vem da natureza, frutas, verduras, legumes, sucos de frutas natural, na forma menos processada possível.

Sabemos que todo o processo da criação e educação de uma criança não é uma tarefa fácil, mas com amor, carinho e alguns cuidados tudo dará certo! Em caso de dúvidas, sobre a alimentação do seu filho, procure sempre um Nutricionista.

Um super beijo da Nutri 


Autor: Giuliana Paiva

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05/07/2016 às 09h35m


Os mais importantes 1000 dias da sua vida – Parte 1

A vida de uma pessoa inicia logo após a concepção, atualmente entendemos que os primeiros Mil Dias de Vida são os mais importantes dias das nossas vidas, pois são decisivos em vários aspectos que nos tornam que somos hoje.

Os "Mil Dias" são divididos entre a gestação, 270 dias, os 365 dias do primeiro ano de vida e os 365 dias do segundo ano de vida.

Durante a gestação a nossa maior preocupação é com a alimentação da futura mamãe, pois nessa fase de desenvolvimento e formação do bebê a alimentação da mãe é decisiva, a nutrição é tão influente nesse período que pode refletir até a vida adulta desse ser que é gerado.

Alguns pontos são muito importantes para que o bebê se desenvolva com saúde, a suplementação com o ácido fólico é de extrema importância no primeiro trimestre da gravidez, o ácido fólico que é uma vitamina do complexo B atua na formação do tubo neural, que é uma estrutura muito importante na formação do cérebro e da medula espinhal.

Sabemos que a partir da 24ª semana de gestação o bebê consegue sentir sabores, uma alimentação variada durante a gestação contribui para a formação do paladar do bebê, suas preferências alimentares e as aversões a determinados alimentos, essas características alimentares perduram até a vida adulta.

A prática de atividade física também é muito importante para a gestante, contribui para o ganho de peso adequado, evita quadros de hipertensão que podem levar a Pré-Eclampsia e Eclampsia bem como a outras complicações na gestação, contribui aumentando as chances do parto normal, melhora a saúde da mãe e do bebê.

Após o parto uma nova vida chega ao mundo e é tudo muito novo, agora a prioridade é o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade. O corpo da mãe é tão sábio que cada fase da amamentação apresenta um leite diferente, com propriedades nutricionais que atendem as necessidades do seu bebê. Para entendermos melhor, até o valor calórico do leite materno muda dependendo da época de nascimento de cada bebê, por exemplo, mães que tiveram seus bebês prematuros produzem leites mais calóricos para suprir as necessidades nutricionais de seus filhos, não precisa de estímulos externos, o corpo da mãe entende as necessidades de seu filho. Por isso podemos dizer com total certeza que "não existe leite fraco"! O corpo da mãe de adapta às necessidades do filho sempre.

Ao longo do crescimento do bebê o leite vai mudando, por isso a nutrição adequada da mãe continua sendo tão importante! Não há necessidade de dar água, chás, sucos e outros alimentos ao bebê até os seis meses de idade quando a amamentação é adequada! Vale lembrar que nenhuma mulher nasce sabendo amamentar, esse é um processo de adaptação entre a mãe e o filho, pode levar tempo sim e isso é normal, a paciente é a principal aliada da nova mamãe! Existem técnicas para melhorar a amamentação, evite passar qualquer tipo de pomada, creme, óleo ou outra coisa no bico do peito, lembre-se que o seu bebê ao mamar irá ingerir essas substâncias que podem provocar mal-estar, cólicas e outros males à saúde da criança.

Vamos ficar atentas e cuidar bem da coisa mais preciosa que podemos ter, nossos filhos!

Fique de olho na postagem da próxima semana, um super beijo da Nutri.


Autor: Giuliana Paiva

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28/06/2016 às 13h01m


Ganho de peso na gestação

A principal duvida que intriga as futuras mamães quando se trata da nutrição é "o quanto posso engordar?" e nós Nutricionistas calculamos o ganho de peso segundo o tempo de gestação, apenas o Nutricionista pode calcular um plano alimentar de ganho de peso para uma gestante.

Para sabermos o tempo de gestação fazemos o cálculo de semanas a partir da data da última menstruação, o ideal é que os bebês nascem com no mínimo 37 semanas para que essa gestação seja considerada "a termo", mas o ideal é que seja com tempo entre 39 semanas e 41 semanas e 6 dias, esse tempo de gestação reduz muito o risco da mortalidade fetal.

Mas por que a contagem de semanas é importante para a nutrição?

Segundo o Institute of Medicine (IOM-2009) o ganho de peso deve seguinte

IMC entre 18,5 e 24,9 (normal/adequado) – ganho de peso de 11kg a 16kg
IMC entre 25 e 29,9 (sobrepeso) - ganho de peso de 7kg a 11,5kg
IMC maior que 30 (obesidade) – ganho de peso de 5kg a 9kg
IMC menor que 18,5 (baixo peso) – ganho de peso de 12,5kg a 18kg

Mas como acontece esse ganho de peso?

O ganho de peso é diferente em cada época da gestação, que dividimos em 3 trimestres.

No primeiro trimestre existe um ganho de peso total, que é dividido para cada grupo de gestantes de acordo com o seu IMC e o segundo e terceiro trimestre o ganho é semanal.

Gestantes com baixo peso – primeiro trimestre ganho aproximado de 2,3kg e ganho de 0,5kg por semana no segundo e terceiro trimestre.
Gestantes com peso normal/adequado - primeiro trimestre ganho aproximado de 1,6kg e ganho de 0,4kg por semana no segundo e terceiro trimestre.
Gestantes com peso sobrepeso - primeiro trimestre ganho aproximado de 0,9kg, ganho de 0,3kg por semana no segundo e 0,2kg por semana no terceiro trimestre.
Gestantes com obesidade – não fazemos o ganho de peso no primeiro trimestre da gestação, essas gestantes devem ter um ganho de 0,3kg por semana no segundo e 0,2kg por semana no terceiro trimestre.

O ganho de peso adequado contribui para o crescimento sadio do feto, uma gestante que ganha peso excessivo não necessariamente dará a luz a uma criança com o peso adequado. O ganho excessivo de peso, assim como o baixo ganho de peso sempre resultará em algo ruim. Os dois maiores riscos para as gestantes quando ganham peso excessivo é o risco de desenvolverem Diabetes Gestacional e o risco da Hipertensão durante a gestação que leva ao quadro de Pré-Eclâmpsia e Eclâmpsia. Já para o bebê, o ganho excessivo de peso da mãe pode leva à macrossomia fetal, caracterizada pelo peso igual ou maior que 4kg ao nascer, os riscos para esse bebê são o de desenvolver Diabetes tipo 2, hipoglicemia neonatal, obesidade na infância e vida adulta.

O acompanhamento nutricional é essencial para ter uma gestação saudável, procure um nutricionista e faça o planejamento nutricional para o ganho de peso adequado na sua gestação, esse é o momento em que o futuro nutricional do seu bebê está sendo traçado. Procure sempre um Nutricionista apto para te atender.

Um super beijo da Nutri

http://www.abeso.org.br/pdf/Obesidade%20e%20gestacao.pdf



Autor: Giuliana Paiva

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21/06/2016 às 08h50m


Estou grávida! E agora?

Chegou o momento mais delicinha do blog, vamos falar sobre as futuras mamães e como deve ser todas as mudanças que irão ocorrer nos próximos meses.

Quando a mulher descobre a gestação ela está de pelo menos 4 semanas, a gestação é toda contada em semanas e não, não nascemos de 9 meses! Uma gestação com tempo ideal deve durar entre 39 e 41 semanas completas, então podemos dizer que nascemos com 10 meses.

O primeiro trimestre da gravidez é marcado por alguns sintomas clássicos como os famoso enjôos. Os enjôos acontecem, pois no primeiro trimestre a placenta está sendo formada e produzindo altos níveis de hormônios que são necessários durante a gestação, sendo assim, por mais que sejam incômodos os enjôos é um bom sinal de que tudo anda bem.

Devido à alta produção de hormônios as mamas começam a sentir as modificações da gestação, os mamilos ficam mais sensíveis ao toque, as mamas ficam mais volumosas e doloridas, um fato curioso, é que os mamilos ganham um tom mais escuro, isso acontece devido ao hormônio melanocítico que também é responsável pelo aparecimento da linea nigra que é aquela linha mais escura que aparece bem no meio da barriga de algumas gestantes, essa linha costuma começar acima do umbigo e seguir até o púbis. No terceiro trimestre da gestação, devido à alta concentração de prolactina hormônio responsável pela fabricação do leite é comum a secreção de leite pelos seios, essa secreção meio amarelada é o colostro e é o primeiro leite que o corpo da mulher produz.

E o famoso "pum"... pois é, durante a gestação é comum ter mais gazes, na verdade, sejamos sinceras, um punzinho não faz mal a ninguém! Mas quando os gazes são excessivos, a ponto de causar cólica intestinal a gestante deve relatar ao nutricionista para que a sua dieta seja reajustada. Dietas ricas em fibras e frutas como ameixa, mamão, laranja, ajudam no transito intestinal que, devido à gestação e modificações hormonais, está mais lento. A constipação intestinal é outra queixa comum das futuras mamães, isso ocorre principalmente no final da gestação. Novamente um dos responsáveis pela constipação intestinal é um hormônio, dessa vez a progesterona, mas também devemos levar em consideração a compressão que o útero e o bebê fazem em cima do intestino.

Outra alteração comum durante a gestação é o inchaço nas pernas e pés, esse inchaço ocorre devido ao ganho de peso e à compressão exercida pelo útero sobre a veia cava, o retorno venoso fica dificultado durante a gestação. A gestante deve evitar permanecer muitas horas em pé, assentada ou deitada, o ideal é que a gestante se movimente, ande mas também descanse. E quando as pernas e pés estiverem inchados o ideal é deitar-se com as pernas e pés mais elevadas, sobre uma almofada por exemplo.

Já aquela vontade louca de urinar que as gestantes sentem é devido à pressão do útero sobre a bexiga, com isso a bexiga fica cheia com um volume menor de urina e a gestante sente vontade de urinar, aliás, vontade constante de fazer "xixi" é um sintoma de gravidez, vamos ficar de olho! Reduzir a ingestão de água para evitar a vontade de ir ao banheiro não é uma boa idéia, durante a gestação o corpo da mulher necessita de uma ingestão adequada de água, tanto para ajudar no transito intestinal quanto pela necessidade aumentada devido a gestação em si.

A dica para as futuras mamães é, procurem um nutricionista e façam o planejamento nutricional adequado para a sua gestação! A gestação é um momento crucial para toda a vida do seu filho! Procurem um nutricionista apto a te atender e faça o acompanhamento pré-natal!

Um super beijo da Nutri



Autor: Giuliana Paiva

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14/06/2016 às 12h47m


Transtornos Alimentares – Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica

Você conhece alguém ou já passou por algum momento em que sentiu vontade de comer o mundo e foi lá e comeu? Pois é, isso se repete sempre? Essa é a principal característica do Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica.

O Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica é caracterizado por episódios de descontrole onde a pessoa ingere compulsivamente um ou mais tipos de alimentos em grande quantidade e em um espaço de tempo curto, como alguns minutos ou algumas horas. A segunda característica desse transtorno é a ressaca moral que fica após esse tipo de episódio.

Assim como nos outros transtornos, o Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica acontece como em um ciclo, onde ocorre o consumo desenfreado de alimentos, seguido de uma sensação de culpa e um sentimento de perda total do controle como se a pessoa não conseguisse controlar a quantidade e a velocidade com que está comendo o alimento.

A prevalência desse transtorno ocorre na proporção de 3:2 de mulheres para homens e ocorre principalmente em pessoas com sobrepeso ou obesidade. E por que isso acontece? Geralmente o indivíduo que deseja emagrecer não sabe qual o caminho tomar para alcançar a perda de peso, então enfrenta dietas muito restritivas, longos períodos sem se alimentar, dietas com alimentos de difícil acesso, então isso tudo desencadeia um episódio de compulsão. Outra característica desse e de outros transtornos é a ansiedade, depressão, sentimento de culpa e fracasso o que serve de estopim para desencadear novos episódios de compulsão.

O Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica pode estar presente em outros transtornos, como na Bulimia Nervosa, mas também pode ocorrer sozinho em pessoas que apenas tem os episódios de compulsão, mas não fazem uso de nenhuma estratégia de compensação para se livrarem do que consumiram.

O mais importante em todo tipo de Transtorno Alimentar é o apoio familiar e dos amigos, é buscar por profissionais capacitados para atender essa pessoa, buscar a educação nutricional e uma reeducação alimentar, procurar por bons médicos, psicólogos, que estejam aptos a receber e tratar esse paciente. Volto a lembrar que todos as pessoas que possuem Transtornos Alimentares precisam ser tratados por uma equipe Transdisciplinar, os Transtornos Alimentares são doenças graves que podem levar à morte, seja por desnutrição severa, por uso de medicamentos, por doenças ligadas à obesidade ou pelo suicídio, sendo que o suicídio é um ato que ocorre muito entre as pessoas com Transtornos Alimentares.

Procure ajuda, não perca tempo.

Um super beijo da Nutri


Autor: Giuliana Paiva

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Perfil

Giuliana de Paiva, Nutricionista formada pela Faminas, especializando em Nutrição Clínica e Esportiva. Atendendo a cidade de Cataguases e região, seu trabalho é voltado para o público praticante de atividade física e também para as pessoas que buscam qualidade de vida e mudanças nos hábitos alimentares. Trabalha com consultório, palestras, personal diet, com grupos, fazendo um trabalho totalmente individualizado e personalizado.
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