01/05/2014 às 09h57m


Autoconhecimento – A alavanca para uma vida plena

Em um mundo dinâmico e em plena evolução como o que vivemos, as pessoas estão sempre correndo, muito ocupadas, com medo de olhar para dentro de si mesmas e descobrir sua verdadeira essência. Temem seus monstros, mas não imaginam que, ao superá-los, poderão encher-se de energia e tornar-se aptas a conquistar uma vida plena e mais feliz. 

Muitas vezes, evitamos entrar em contato com nossos sentimentos mais profundos, até mesmo como forma de nos proteger do que poderia vir à tona se nos permitíssemos nos expressar como verdadeiramente somos. Como fuga, muitas pessoas mergulham no trabalho e em atividades produtivas, enquanto outras embarcam em viagens obscuras, entregando-se a vícios como alcoolismo, jogo ou drogas. 

"Quem é você?". Alguma vez você tentou responder a esta pergunta sinceramente? É preciso coragem para escutar a resposta com atenção. Permitir-se reconhecer suas próprias falhas e propor-se mudanças efetivas não é tarefa simples. É importante reconhecer suas virtudes e conquistas, traçar novos planos e metas e perseverar em busca do sucesso! Você só terá chances de se sair bem no jogo da vida quando souber quais são seus pontos fracos (falhas) e suas armas poderosas (virtudes), e tiver controle sobre eles. 

Quem costuma dizer "Quem me dera poder ter tal coisa..." ou "Quem sou eu para fazer isso..." ou "Isso não é para mim, conheço meu lugar..." é porque não se conhece o bastante para saber tudo de que é capaz. Presas a crenças e idéias equivocadas a respeito da vida e de si mesmas, essas pessoas vivem à margem da vida, como platéia e nunca como ator principal.

De início, uma viagem para dentro de si mesmo pode não ser muito prazerosa, mas é inegável que trará um novo sentido à vida de quem lançar-se a tal empreendimento. O processo inicial é longo, pois é preciso retirar cuidadosamente as máscaras que escolhemos para nos proteger do olhar dos outros e do nosso próprio olhar. Muitas vezes, essas máscaras de tão usadas já se sedimentaram, tornando-se sólidas, duras, como se fizessem parte de nós. Quando envolvidos nesse tipo de máscara, olhamo-nos no espelho e não nos vemos. Nossa real identidade está muito bem escondida, não se revela nem mais a nós mesmos. 

Um dos meios para se conhecer melhor é saber exatamente o que você quer, de que coisas está disposto a abrir mão em favor de seus objetivos e qual o melhor caminho a seguir. Reflita a respeito de onde e como você deseja estar daqui há seis meses, um ano, cinco e dez anos. Depois, busque identificar o que lhe falta para chegar lá. 

Primeiro, preste atenção à sua rotina, tente identificar em que ela o incomoda, e, então, passe a observar, avaliar, criticar e encontrar saídas para aquele ponto, especificamente. Seja um observador de si mesmo. Reveja sua vida como quem assiste a um filme. Pegue lápis e papel e registre, escreva tudo o que lhe vier à mente. Depois, use sua capacidade racional e analise cuidadosamente o que tiver escrito. Esteja aberto a críticas pessoais e identifique pontos que precisam ser modificados. Às vezes, pequenas coisas podem se transformar em muralhas intransponíveis. Se você conseguir identificá-las a tempo, poderá agir e impedir que o prejudiquem. 

Reflita a respeito do que gosta de fazer nas suas horas livres: prefere ler um bom livro ou ir ao cinema? Qual o seu prato preferido? Suas escolhas têm sido coerentes com suas vontades e desejos? O que o impede de conquistar suas metas? 

Converse consigo mesmo, pois é a partir dessa conversa interna que você poderá desenvolver o autoconhecimento e ter controle sobre suas emoções. Sem isso, você será incapaz de atuar no mundo em que vive. E nós só conseguimos controlar algo se o conhecermos muito bem. 

e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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24/04/2014 às 08h11m


Mapa do tesouro: você já encontrou o seu?

Crianças, geralmente, ficam fascinadas com brincadeiras de caça ao tesouro. Mas elas crescem e passam a acreditar que, no mundo real, não há tesouro escondido e que as riquezas do mundo estão reservadas para os sortudos, esquecendo-se de que o maior tesouro está dentro delas mesmas. Para encontrá-lo, porém, é preciso ter um mapa. 

A idéia é simples: quando você tem de visitar um cliente pela primeira vez, você pega o guia de ruas, localiza a endereço e, depois, a partir do ponto em que se encontra, traça uma rota para chegar ao destino. Na vida, para ser bem-sucedido, também é preciso ter um endereço (destino final) e, depois, sabendo onde você se encontra naquele momento, traçar um plano de ação que o leve aonde você quer ir.. Simples, não é? Mas muita gente pula essas etapas e embarca em uma viagem sem fim que conduz a lugar nenhum. 

No mundo em que vivemos, se andarmos sempre na mesma direção, voltaremos inevitavelmente, ao ponto de partida. Para conquistar objetivos é preciso defini-los claramente, tendo metas como alavancas para vencer a inércia. Mas é importante que as metas sejam positivas, pois vamos nos mover em direção a elas, e ninguém gosta de ir de encontro ao sofrimento. E as metas têm, também, de ser coerentes com nossos valores. 

Valores são estados de espírito que expressam quem somos. Agimos, intuitivamente, de acordo com nossos valores, apesar de muitas vezes, desconhecermos os valores que nos movem. Uma coisa é certa: quando realizamos algo alinhado aos nossos valores, sentimo-nos plenos e felizes. É, pois, crucial identificar e fortalecer nossos valores, para que, ao traçar nossas metas, tenhamos condições de executá-las com sucesso. 

Caso você tenha uma meta bem definida, faça o caminho inverso e busque identificar, a partir da meta, que valores estão por trás dela.

Depois de definir metas e identificar valores, está na hora de traçar o mapa. Se você deseja comprar uma casa, por exemplo, estipule uma data para a compra. Depois, examine sua situação e desenhe uma estratégia. O que o impede de comprar a casa hoje? Falta de dinheiro? Como você pretende comprar a casa: à vista ou financiada? E o que você precisa para juntar a quantia faltante? Trabalhar mais? Economizar mais? Ser promovido? Mudar de emprego? Anote tudo o que lhe vier à mente numa folha de papel, de forma ordenada e coerente. Você está esboçando o seu mapa do tesouro.

Mas há metas intangíveis, como querer comunicar-se melhor, por exemplo, que também requerem um plano de ação. Então, pesquise sobre o assunto, procure ajuda profissional, busque desvendar seus bloqueios, encontrar a origem do problema e aja, interferindo no processo. Como estratégia, inclua exercícios de visualização: imagine-se comandando uma palestra na sua empresa, veja a roupa que usará, escute o discurso que fará, observe seus modos, sinta a reação das pessoas... Assim, quando estiver numa situação real, terá como avaliar e reconhecer sua vitória!

Imagine que sua trajetória até a realização de um objetivo é uma linha de trem: entre o "embarque" e o "destino final" existem várias "paradas", e é preciso passar por todas antes de chegar ao "destino". 

Na vida, o "destino final" do trem pode ser chamado "metas de resultado" e as "estações", de "metas de processo". Vencer cada meta de processo fornece combustível extra para você se manter na linha e conquistar sua meta de resultado. Por isso, quando for desenhar seu mapa, dê muita atenção às ‘estações", às paradas durante o caminho, para não ficar com a sensação de seu tesouro é inatingível. E com o mapa traçado, só lhe resta dar o primeiro passo em busca do seu tesouro. Só depende de você! Boa sorte! 


e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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17/04/2014 às 07h22m


Mudar para permanecer — Você está preparado?

Muitas pessoas sonham com uma verdadeira transformação em suas vidas, mas querem que seja assim: vapt-vupt e pronto, se tornam outras pessoas, mais confiantes, bem-sucedidas, prósperas e felizes!

Na vida real isso não acontece. Por mais que sejam positivas e necessárias, mudanças costumam ser tão desgastantes que, mesmo querendo mudar, algumas pessoas relutam e tentam seguir sua vida do "jeitinho" de sempre. 

A respeito das mudanças, os mais conservadores ou medrosos diriam: "É o mais sensato!" ou "Melhor não trocar o certo pelo duvidoso." Sim, o processo causa medo em muita gente. Trata-se de um medo físico, pois exige uma adaptação do nosso sistema nervoso sair da "zona de conforto", buscando novos caminhos para conectar as áreas emocional e racional do cérebro.

As coisas, nem sempre acontecem como planejamos. Chega um momento em que é fundamental sair da inércia e implementar mudanças, que não necessariamente precisam ser gigantescas nem imediatas, mas podem ser muito singelas. Porém, quando surge a insatisfação, as pessoas, em vez de cogitar da possibilidade de mudança,  tendem a ocupar a posição de vítimas e culpam a tudo e a todos pelos seus sentimentos. Em vez de eleger culpados, reflita sobre as suas atitudes e escolhas perante a vida e avalie se suas decisões têm ido ao encontro de seus valores e propósito de vida. Mudar alguns padrões de comportamento, como a falta de amor-próprio, o sentimento de culpa e a baixa auto-estima, pode resultar em uma grande diferença, incitando, até mesmo, o despertar de um novo ser. 

Em geral, as pessoas têm uma reação muito previsível quando se deparam com a necessidade de mudança e costumam agir dentro de um ciclo conhecido como "Ciclo do pesar", que inclui: choque, negação, raiva, negociação, tristeza, aceitação e desempenho. Vejamos como ele se desenvolve:

- A primeira reação frente à necessidade de mudança é a de um verdadeiro "choque". A pessoa fica anestesiada, sem conseguir aceitar que terá de mudar seus padrões, tão perfeitamente enraizados em seu modo de vida. 

- Após o "choque" inicial, vem a fase de "negação", quando a pessoa tenta se convencer de que não precisa sucumbir à mudança e pode seguir sua vida exatamente como ela tem feito até o momento.

- Ao conscientizar-se de que a mudança é realmente necessária, a pessoa passa por um estágio de "raiva", pois ainda não conseguiu assimilar todos os aspectos da mudança nem aceita ter de abrir mão de seus padrões atuais. 

- Em seguida, ela entra na fase de "negociação" e tenta barganhar a possibilidade de manter algumas coisas e aceitar outros aspectos da mudança. 

- Ao se dar conta de que a mudança é inevitável e que precisará abandonar os padrões que estão bloqueando a sua produtividade, vem um sentimento de "tristeza". 

- Por fim, superada a tristeza, chega a vez de contemplar um estado de plenitude e produtividade. É a fase de "aceitação e desempenho", em que, finalmente, a mudança é implementada e a pessoa se dá conta de como ter optado pela mudança poderá beneficiá-la... até a próxima mudança!

É incrível pensar que passamos por todos esses estágios mesmo quando a mudança representa algo positivo e desejado. Tenha em mente que você tem a liberdade e o direito de fazer as escolhas que podem tornar sua vida melhor e mais feliz, assim como tem o poder de abrir mão daquilo que lhe traz dor, tristeza e infelicidade. Ou seja, mudar está ao seu alcance, sempre. Boa sorte! 


e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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10/04/2014 às 07h29m


Guerra urbana: é possível sobreviver à violência nas grandes cidades?

A década de 70, lembrada por muitos como tempo de "paz e amor", no qual os  hippies e o movimento tropicalista responderam por um cenário de grande efervescência cultural, foi também um período marcado por ações violentas contra as manifestações de direitos humanos. Ações que, como se sabe, eram decorrentes dos regimes ditatoriais e militares que, então, tomavam conta de países latino-americanos e se caracterizavam pela constante infração dos códigos mais básicos dos direitos humanos e da conduta civilizada, como censura, tortura e exílio.

Hoje, a violência está em todo lugar. Não existe mais lugar seguro. É cada vez mais comum conhecermos pessoas que já sofreram algum tipo de violência ou nós mesmos sermos vítimas dela. Pauta constante nos noticiários de todo o País, a violência embalou toda uma geração, que cresceu sob a vigência do medo e da insegurança, fruto da violência indiscriminada a que estamos expostos. Pavor dentro e fora de casa, na rua, no trabalho, no lazer... Não importa se você anda a pé, de ônibus, de metrô ou de carro particular. A qualquer momento, você pode se tornar a próxima vítima...

E quanto mais violenta a sociedade, mais se fala em meios para prevenir-se contra ela. Livros, jornais, revistas, programas de tevê mostram especialistas em segurança ensinando como sobreviver a essa verdadeira "guerra urbana". Todavia, esses "meios" tão divulgados de prevenção são, em grande parte, de caráter pessoal. Necessários, sim, mas nunca substitutos de medidas públicas de combate à violência que nos assola. 

A preocupação com a violência afeta a qualidade de vida de todos nós, uma vez que interfere em nosso convívio social, familiar e profissional. Doenças como estresse, depressão, ansiedade e síndrome do pânico estão cada vez mais associadas ao aumento da violência nos grandes centros urbanos. Movimentos sociais, organizações não-governamentais e campanhas públicas incentivam a prática da gentileza, da compreensão, da solidariedade, do respeito e da igualdade. Gestos simples, que não resolvem o problema da violência, mas que vão sedimentando nas pessoas um sentimento de boa-vontade em relação ao próximo, sentimento este que a violência tem se encarregado de eliminar. 

Existem muitas formas de violência e muitos setores da sociedade convivem com ela passivamente, fechando os olhos para atos violentos que ocorrem no dia-a-dia ou participando deles. É por isso que ações propondo uma nova ética de cidadania, condizente com o bem-estar das pessoas, da nação e do planeta, são muito importantes. 

Aumentar a segurança, colocando mais policiamento nas ruas, por exemplo, é fundamental. Mas isso deve vir acompanhado de uma retomada de valores essenciais, como os valores sociais, culturais, econômicos, políticos e morais, pois o desrespeito à cidadania é uma das principais causas do crescimento da violência no país. 

As melhores formas de prevenção são o combate ao desemprego e a melhoria na educação; portanto, urge abordar a questão da violência urbana não apenas como um caso de polícia, mas, principalmente, como um fator social. Só há um problema: se os setores competentes da máquina estatal para decisões dessa natureza se demorarem muito a decidir, os valores da cultura da violência irão se arraigar a tal ponto que será impossível revertê-los.


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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03/04/2014 às 07h55m


Câncer de mama: acerte este alvo!

O câncer de mama é a maior causa de morte de mulheres entre 35 e 54 anos de idade. Só nos Estados Unidos são diagnosticados cerca de 180 mil novos casos de câncer de mama a cada ano, sendo responsáveis por 48 mil mortes anualmente, perdendo apenas para os casos de câncer de pulmão. 

Mesmo com os avanços da Medicina, a prevenção ainda é a melhor arma que as mulheres têm para lutar contra esse mal. Nem todos os fatores que predispõem ao desenvolvimento de câncer de mama podem ser controlados, mas há muitos fatores desencadeantes da doença que podem e devem ser controlados ou, até mesmo, evitados. 

O câncer de mama tem incidência maior no Ocidente e nos países desenvolvidos, atingindo mais mulheres brancas a partir dos 50 anos. A incidência da doença antes dessa idade é maior em mulheres negras do que em brancas, e em mulheres antes dos 20 anos, é rara. À medida que a mulher envelhece, aumentam as chances de desenvolver a doença.

Outros fatores que aumentam significativamente o risco da doença são: ocorrência prévia de casos na família; a altura e o peso da mulher (mulheres com mais de 1,67 m de altura e de 70 quilos apresentam 3,6 vezes mais risco do que mulheres com altura e peso menores); exposição a radiação; reposição hormonal (o estrogênio estimula o crescimento, a divisão e a proliferação das células mamárias, e o câncer nada mais é que uma exagerada e descontrolada proliferação de células). 

Além desses, há os fatores relacionados ao ambiente e ao estilo de vida, que também podem desencadear a doença. 

A exposição a substâncias químicas tóxicas é o principal fator ambiental. Estamos constantemente em contato com elas. Veja onde encontrá-las: no ar, na água que ingerimos e que entramos em contato; nos alimentos frescos, cultivados com fertilizantes e pesticidas, e nos industrializados, repletos de conservantes e outros produtos; nos materiais de limpeza com aditivos químicos e alvejantes; em alguns medicamentos, etc. Isso, sem falar em alcoolismo e tabagismo. 

Outro fator ambiental é a exposição a campos eletromagnéticos, e estes, hoje, estão cada vez mais presentes em nosso dia-a-dia: a maioria das pessoas passa horas diante do computador, não desgruda os olhos da TV e tem o celular incorporado à sua rotina diária!

Entre os fatores de risco relacionados a estilo de vida, os principais são má alimentação e obesidade. Quanto à má alimentação, é bom saber que o consumo exagerado de gorduras aumenta o risco de câncer, pois eleva a produção de estrogênio e retém resíduos de hormônios e de produtos químicos no organismo, e que o consumo excessivo de açúcar aumenta a produção de insulina, que, como o estrogênio, participa do crescimento e da proliferação do tecido mamário que ocorre nos tumores. E quanto à obesidade, saiba que bastam cinco quilos acima do peso normal para que uma mulher, após os 30 anos de idade, aumente em 25% o risco de ter câncer de mama (se o excesso de peso for maior, este índice pode subir para 100%, principalmente levando-se em consideração a idade e o tempo em que a mulher se encontra obesa). 

Cuide da sua qualidade de vida e, assim, você estará cuidando da sua saúde. 


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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27/03/2014 às 07h45m


Mulheres versus Violência

A violência contra a mulher, o tipo mais generalizado de abuso dos direitos humanos, afeta a qualidade de vida e a saúde física e mental das mulheres e é o tipo de violência menos reconhecido pela sociedade. 

Em todo o planeta, uma em cada três mulheres já foi espancada, coagida ao sexo ou sofreu alguma forma de abuso durante a vida. Esse dado alarmante, baseado em recentes pesquisas da Johns Hopkins Bloomberg School of  Public Health, da Universidade Johns Hopkins e publicado pela Bibliomed Inc. no site www.boasaude.uol.com.br, dá conta de que, na maioria dos casos, o agressor é um membro da própria família ou conhecido da vítima, como colega, vizinho, namorado, chefe, etc. 

Muitas culturas dão ao homem o direito de controlar o comportamento de sua mulher e de puni-la, caso conteste esse direito. 

De acordo com o Artigo 1 da Declaração para Eliminação da Violência Contra as Mulheres adotada pela  Assembléia Geral das Nações Unidas em 1993, a violência contra a mulher inclui: espancamento conjugal, abuso sexual de meninas, violência relacionada a questões de dotes, estupro, inclusive o estupro conjugal, e outras práticas tradicionais prejudiciais à mulher, tais como a mutilação genital feminina, além da violência não-conjugal, do assédio e da intimidação sexual no trabalho e na escola, do tráfico de mulheres, da prostituição forçada e da violência perpetrada ou tolerada por certos governos, como é o caso do estupro em situações de guerra e o infanticídio feminino. 

Entretanto, as formas mais comuns de violência contra a mulher ainda são a agressão de seu parceiro e a coerção ao sexo, seja na infância, na adolescência ou na idade adulta. Estudos revelam que em cerca de 50 pesquisas populacionais do mundo inteiro, de 10% a 50% das mulheres relatam que, em algum momento de suas vidas, foram espancadas ou maltratadas fisicamente de alguma forma por seus parceiros íntimos. E mais, a maioria das mulheres que sofre alguma agressão física em relacionamentos íntimos, quase sempre acaba sofrendo vários atos de agressão ao longo do tempo. 

Guerreiras, essas mulheres utilizam-se de verdadeiras estratégias para se manterem vivas e protegerem seus filhos. Algumas fogem, poucas denunciam, muitas resistem. Poucas chamam a polícia e, em geral, continuam em um relacionamento abusivo por medo de represálias e de perda de suporte financeiro e de apoio da família e de amigos, além de preocupação com os filhos, dependência emocional e a eterna esperança de que, um dia, "ele mude". 

Além das lesões físicas, a violência aumenta o risco, a longo prazo, de que a mulher tenha outros problemas de saúde, incluindo dores crônicas, incapacidade física, abuso de drogas e álcool, e depressão. As mulheres com histórico de agressão física ou sexual também correm maior risco de ter uma gravidez indesejada, de contrair uma infecção sexualmente transmitida e de sofrer um resultado adverso em sua gravidez. 

Grupos de defesa dos direitos humanos vêm procurando alternativas para chamar a atenção da população e das autoridades para esse grave problema social. Na verdade, o que é preciso, mesmo, é promover o engajamento da mulher na sociedade de forma igualitária. Quando isso acontecer, a violência contra ela deixará de passar despercebida e passará a ser vista como uma aberração inaceitável.


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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20/03/2014 às 07h30m


Seja você mesmo o coach da sua vida!

No mundo dos esportes, coach é o treinador do time. Recentemente, porém, esse termo foi adotado em outro contexto: o dos negócios. 

Traduzindo literalmente a palavra inglesa coach, temos os verbos treinar, instruir e orientar. Já pela origem francesa da palavra, constatamos que coach é um tipo de carruagem, um veículo para transportar pessoas de um lugar para o outro. Logo, no âmbito empresarial, coaching é o processo em que uma pessoa mais experiente (o coach) conduz outra (o coachee), ajudando-a a chegar no lugar aonde ela quer estar.

Você quer chegar a algum lugar, mas acha complicada a idéia de ter alguém conduzindo-o? Então, torne-se coach de si mesmo. Se no processo convencional você, enquanto coachee, tinha de estar em sintonia com o coach, ao assumir a responsabilidade pela caminhada você tem de estar em sintonia com o seu "Eu interior". Tem de descobrir seus valores, abdicar de crenças obsoletas, definir seu objetivo de vida, traçar um plano de ação, buscar feedback para acompanhar o andamento do processo, propor mudanças (quando necessário) e comemorar vitórias! 

Para se tornar um profissional bem-sucedido é preciso ter paciência e determinação: sem essas qualidades, você não vai muito longe. Mas paciência e determinação só se justificam se você tiver um objetivo para o qual se dirigir. E para colocar tudo em prática, é preciso estar bem, física, mental, emocional e espiritualmente.

O equilíbrio, também necessário ao processo, vem com o autoconhecimento, e você também vai precisar de força de vontade! E para aumentar suas chances de ser bem-sucedido no projeto de ser seu próprio coach, procure descobrir quais são os seus valores essenciais e determinar seu objetivo de vida.

Qual é o seu objetivo? Onde você quer chegar? Onde você quer estar daqui seis meses, um ano, cinco anos e dez anos? É importante definir um objetivo. Ele deve estar alinhado aos seus valores e ser grande o suficiente para motivá-lo, dia após dia, a continuar vivendo para a sua realização. Da mesma forma que é importante saber o destino final, também é necessário conhecer o ponto de partida, onde você está neste exato momento. De posse dessas duas valiosas informações, está na hora de colocar tudo no papel e traçar um poderoso plano de ação!

Se um de seus objetivos for começar a treinar em uma academia, por exemplo, avalie o que você precisa ser feito para que isso se realize, estipule datas para o início de cada etapa e um prazo para que você possa conferir, posteriormente, se conseguiu seu objetivo e que benefícios está obtendo com a atividade. Se, na conferência, você conseguir avaliar positivamente cada item da sua lista, parabéns! Se ainda faltarem alguns desafios a serem vencidos, reveja sua estratégia, corrija-a e siga em frente, com persistência.

Nessa jornada, uma etapa importantíssima é a busca por feedback, que nada mais é do que uma resposta do Universo para as nossas ações. Peça feedback a pessoas próximas, mas cuide para que sejam fontes seguras e verdadeiras. Quanto maior o leque de opções, mais próxima da realidade será a sua resposta e você poderá implementar alterações com mais eficácia. 

Mesmo com a melhor das intenções, é difícil mudar velhos hábitos e padrões de comportamento, mas não é impossível. E o resultado final, quase sempre, é compensador. Por isso, vá em frente, seja o seu próprio coach e supere-se. 


e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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13/03/2014 às 07h43m


"Quem não se comunica se trumbica"

Popularizada pelo saudoso comunicador Abelardo Barbosa Figueiredo, Chacrinha, a expressão-título deste artigo é uma premissa cada vez mais válida no mundo globalizado em que vivemos. E não estou falando apenas da sua capacidade de ouvir, de processar a informação e de enviar uma resposta ao seu interlocutor, mas de utilizar a comunicação como ferramenta para a conquista do sucesso, pessoal e profissional.

Hoje, para ser bem-sucedido, não basta exibir diploma de faculdade. É preciso falar outros idiomas, fazer mestrado, doutorado e MBA apenas para concorrer a uma vaga em um conceituado escritório de advocacia... Portanto, para se destacar você tem de se habituar a pensar nos detalhes, pois são eles que fazem a diferença no mundo em que vivemos.  

A comunicação é parte de nossas atividades vitais, mas muita gente não dá muita importância a ela, limitando-se a falar-ouvir-falar continuamente, sem provocar nenhuma ação e desperdiçando palavras. O ato de comunicar-se abre possibilidades e leva a resultados. Um bom comunicador interage com o mundo, sem se deixar levar pelos acontecimentos. Ao comunicar-se, você consegue expor suas idéias, solicitar, declarar, proclamar, delegar, manifestar e, principalmente, criar novas possibilidades. 

Algumas pessoas são mais comunicativas que outras, mas isso não caracteriza um "dom". Apenas sugere apenas que há pessoas introvertidas e extrovertidas, sem determinar que uma seja mais hábil que a outra em comunicar-se, mesmo porque, hoje, existem muitas técnicas específicas para o desenvolvimento do poder de comunicação das pessoas.   

Se você se propôs a ler este artigo, certamente tem interesse em melhorar o seu poder de comunicação. Então, o primeiro passo é ter consciência de que comunicar-se não restringe ao uso das palavras, que, aliás, é o tom da voz e a postura corporal contam mais que as palavras.

Ao interagir com as pessoas, imediatamente provocamos nelas alguma reação. É a famosa "primeira impressão". Garantir uma "primeira impressão" positiva é condição número um para o sucesso. Nessa ocasião, quatro fatores são importantes: o que você faz, o que diz, como diz e como se apresenta (sua aparência).

O conteúdo do seu discurso também é importante. É preciso preparar-se para o que vai dizer, a fim de transmitir seus conhecimentos com tranqüilidade, garantindo que seus interlocutores o escutarão. Além disso, é preciso atenção ao modo como você diz, pois uma  ênfase mal colocada pode mudar todo o sentido de um discurso. E mais: controle o tom de sua voz e a velocidade da fala.

No campo da comunicação não-verbal, a aparência é um quesito muito importante, que abrange desde a roupa que se está vestindo até cuidados com higiene pessoal, gestos e postura corporal. O corpo fala... e não mente! E as pessoas prestam mais atenção a ele do que às nossas palavras. Isso significa que, se suas palavras não estiverem de acordo com sua aparência e com sua postura corporal, dificilmente acreditarão em você. 

Sabendo disso tudo, comece a preparar-se para ser um bom comunicador. Peça a um amigo ou parente de sua confiança que preste atenção em você enquanto se comunica e, depois, lhe fale a respeito do que observou. Outra opção é filmar-se e, depois, assistir cuidadosamente à fita, procurando identificar possíveis vícios, manias e qualidades, tanto na fala, quando na aparência, postura e gestos. Mas seja sincero e observador. Lembre-se que, para melhorar, é preciso conhecer o déficit; portanto, não tenha medo de reconhecer seus defeitos. Use-os como trampolim para o aprendizado. 


e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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06/03/2014 às 07h21m


Seja o condutor do carro da sua vida — Administre-a!

Muitas pessoas sonham com o dia em que se tornarão felizes, bem-sucedidas, sadias, prósperas e financeiramente independentes, mas ficam apenas sonhando acordadas, esquecendo-se de agir! Outras, vivem apenas das lembranças do passado, ignorando o fato de que suas vidas continuam e que é preciso continuar vivendo, pois a vida acontece a cada momento, aqui e agora!

Tanto umas quanto outras não passam de espectadoras de si mesmas, pois apenas assistem aos acontecimentos, sem interferir neles. Vão para onde forem levadas, pois se consideram sem poder de escolha. Um dia, porém, percebem que não viveram como gostariam, tornam-se frustradas e passam a considerar-se vítimas do mundo. Mais para a frente, acabam se dando conta de que estão numa situação que elas mesmas criaram. Só que, na maioria das vezes, descobrem que poderiam ter vivido de outro modo quando já lhes falta vigor físico para fazer o que gostariam ou quando a saúde já está debilitada a ponto de tirar-lhes a autonomia sobre sua própria vida. 

Percebeu que se você não acordar para a vida agora, amanhã pode ser tarde demais? Você é o único responsável pela sua vida! Isso quer dizer que tudo o que acontece com você, de bom ou de ruim, é de sua inteira responsabilidade. E ao responsabilizar-se por si mesmo, você elimina a possibilidade de que alguém venha chateá-lo, entristecê-lo ou machucá-lo, física ou psicologicamente — a não ser que você permita. 

Com os seus pensamentos, ocorre a mesma coisa: ou você os controla ou eles serão controlados por outras pessoas e/ou instituições oportunistas. Só você tem poder sobre seus pensamentos, mas se você abrir mão... 

O próximo passo para manter-se no controle da sua vida é saber escolher. Você se comunica com o Universo por meio de suas escolhas. Das escolhas primordiais, que estão na base de todas as demais decisões e acontecimentos da sua vida, a primeira se resume a: "Eu escolho ser a força criadora da minha vida.". Fazendo essa escolha, você a assume a responsabilidade pela sua vida, torna-se criador do seu destino e deixa de ser vítima de pessoas ou situações, a não ser que você queira! 

A próxima escolha, que complementa a anterior, é ser sincero consigo mesmo. Esqueça a idéia de agradar a todos e seja verdadeiro com a pessoa mais importante da sua vida: você! O que os outros pensarão sobre você é problema deles e não seu!

Por fim, escolha ser saudável. Mas repare que "ser sadio" não é a mesma coisa de "não ser doente". Uma pessoa sadia tem energia para fazer o que quiser da vida, já uma pessoa que não é portadora de nenhuma doença é apenas uma pessoa que não está doente.

Assumindo essas escolhas, reafirmando-as diariamente e várias vezes ao dia, você reprograma sua mente e permite que ela aceite outras escolhas, tão importantes quanto estas. Mas lembre-se de que é preciso escolher! Abrir mão dessa dádiva é permitir que qualquer um manipule a sua vida. 

Lembre-se de que fazer escolhas é o primeiro passo rumo ao futuro, ao lugar que você quer conquistar. Mas para chegar lá você tem de agir no presente, neste momento, ou tudo permanecerá do mesmo jeito. Escolher é decidir pelo que nos trará mais felicidade e realização pessoal. Então, mãos à obra!

e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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27/02/2014 às 08h55m


Venda o seu peixe, vendendo-o bem!

O ato de vender faz parte da rotina de todos nós. A todo momento você precisa vender uma idéia ou um conceito, e para que a sua opinião seja aceita, é necessário saber argumentar, comunicar-se bem. 

A habilidade do convencimento, crucial em vendas, sempre esteve presente em nossa vida. Naturalmente, de modo mais acentuado em algumas pessoas do que em outras, mas nunca ausente. Muitas vezes, sentimos que perdemos essa habilidade, mas, na verdade, ela apenas está escondida por trás das crenças que vamos adquirindo pela vida afora. Basta um pouco de treino para recuperá-la. 

Em vendas, quando falamos de "pessoas", estamos falando de "comprador" e de "vendedor". Tão importante quanto descobrir a necessidade do comprador é desvendar seus mistérios, seus valores, sua motivação... Da mesma forma, é necessário desenvolver habilidades necessárias a vendas, como boa comunicação, poder de influência, motivação, presença marcante, autoconfiança, dedicação, ambição, orgulho, determinação, coragem, otimismo, entusiasmo e sede de aprendizado. 

Mas de nada adianta você ser comunicativo, influente e autoconfiante, assim como não adianta conhecer bem o cliente, saber de suas motivações e anseios se você não tiver um bom conhecimento sobre o produto a ser vendido. É preciso saber tudo a respeito do produto, que tanto pode ser um bem material como uma idéia, um serviço ou um talento.

Além disso, conhecer o seu mercado e promover ações que contribuam para agregar valor ao produto também devem fazer parte da sua estratégia de venda. Sem isso, será difícil entrar em uma negociação com expectativas de sucesso. Porém, é preciso ir além. Se você quer fazer a diferença, lembre-se da importância dos detalhes nesse processo. 

Sua argumentação terá de ser boa o suficiente para convencer o cliente não apenas a respeito dos reais benefícios que o seu produto poderá lhe oferecer, como também de que ele tem bons motivos para comprá-lo. Por isso, explique claramente o que é o seu produto e como ele poderá beneficiar o cliente. Se, antes, você já tiver feito um bom trabalho de conhecimento do cliente, não lhe será difícil encontrar o argumento certo para ir ao encontro das expectativas dele. Mas você tem de saber quais são essas expectativas; do contrário, você não estará ajudando seu cliente a satisfazer um desejo, mas, sim, "empurrando-lhe" um produto. 

Antes de entrar em uma negociação, estipule o mínimo que você está disposto a aceitar e que pode conceder, e o máximo que pode esperar e que pode oferecer. Ao trabalhar com esses limites você preserva sua capacidade de persuasão e poderá usar suas concessões com parcimônia e estratégia. 

Enfim, ajuste seu timing: estenda-se o bastante para falar tudo o que o cliente precisa saber sobre o produto e seja breve o suficiente para que o cliente não se sinta perdendo tempo com você. Lembre-se de que toda conversa, por mais interessante que seja, tem o seu auge e, depois, começa a tornar-se desinteressante. Não corra o risco de o cliente perder o interesse na sua conversa. Acima de tudo, tenha em mente que tanto você quanto o cliente podem – e devem – sair ganhando com a negociação. Portanto, jamais entre numa negociação pensando em tirar vantagem sobre a outra parte ou em prejudicá-la, caso a negociação não transcorra tão favorável aos seus interesses quanto você gostaria. Manter uma postura de ganha-ganha é fundamental para o sucesso da negociação. Lembre-se: negociação não é competição!

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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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Perfil

Palestrante internacional, ex-diretor da Merck Sharp & Dohme e da Ciba-Geigy Corporation, nos Estados Unidos, e autor de vários livros que se tornaram best-sellers no Brasil e em países da América Latina e da Europa. Médico cardiologista, viveu 17 anos nos Estados Unidos, onde realizou treinamentos e pesquisas na Harvard Unversity, Baylor College of Medicine e Thomas Jefferson University.
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