22/05/2014 às 09h31m


Faça do espelho seu melhor amigo

A aparência influencia no sucesso e na empregabilidade de um executivo. Não basta ter um rostinho bonito para ser bem-sucedido profissionalmente, mas isso é uma condição que pode influenciar em muito no sucesso da sua carreira profissional. 

Não estamos falando de beleza, mas de aparência, do modo como você se apresenta à sociedade, que engloba desde os cuidados básicos com higiene pessoal (unhas limpas e bem cortadas, barba feita, cabelos bem cortados e saudáveis, maquiagem discreta, etc.), passando pelo modo como você se veste (usando roupas adequadas ao seu tipo físico e cargo, sapatos em excelente estado, acessórios sem extravagância, entre outros itens), até o seu comportamento dentro e fora do local de trabalho (etiqueta profissional), sem esquecer da sua comunicação. E quando o assunto é aparência, estar em paz com a balança é fundamental. Pesquisas revelam que obesidade é fator de rejeição para 65% dos 31 mil executivos pesquisados pelo Grupo Catho (empresa de recolocação profissional), em um estudo realizado em 2005. 

Hoje, ser magro não é apenas sinal de beleza, mas também de agilidade, auto-estima elevada, segurança, credibilidade e profissionalismo. Ser obeso, por sua vez, passa a mensagem de cansaço, de baixa auto-estima, de problemas de saúde, como pressão alta, diabetes ou problemas cardíacos, e tudo isso pode ser resumido à idéia de "não dar conta do recado". A verdade, sem entrar no mérito dessa questão, é que pessoas obesas são discriminadas no mercado de trabalho.

A aparência é tão importante na contratação de profissionais porque é a primeira qualidade que o selecionador pode avaliar nos candidatos. É, literalmente, a primeira impressão, que, como se sabe, é a que fica! 

Sua carreira profissional se beneficiará em muito a partir do momento em que você começar a cuidar mais da sua aparência. E cuidando da sua aparência você também cuida da sua saúde física e emocional. Com o peso em dia você se torna mais saudável, com menos risco de desenvolver várias, passa a sentir-se de bem com a vida, torna-se mais produtivo e isso se irradia na sua aparência. E os outros percebem isso facilmente, tanto que seu fator de empregabilidade aumenta. 

Se você estiver desempregado ou em busca de promoção, não precisa fazer greve de fome. Para sua energia — e seu peso — se equilibrarem, basta optar por uma alimentação saudável, balanceada e de acordo com as suas necessidades nutricionais, que variam conforme sua idade, altura, sexo e nível de atividade física. Aliás, dedicar-se a uma atividade física regular é altamente aconselhável, não apenas porque acelera o metabolismo e intensifica o processo de emagrecimento, como também porque ajuda a descarregar as tensões do dia-a-dia, restabelecendo a energia e mantendo afastados o nervosismo, o estresse e a ansiedade! 

E não se esqueça: Todo esse cuidado não deve ser interrompido após conquistada a vaga ou a promoção. Ao contrário, devem ser mantidos por toda a vida. Sua carreira e a sua saúde agradecem! 


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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15/05/2014 às 07h46m


Parábolas: aprendizado eficaz e divertido

Enquanto a tecnologia avança, técnicos na área da educação estudam alternativas para potencializar o sistema educacional, tornando-o ao mesmo tempo prazeroso e eficiente. Quase todos acreditam que se deve apenas acrescentar novas tecnologias ao sistema atual. Mas o novo não é a única alternativa para o aprendizado.Um olhar mais atento ao passado pode render boas e produtivas idéias. Quer um exemplo? — Jesus Cristo! 

Vamos falar de Jesus como educador e comunicador, pois há dois mil anos, munido apenas de sua comunicação pessoal, esse homem conseguiu transmitir suas idéias e doutrina a milhares de pessoas e fez com que se mantivessem vivas até os nossos dias.

Quando começou sua pregação, então com 30 anos, Jesus precisava de um meio eficaz para transmitir a sua mensagem; um meio de comunicação eficaz, que pudesse ser compreendido igualmente por todos. Atento ao que acontecia em seu tempo, ele apropriou-se de um sistema de ensino que já era utilizado nas sinagogas: o aprendizado por meio de parábolas. 

De acordo com o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, parábola se refere a "narrativa alegórica que transmite uma mensagem indireta, por meio de comparação ou analogia" e "narrativa alegórica que encerra um preceito religioso ou moral, especialmente as encontradas nos Evangelhos". Sua origem vem do grego (parabolê), onde pode significar: comparação, aproximação; semelhança; discurso alegórico; encontro, choque; ação de se desviar do caminho reto. 

E foi por meio de parábolas que Jesus transmitiu seus ensinamentos. Inspirando-se em imagens do cotidiano das pessoas às quais se dirigia, ele criava histórias enigmáticas, que, por um lado, induziam à reflexão e, por outro, passavam despercebidas por aqueles que não estavam preparados para decifrá-las, pois esperavam um discurso direto e objetivo. Jesus conseguia, de forma singela e, ao mesmo tempo, bem elaborada, transmitir suas idéias sobre o desenvolvimento do caráter e suas orientações sobre como deveria ser a conduta da vida no âmbito familiar e social. De forma sutil e inteligente, ele também fazia críticas ao sistema político e social de seu tempo. Em vez de falar abertamente e provocar alvoroço momentâneo, ele preferiu levar as pessoas a refletir e a tirar suas próprias conclusões. 

Quando é preciso atingir pessoas de diferentes níveis sociais, culturais e econômicos, por exemplo, o uso de parábolas é uma alternativa bem eficaz. Por sua linguagem simples, narrativa curta e quase sempre com elementos comuns ao cotidiano das pessoas, elas parábolas conseguem captar rapidamente a atenção de quem as estiver escutando ou lendo. 

Parábolas remetem à idéia de um aprendizado contínuo e eficiente, pois a cada nova leitura, novas interpretações e ensinamentos podem surgir. Além disso, são essencialmente facilitadoras da transmissão de conhecimento, pois é muito fácil repassá-las a outras pessoas. Parábolas são estruturas vivas de conhecimento. 


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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08/05/2014 às 08h32m


Trabalhar com prazer — Eis a chave para a felicidade!

Se você pensa que satisfação e trabalho são coisas distintas, está na hora de rever seus conceitos! De acordo com nota divulgada pela BBC Brasil, pesquisadores suecos garantem que o trabalho duro, desde que utilize a plena capacidade da pessoa e valorize seus pontos fortes, pode trazer mais satisfação a quem o realiza do que a própria remuneração recebida. Os estudiosos concluem que a satisfação oriunda do trabalho pode ser mais gratificante do que ganhar na loteria, visto que esta proporciona apenas uma felicidade temporária.

Mas como conseguir conciliar trabalho e satisfação pessoal? 

Primeiro, pare de pensar em dinheiro como finalidade do trabalho. Dinheiro é conseqüência e não fim. Seu salário deve ser a recompensa pelo seu trabalho, mas não a finalidade dele. Trabalhando por dinheiro você se torna escravo dele e perde o prazer em trabalhar, mesmo que goste do que faz!

Segundo, identifique seu propósito de vida. É ele que dita as diretrizes para sua satisfação e realização pessoal. Todos temos um propósito de vida, mas poucas pessoas conseguem identificá-lo e viver em função dele. A maioria sabe apenas aquilo que não deseja da vida, sem ter consciência do realmente importa. É como ir às compras com uma lista do que não precisa comprar. 

O propósito de vida deve ser sempre positivo e prazeroso, pois é na direção dele que nos movemos. Para facilitar a jornada e nos mantermos motivados a cumprir nosso propósito mesmo em situações de crise, é importante ter em mente uma visão clara e bem definida desse propósito materializado no futuro. Isso lhe permitirá direcionar seus esforços de forma muito mais precisa.
Os valores também são importantes para a realização pessoal. É preciso identificá-los, fortalecê-los e adequá-los ao seu propósito de vida.
Quando conseguimos alinhar propósito, visão e valores temos muito mais chances de nos tornarmos pessoas bem-sucedidas. Isso, porém, não é garantia de sucesso. Mais uma vez, é preciso ultrapassar limites! É preciso desenvolver a competência em executar melhor o que você faz de melhor, comunicar isso pessoas e fazer com que elas necessitem da sua habilidade. Por fim, é preciso, também, gostar do modo como você faz o que gosta de fazer.

De acordo com o estudo da universidade sueca, trabalhar para atingir um objetivo pode ser ainda mais prazeroso do que alcançar o objetivo em questão. 

A importância de trabalhar com prazer
No passado, todo o trabalho necessitava de força física, como as atividades agrícolas, por exemplo. Hoje, porém, a maioria das pessoas está envolvida em atividades que exigem mais esforço intelectual do que físico. Mesmo que sem estar focadas no trabalho 24 por dia, as pessoas estão com o trabalho na cabeça o tempo todo; logo, o trabalho acaba influenciando outras áreas de suas vidas, como a social e a familiar, por exemplo. Logo, se as pessoas não mantiverem uma relação satisfatória com o trabalho que realizam, certamente irão desenvolver sentimentos hostis em relação a ele, que resultarão em males físicos ou psicológicos, como estresse, cansaço, falta de produtividade, desânimo, depressão, entre outras patologias. Disso se conclui que que quem não gosta do que faz nem do modo como o faz está, progressivamente, esgotando sua energia vital e, inclusive, seus rendimentos! É isso o que você quer para si?

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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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01/05/2014 às 09h57m


Autoconhecimento – A alavanca para uma vida plena

Em um mundo dinâmico e em plena evolução como o que vivemos, as pessoas estão sempre correndo, muito ocupadas, com medo de olhar para dentro de si mesmas e descobrir sua verdadeira essência. Temem seus monstros, mas não imaginam que, ao superá-los, poderão encher-se de energia e tornar-se aptas a conquistar uma vida plena e mais feliz. 

Muitas vezes, evitamos entrar em contato com nossos sentimentos mais profundos, até mesmo como forma de nos proteger do que poderia vir à tona se nos permitíssemos nos expressar como verdadeiramente somos. Como fuga, muitas pessoas mergulham no trabalho e em atividades produtivas, enquanto outras embarcam em viagens obscuras, entregando-se a vícios como alcoolismo, jogo ou drogas. 

"Quem é você?". Alguma vez você tentou responder a esta pergunta sinceramente? É preciso coragem para escutar a resposta com atenção. Permitir-se reconhecer suas próprias falhas e propor-se mudanças efetivas não é tarefa simples. É importante reconhecer suas virtudes e conquistas, traçar novos planos e metas e perseverar em busca do sucesso! Você só terá chances de se sair bem no jogo da vida quando souber quais são seus pontos fracos (falhas) e suas armas poderosas (virtudes), e tiver controle sobre eles. 

Quem costuma dizer "Quem me dera poder ter tal coisa..." ou "Quem sou eu para fazer isso..." ou "Isso não é para mim, conheço meu lugar..." é porque não se conhece o bastante para saber tudo de que é capaz. Presas a crenças e idéias equivocadas a respeito da vida e de si mesmas, essas pessoas vivem à margem da vida, como platéia e nunca como ator principal.

De início, uma viagem para dentro de si mesmo pode não ser muito prazerosa, mas é inegável que trará um novo sentido à vida de quem lançar-se a tal empreendimento. O processo inicial é longo, pois é preciso retirar cuidadosamente as máscaras que escolhemos para nos proteger do olhar dos outros e do nosso próprio olhar. Muitas vezes, essas máscaras de tão usadas já se sedimentaram, tornando-se sólidas, duras, como se fizessem parte de nós. Quando envolvidos nesse tipo de máscara, olhamo-nos no espelho e não nos vemos. Nossa real identidade está muito bem escondida, não se revela nem mais a nós mesmos. 

Um dos meios para se conhecer melhor é saber exatamente o que você quer, de que coisas está disposto a abrir mão em favor de seus objetivos e qual o melhor caminho a seguir. Reflita a respeito de onde e como você deseja estar daqui há seis meses, um ano, cinco e dez anos. Depois, busque identificar o que lhe falta para chegar lá. 

Primeiro, preste atenção à sua rotina, tente identificar em que ela o incomoda, e, então, passe a observar, avaliar, criticar e encontrar saídas para aquele ponto, especificamente. Seja um observador de si mesmo. Reveja sua vida como quem assiste a um filme. Pegue lápis e papel e registre, escreva tudo o que lhe vier à mente. Depois, use sua capacidade racional e analise cuidadosamente o que tiver escrito. Esteja aberto a críticas pessoais e identifique pontos que precisam ser modificados. Às vezes, pequenas coisas podem se transformar em muralhas intransponíveis. Se você conseguir identificá-las a tempo, poderá agir e impedir que o prejudiquem. 

Reflita a respeito do que gosta de fazer nas suas horas livres: prefere ler um bom livro ou ir ao cinema? Qual o seu prato preferido? Suas escolhas têm sido coerentes com suas vontades e desejos? O que o impede de conquistar suas metas? 

Converse consigo mesmo, pois é a partir dessa conversa interna que você poderá desenvolver o autoconhecimento e ter controle sobre suas emoções. Sem isso, você será incapaz de atuar no mundo em que vive. E nós só conseguimos controlar algo se o conhecermos muito bem. 

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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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24/04/2014 às 08h11m


Mapa do tesouro: você já encontrou o seu?

Crianças, geralmente, ficam fascinadas com brincadeiras de caça ao tesouro. Mas elas crescem e passam a acreditar que, no mundo real, não há tesouro escondido e que as riquezas do mundo estão reservadas para os sortudos, esquecendo-se de que o maior tesouro está dentro delas mesmas. Para encontrá-lo, porém, é preciso ter um mapa. 

A idéia é simples: quando você tem de visitar um cliente pela primeira vez, você pega o guia de ruas, localiza a endereço e, depois, a partir do ponto em que se encontra, traça uma rota para chegar ao destino. Na vida, para ser bem-sucedido, também é preciso ter um endereço (destino final) e, depois, sabendo onde você se encontra naquele momento, traçar um plano de ação que o leve aonde você quer ir.. Simples, não é? Mas muita gente pula essas etapas e embarca em uma viagem sem fim que conduz a lugar nenhum. 

No mundo em que vivemos, se andarmos sempre na mesma direção, voltaremos inevitavelmente, ao ponto de partida. Para conquistar objetivos é preciso defini-los claramente, tendo metas como alavancas para vencer a inércia. Mas é importante que as metas sejam positivas, pois vamos nos mover em direção a elas, e ninguém gosta de ir de encontro ao sofrimento. E as metas têm, também, de ser coerentes com nossos valores. 

Valores são estados de espírito que expressam quem somos. Agimos, intuitivamente, de acordo com nossos valores, apesar de muitas vezes, desconhecermos os valores que nos movem. Uma coisa é certa: quando realizamos algo alinhado aos nossos valores, sentimo-nos plenos e felizes. É, pois, crucial identificar e fortalecer nossos valores, para que, ao traçar nossas metas, tenhamos condições de executá-las com sucesso. 

Caso você tenha uma meta bem definida, faça o caminho inverso e busque identificar, a partir da meta, que valores estão por trás dela.

Depois de definir metas e identificar valores, está na hora de traçar o mapa. Se você deseja comprar uma casa, por exemplo, estipule uma data para a compra. Depois, examine sua situação e desenhe uma estratégia. O que o impede de comprar a casa hoje? Falta de dinheiro? Como você pretende comprar a casa: à vista ou financiada? E o que você precisa para juntar a quantia faltante? Trabalhar mais? Economizar mais? Ser promovido? Mudar de emprego? Anote tudo o que lhe vier à mente numa folha de papel, de forma ordenada e coerente. Você está esboçando o seu mapa do tesouro.

Mas há metas intangíveis, como querer comunicar-se melhor, por exemplo, que também requerem um plano de ação. Então, pesquise sobre o assunto, procure ajuda profissional, busque desvendar seus bloqueios, encontrar a origem do problema e aja, interferindo no processo. Como estratégia, inclua exercícios de visualização: imagine-se comandando uma palestra na sua empresa, veja a roupa que usará, escute o discurso que fará, observe seus modos, sinta a reação das pessoas... Assim, quando estiver numa situação real, terá como avaliar e reconhecer sua vitória!

Imagine que sua trajetória até a realização de um objetivo é uma linha de trem: entre o "embarque" e o "destino final" existem várias "paradas", e é preciso passar por todas antes de chegar ao "destino". 

Na vida, o "destino final" do trem pode ser chamado "metas de resultado" e as "estações", de "metas de processo". Vencer cada meta de processo fornece combustível extra para você se manter na linha e conquistar sua meta de resultado. Por isso, quando for desenhar seu mapa, dê muita atenção às ‘estações", às paradas durante o caminho, para não ficar com a sensação de seu tesouro é inatingível. E com o mapa traçado, só lhe resta dar o primeiro passo em busca do seu tesouro. Só depende de você! Boa sorte! 


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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17/04/2014 às 07h22m


Mudar para permanecer — Você está preparado?

Muitas pessoas sonham com uma verdadeira transformação em suas vidas, mas querem que seja assim: vapt-vupt e pronto, se tornam outras pessoas, mais confiantes, bem-sucedidas, prósperas e felizes!

Na vida real isso não acontece. Por mais que sejam positivas e necessárias, mudanças costumam ser tão desgastantes que, mesmo querendo mudar, algumas pessoas relutam e tentam seguir sua vida do "jeitinho" de sempre. 

A respeito das mudanças, os mais conservadores ou medrosos diriam: "É o mais sensato!" ou "Melhor não trocar o certo pelo duvidoso." Sim, o processo causa medo em muita gente. Trata-se de um medo físico, pois exige uma adaptação do nosso sistema nervoso sair da "zona de conforto", buscando novos caminhos para conectar as áreas emocional e racional do cérebro.

As coisas, nem sempre acontecem como planejamos. Chega um momento em que é fundamental sair da inércia e implementar mudanças, que não necessariamente precisam ser gigantescas nem imediatas, mas podem ser muito singelas. Porém, quando surge a insatisfação, as pessoas, em vez de cogitar da possibilidade de mudança,  tendem a ocupar a posição de vítimas e culpam a tudo e a todos pelos seus sentimentos. Em vez de eleger culpados, reflita sobre as suas atitudes e escolhas perante a vida e avalie se suas decisões têm ido ao encontro de seus valores e propósito de vida. Mudar alguns padrões de comportamento, como a falta de amor-próprio, o sentimento de culpa e a baixa auto-estima, pode resultar em uma grande diferença, incitando, até mesmo, o despertar de um novo ser. 

Em geral, as pessoas têm uma reação muito previsível quando se deparam com a necessidade de mudança e costumam agir dentro de um ciclo conhecido como "Ciclo do pesar", que inclui: choque, negação, raiva, negociação, tristeza, aceitação e desempenho. Vejamos como ele se desenvolve:

- A primeira reação frente à necessidade de mudança é a de um verdadeiro "choque". A pessoa fica anestesiada, sem conseguir aceitar que terá de mudar seus padrões, tão perfeitamente enraizados em seu modo de vida. 

- Após o "choque" inicial, vem a fase de "negação", quando a pessoa tenta se convencer de que não precisa sucumbir à mudança e pode seguir sua vida exatamente como ela tem feito até o momento.

- Ao conscientizar-se de que a mudança é realmente necessária, a pessoa passa por um estágio de "raiva", pois ainda não conseguiu assimilar todos os aspectos da mudança nem aceita ter de abrir mão de seus padrões atuais. 

- Em seguida, ela entra na fase de "negociação" e tenta barganhar a possibilidade de manter algumas coisas e aceitar outros aspectos da mudança. 

- Ao se dar conta de que a mudança é inevitável e que precisará abandonar os padrões que estão bloqueando a sua produtividade, vem um sentimento de "tristeza". 

- Por fim, superada a tristeza, chega a vez de contemplar um estado de plenitude e produtividade. É a fase de "aceitação e desempenho", em que, finalmente, a mudança é implementada e a pessoa se dá conta de como ter optado pela mudança poderá beneficiá-la... até a próxima mudança!

É incrível pensar que passamos por todos esses estágios mesmo quando a mudança representa algo positivo e desejado. Tenha em mente que você tem a liberdade e o direito de fazer as escolhas que podem tornar sua vida melhor e mais feliz, assim como tem o poder de abrir mão daquilo que lhe traz dor, tristeza e infelicidade. Ou seja, mudar está ao seu alcance, sempre. Boa sorte! 


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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10/04/2014 às 07h29m


Guerra urbana: é possível sobreviver à violência nas grandes cidades?

A década de 70, lembrada por muitos como tempo de "paz e amor", no qual os  hippies e o movimento tropicalista responderam por um cenário de grande efervescência cultural, foi também um período marcado por ações violentas contra as manifestações de direitos humanos. Ações que, como se sabe, eram decorrentes dos regimes ditatoriais e militares que, então, tomavam conta de países latino-americanos e se caracterizavam pela constante infração dos códigos mais básicos dos direitos humanos e da conduta civilizada, como censura, tortura e exílio.

Hoje, a violência está em todo lugar. Não existe mais lugar seguro. É cada vez mais comum conhecermos pessoas que já sofreram algum tipo de violência ou nós mesmos sermos vítimas dela. Pauta constante nos noticiários de todo o País, a violência embalou toda uma geração, que cresceu sob a vigência do medo e da insegurança, fruto da violência indiscriminada a que estamos expostos. Pavor dentro e fora de casa, na rua, no trabalho, no lazer... Não importa se você anda a pé, de ônibus, de metrô ou de carro particular. A qualquer momento, você pode se tornar a próxima vítima...

E quanto mais violenta a sociedade, mais se fala em meios para prevenir-se contra ela. Livros, jornais, revistas, programas de tevê mostram especialistas em segurança ensinando como sobreviver a essa verdadeira "guerra urbana". Todavia, esses "meios" tão divulgados de prevenção são, em grande parte, de caráter pessoal. Necessários, sim, mas nunca substitutos de medidas públicas de combate à violência que nos assola. 

A preocupação com a violência afeta a qualidade de vida de todos nós, uma vez que interfere em nosso convívio social, familiar e profissional. Doenças como estresse, depressão, ansiedade e síndrome do pânico estão cada vez mais associadas ao aumento da violência nos grandes centros urbanos. Movimentos sociais, organizações não-governamentais e campanhas públicas incentivam a prática da gentileza, da compreensão, da solidariedade, do respeito e da igualdade. Gestos simples, que não resolvem o problema da violência, mas que vão sedimentando nas pessoas um sentimento de boa-vontade em relação ao próximo, sentimento este que a violência tem se encarregado de eliminar. 

Existem muitas formas de violência e muitos setores da sociedade convivem com ela passivamente, fechando os olhos para atos violentos que ocorrem no dia-a-dia ou participando deles. É por isso que ações propondo uma nova ética de cidadania, condizente com o bem-estar das pessoas, da nação e do planeta, são muito importantes. 

Aumentar a segurança, colocando mais policiamento nas ruas, por exemplo, é fundamental. Mas isso deve vir acompanhado de uma retomada de valores essenciais, como os valores sociais, culturais, econômicos, políticos e morais, pois o desrespeito à cidadania é uma das principais causas do crescimento da violência no país. 

As melhores formas de prevenção são o combate ao desemprego e a melhoria na educação; portanto, urge abordar a questão da violência urbana não apenas como um caso de polícia, mas, principalmente, como um fator social. Só há um problema: se os setores competentes da máquina estatal para decisões dessa natureza se demorarem muito a decidir, os valores da cultura da violência irão se arraigar a tal ponto que será impossível revertê-los.


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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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03/04/2014 às 07h55m


Câncer de mama: acerte este alvo!

O câncer de mama é a maior causa de morte de mulheres entre 35 e 54 anos de idade. Só nos Estados Unidos são diagnosticados cerca de 180 mil novos casos de câncer de mama a cada ano, sendo responsáveis por 48 mil mortes anualmente, perdendo apenas para os casos de câncer de pulmão. 

Mesmo com os avanços da Medicina, a prevenção ainda é a melhor arma que as mulheres têm para lutar contra esse mal. Nem todos os fatores que predispõem ao desenvolvimento de câncer de mama podem ser controlados, mas há muitos fatores desencadeantes da doença que podem e devem ser controlados ou, até mesmo, evitados. 

O câncer de mama tem incidência maior no Ocidente e nos países desenvolvidos, atingindo mais mulheres brancas a partir dos 50 anos. A incidência da doença antes dessa idade é maior em mulheres negras do que em brancas, e em mulheres antes dos 20 anos, é rara. À medida que a mulher envelhece, aumentam as chances de desenvolver a doença.

Outros fatores que aumentam significativamente o risco da doença são: ocorrência prévia de casos na família; a altura e o peso da mulher (mulheres com mais de 1,67 m de altura e de 70 quilos apresentam 3,6 vezes mais risco do que mulheres com altura e peso menores); exposição a radiação; reposição hormonal (o estrogênio estimula o crescimento, a divisão e a proliferação das células mamárias, e o câncer nada mais é que uma exagerada e descontrolada proliferação de células). 

Além desses, há os fatores relacionados ao ambiente e ao estilo de vida, que também podem desencadear a doença. 

A exposição a substâncias químicas tóxicas é o principal fator ambiental. Estamos constantemente em contato com elas. Veja onde encontrá-las: no ar, na água que ingerimos e que entramos em contato; nos alimentos frescos, cultivados com fertilizantes e pesticidas, e nos industrializados, repletos de conservantes e outros produtos; nos materiais de limpeza com aditivos químicos e alvejantes; em alguns medicamentos, etc. Isso, sem falar em alcoolismo e tabagismo. 

Outro fator ambiental é a exposição a campos eletromagnéticos, e estes, hoje, estão cada vez mais presentes em nosso dia-a-dia: a maioria das pessoas passa horas diante do computador, não desgruda os olhos da TV e tem o celular incorporado à sua rotina diária!

Entre os fatores de risco relacionados a estilo de vida, os principais são má alimentação e obesidade. Quanto à má alimentação, é bom saber que o consumo exagerado de gorduras aumenta o risco de câncer, pois eleva a produção de estrogênio e retém resíduos de hormônios e de produtos químicos no organismo, e que o consumo excessivo de açúcar aumenta a produção de insulina, que, como o estrogênio, participa do crescimento e da proliferação do tecido mamário que ocorre nos tumores. E quanto à obesidade, saiba que bastam cinco quilos acima do peso normal para que uma mulher, após os 30 anos de idade, aumente em 25% o risco de ter câncer de mama (se o excesso de peso for maior, este índice pode subir para 100%, principalmente levando-se em consideração a idade e o tempo em que a mulher se encontra obesa). 

Cuide da sua qualidade de vida e, assim, você estará cuidando da sua saúde. 


e-mail: lrsintonia@terra.com.br.


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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27/03/2014 às 07h45m


Mulheres versus Violência

A violência contra a mulher, o tipo mais generalizado de abuso dos direitos humanos, afeta a qualidade de vida e a saúde física e mental das mulheres e é o tipo de violência menos reconhecido pela sociedade. 

Em todo o planeta, uma em cada três mulheres já foi espancada, coagida ao sexo ou sofreu alguma forma de abuso durante a vida. Esse dado alarmante, baseado em recentes pesquisas da Johns Hopkins Bloomberg School of  Public Health, da Universidade Johns Hopkins e publicado pela Bibliomed Inc. no site www.boasaude.uol.com.br, dá conta de que, na maioria dos casos, o agressor é um membro da própria família ou conhecido da vítima, como colega, vizinho, namorado, chefe, etc. 

Muitas culturas dão ao homem o direito de controlar o comportamento de sua mulher e de puni-la, caso conteste esse direito. 

De acordo com o Artigo 1 da Declaração para Eliminação da Violência Contra as Mulheres adotada pela  Assembléia Geral das Nações Unidas em 1993, a violência contra a mulher inclui: espancamento conjugal, abuso sexual de meninas, violência relacionada a questões de dotes, estupro, inclusive o estupro conjugal, e outras práticas tradicionais prejudiciais à mulher, tais como a mutilação genital feminina, além da violência não-conjugal, do assédio e da intimidação sexual no trabalho e na escola, do tráfico de mulheres, da prostituição forçada e da violência perpetrada ou tolerada por certos governos, como é o caso do estupro em situações de guerra e o infanticídio feminino. 

Entretanto, as formas mais comuns de violência contra a mulher ainda são a agressão de seu parceiro e a coerção ao sexo, seja na infância, na adolescência ou na idade adulta. Estudos revelam que em cerca de 50 pesquisas populacionais do mundo inteiro, de 10% a 50% das mulheres relatam que, em algum momento de suas vidas, foram espancadas ou maltratadas fisicamente de alguma forma por seus parceiros íntimos. E mais, a maioria das mulheres que sofre alguma agressão física em relacionamentos íntimos, quase sempre acaba sofrendo vários atos de agressão ao longo do tempo. 

Guerreiras, essas mulheres utilizam-se de verdadeiras estratégias para se manterem vivas e protegerem seus filhos. Algumas fogem, poucas denunciam, muitas resistem. Poucas chamam a polícia e, em geral, continuam em um relacionamento abusivo por medo de represálias e de perda de suporte financeiro e de apoio da família e de amigos, além de preocupação com os filhos, dependência emocional e a eterna esperança de que, um dia, "ele mude". 

Além das lesões físicas, a violência aumenta o risco, a longo prazo, de que a mulher tenha outros problemas de saúde, incluindo dores crônicas, incapacidade física, abuso de drogas e álcool, e depressão. As mulheres com histórico de agressão física ou sexual também correm maior risco de ter uma gravidez indesejada, de contrair uma infecção sexualmente transmitida e de sofrer um resultado adverso em sua gravidez. 

Grupos de defesa dos direitos humanos vêm procurando alternativas para chamar a atenção da população e das autoridades para esse grave problema social. Na verdade, o que é preciso, mesmo, é promover o engajamento da mulher na sociedade de forma igualitária. Quando isso acontecer, a violência contra ela deixará de passar despercebida e passará a ser vista como uma aberração inaceitável.


e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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20/03/2014 às 07h30m


Seja você mesmo o coach da sua vida!

No mundo dos esportes, coach é o treinador do time. Recentemente, porém, esse termo foi adotado em outro contexto: o dos negócios. 

Traduzindo literalmente a palavra inglesa coach, temos os verbos treinar, instruir e orientar. Já pela origem francesa da palavra, constatamos que coach é um tipo de carruagem, um veículo para transportar pessoas de um lugar para o outro. Logo, no âmbito empresarial, coaching é o processo em que uma pessoa mais experiente (o coach) conduz outra (o coachee), ajudando-a a chegar no lugar aonde ela quer estar.

Você quer chegar a algum lugar, mas acha complicada a idéia de ter alguém conduzindo-o? Então, torne-se coach de si mesmo. Se no processo convencional você, enquanto coachee, tinha de estar em sintonia com o coach, ao assumir a responsabilidade pela caminhada você tem de estar em sintonia com o seu "Eu interior". Tem de descobrir seus valores, abdicar de crenças obsoletas, definir seu objetivo de vida, traçar um plano de ação, buscar feedback para acompanhar o andamento do processo, propor mudanças (quando necessário) e comemorar vitórias! 

Para se tornar um profissional bem-sucedido é preciso ter paciência e determinação: sem essas qualidades, você não vai muito longe. Mas paciência e determinação só se justificam se você tiver um objetivo para o qual se dirigir. E para colocar tudo em prática, é preciso estar bem, física, mental, emocional e espiritualmente.

O equilíbrio, também necessário ao processo, vem com o autoconhecimento, e você também vai precisar de força de vontade! E para aumentar suas chances de ser bem-sucedido no projeto de ser seu próprio coach, procure descobrir quais são os seus valores essenciais e determinar seu objetivo de vida.

Qual é o seu objetivo? Onde você quer chegar? Onde você quer estar daqui seis meses, um ano, cinco anos e dez anos? É importante definir um objetivo. Ele deve estar alinhado aos seus valores e ser grande o suficiente para motivá-lo, dia após dia, a continuar vivendo para a sua realização. Da mesma forma que é importante saber o destino final, também é necessário conhecer o ponto de partida, onde você está neste exato momento. De posse dessas duas valiosas informações, está na hora de colocar tudo no papel e traçar um poderoso plano de ação!

Se um de seus objetivos for começar a treinar em uma academia, por exemplo, avalie o que você precisa ser feito para que isso se realize, estipule datas para o início de cada etapa e um prazo para que você possa conferir, posteriormente, se conseguiu seu objetivo e que benefícios está obtendo com a atividade. Se, na conferência, você conseguir avaliar positivamente cada item da sua lista, parabéns! Se ainda faltarem alguns desafios a serem vencidos, reveja sua estratégia, corrija-a e siga em frente, com persistência.

Nessa jornada, uma etapa importantíssima é a busca por feedback, que nada mais é do que uma resposta do Universo para as nossas ações. Peça feedback a pessoas próximas, mas cuide para que sejam fontes seguras e verdadeiras. Quanto maior o leque de opções, mais próxima da realidade será a sua resposta e você poderá implementar alterações com mais eficácia. 

Mesmo com a melhor das intenções, é difícil mudar velhos hábitos e padrões de comportamento, mas não é impossível. E o resultado final, quase sempre, é compensador. Por isso, vá em frente, seja o seu próprio coach e supere-se. 


e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

Tags relacionadas: coach - vida- plano de ação


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Perfil

Palestrante internacional, ex-diretor da Merck Sharp & Dohme e da Ciba-Geigy Corporation, nos Estados Unidos, e autor de vários livros que se tornaram best-sellers no Brasil e em países da América Latina e da Europa. Médico cardiologista, viveu 17 anos nos Estados Unidos, onde realizou treinamentos e pesquisas na Harvard Unversity, Baylor College of Medicine e Thomas Jefferson University.
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