20/03/2014 às 07h30m


Seja você mesmo o coach da sua vida!

No mundo dos esportes, coach é o treinador do time. Recentemente, porém, esse termo foi adotado em outro contexto: o dos negócios. 

Traduzindo literalmente a palavra inglesa coach, temos os verbos treinar, instruir e orientar. Já pela origem francesa da palavra, constatamos que coach é um tipo de carruagem, um veículo para transportar pessoas de um lugar para o outro. Logo, no âmbito empresarial, coaching é o processo em que uma pessoa mais experiente (o coach) conduz outra (o coachee), ajudando-a a chegar no lugar aonde ela quer estar.

Você quer chegar a algum lugar, mas acha complicada a idéia de ter alguém conduzindo-o? Então, torne-se coach de si mesmo. Se no processo convencional você, enquanto coachee, tinha de estar em sintonia com o coach, ao assumir a responsabilidade pela caminhada você tem de estar em sintonia com o seu "Eu interior". Tem de descobrir seus valores, abdicar de crenças obsoletas, definir seu objetivo de vida, traçar um plano de ação, buscar feedback para acompanhar o andamento do processo, propor mudanças (quando necessário) e comemorar vitórias! 

Para se tornar um profissional bem-sucedido é preciso ter paciência e determinação: sem essas qualidades, você não vai muito longe. Mas paciência e determinação só se justificam se você tiver um objetivo para o qual se dirigir. E para colocar tudo em prática, é preciso estar bem, física, mental, emocional e espiritualmente.

O equilíbrio, também necessário ao processo, vem com o autoconhecimento, e você também vai precisar de força de vontade! E para aumentar suas chances de ser bem-sucedido no projeto de ser seu próprio coach, procure descobrir quais são os seus valores essenciais e determinar seu objetivo de vida.

Qual é o seu objetivo? Onde você quer chegar? Onde você quer estar daqui seis meses, um ano, cinco anos e dez anos? É importante definir um objetivo. Ele deve estar alinhado aos seus valores e ser grande o suficiente para motivá-lo, dia após dia, a continuar vivendo para a sua realização. Da mesma forma que é importante saber o destino final, também é necessário conhecer o ponto de partida, onde você está neste exato momento. De posse dessas duas valiosas informações, está na hora de colocar tudo no papel e traçar um poderoso plano de ação!

Se um de seus objetivos for começar a treinar em uma academia, por exemplo, avalie o que você precisa ser feito para que isso se realize, estipule datas para o início de cada etapa e um prazo para que você possa conferir, posteriormente, se conseguiu seu objetivo e que benefícios está obtendo com a atividade. Se, na conferência, você conseguir avaliar positivamente cada item da sua lista, parabéns! Se ainda faltarem alguns desafios a serem vencidos, reveja sua estratégia, corrija-a e siga em frente, com persistência.

Nessa jornada, uma etapa importantíssima é a busca por feedback, que nada mais é do que uma resposta do Universo para as nossas ações. Peça feedback a pessoas próximas, mas cuide para que sejam fontes seguras e verdadeiras. Quanto maior o leque de opções, mais próxima da realidade será a sua resposta e você poderá implementar alterações com mais eficácia. 

Mesmo com a melhor das intenções, é difícil mudar velhos hábitos e padrões de comportamento, mas não é impossível. E o resultado final, quase sempre, é compensador. Por isso, vá em frente, seja o seu próprio coach e supere-se. 


e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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13/03/2014 às 07h43m


"Quem não se comunica se trumbica"

Popularizada pelo saudoso comunicador Abelardo Barbosa Figueiredo, Chacrinha, a expressão-título deste artigo é uma premissa cada vez mais válida no mundo globalizado em que vivemos. E não estou falando apenas da sua capacidade de ouvir, de processar a informação e de enviar uma resposta ao seu interlocutor, mas de utilizar a comunicação como ferramenta para a conquista do sucesso, pessoal e profissional.

Hoje, para ser bem-sucedido, não basta exibir diploma de faculdade. É preciso falar outros idiomas, fazer mestrado, doutorado e MBA apenas para concorrer a uma vaga em um conceituado escritório de advocacia... Portanto, para se destacar você tem de se habituar a pensar nos detalhes, pois são eles que fazem a diferença no mundo em que vivemos.  

A comunicação é parte de nossas atividades vitais, mas muita gente não dá muita importância a ela, limitando-se a falar-ouvir-falar continuamente, sem provocar nenhuma ação e desperdiçando palavras. O ato de comunicar-se abre possibilidades e leva a resultados. Um bom comunicador interage com o mundo, sem se deixar levar pelos acontecimentos. Ao comunicar-se, você consegue expor suas idéias, solicitar, declarar, proclamar, delegar, manifestar e, principalmente, criar novas possibilidades. 

Algumas pessoas são mais comunicativas que outras, mas isso não caracteriza um "dom". Apenas sugere apenas que há pessoas introvertidas e extrovertidas, sem determinar que uma seja mais hábil que a outra em comunicar-se, mesmo porque, hoje, existem muitas técnicas específicas para o desenvolvimento do poder de comunicação das pessoas.   

Se você se propôs a ler este artigo, certamente tem interesse em melhorar o seu poder de comunicação. Então, o primeiro passo é ter consciência de que comunicar-se não restringe ao uso das palavras, que, aliás, é o tom da voz e a postura corporal contam mais que as palavras.

Ao interagir com as pessoas, imediatamente provocamos nelas alguma reação. É a famosa "primeira impressão". Garantir uma "primeira impressão" positiva é condição número um para o sucesso. Nessa ocasião, quatro fatores são importantes: o que você faz, o que diz, como diz e como se apresenta (sua aparência).

O conteúdo do seu discurso também é importante. É preciso preparar-se para o que vai dizer, a fim de transmitir seus conhecimentos com tranqüilidade, garantindo que seus interlocutores o escutarão. Além disso, é preciso atenção ao modo como você diz, pois uma  ênfase mal colocada pode mudar todo o sentido de um discurso. E mais: controle o tom de sua voz e a velocidade da fala.

No campo da comunicação não-verbal, a aparência é um quesito muito importante, que abrange desde a roupa que se está vestindo até cuidados com higiene pessoal, gestos e postura corporal. O corpo fala... e não mente! E as pessoas prestam mais atenção a ele do que às nossas palavras. Isso significa que, se suas palavras não estiverem de acordo com sua aparência e com sua postura corporal, dificilmente acreditarão em você. 

Sabendo disso tudo, comece a preparar-se para ser um bom comunicador. Peça a um amigo ou parente de sua confiança que preste atenção em você enquanto se comunica e, depois, lhe fale a respeito do que observou. Outra opção é filmar-se e, depois, assistir cuidadosamente à fita, procurando identificar possíveis vícios, manias e qualidades, tanto na fala, quando na aparência, postura e gestos. Mas seja sincero e observador. Lembre-se que, para melhorar, é preciso conhecer o déficit; portanto, não tenha medo de reconhecer seus defeitos. Use-os como trampolim para o aprendizado. 


e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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06/03/2014 às 07h21m


Seja o condutor do carro da sua vida — Administre-a!

Muitas pessoas sonham com o dia em que se tornarão felizes, bem-sucedidas, sadias, prósperas e financeiramente independentes, mas ficam apenas sonhando acordadas, esquecendo-se de agir! Outras, vivem apenas das lembranças do passado, ignorando o fato de que suas vidas continuam e que é preciso continuar vivendo, pois a vida acontece a cada momento, aqui e agora!

Tanto umas quanto outras não passam de espectadoras de si mesmas, pois apenas assistem aos acontecimentos, sem interferir neles. Vão para onde forem levadas, pois se consideram sem poder de escolha. Um dia, porém, percebem que não viveram como gostariam, tornam-se frustradas e passam a considerar-se vítimas do mundo. Mais para a frente, acabam se dando conta de que estão numa situação que elas mesmas criaram. Só que, na maioria das vezes, descobrem que poderiam ter vivido de outro modo quando já lhes falta vigor físico para fazer o que gostariam ou quando a saúde já está debilitada a ponto de tirar-lhes a autonomia sobre sua própria vida. 

Percebeu que se você não acordar para a vida agora, amanhã pode ser tarde demais? Você é o único responsável pela sua vida! Isso quer dizer que tudo o que acontece com você, de bom ou de ruim, é de sua inteira responsabilidade. E ao responsabilizar-se por si mesmo, você elimina a possibilidade de que alguém venha chateá-lo, entristecê-lo ou machucá-lo, física ou psicologicamente — a não ser que você permita. 

Com os seus pensamentos, ocorre a mesma coisa: ou você os controla ou eles serão controlados por outras pessoas e/ou instituições oportunistas. Só você tem poder sobre seus pensamentos, mas se você abrir mão... 

O próximo passo para manter-se no controle da sua vida é saber escolher. Você se comunica com o Universo por meio de suas escolhas. Das escolhas primordiais, que estão na base de todas as demais decisões e acontecimentos da sua vida, a primeira se resume a: "Eu escolho ser a força criadora da minha vida.". Fazendo essa escolha, você a assume a responsabilidade pela sua vida, torna-se criador do seu destino e deixa de ser vítima de pessoas ou situações, a não ser que você queira! 

A próxima escolha, que complementa a anterior, é ser sincero consigo mesmo. Esqueça a idéia de agradar a todos e seja verdadeiro com a pessoa mais importante da sua vida: você! O que os outros pensarão sobre você é problema deles e não seu!

Por fim, escolha ser saudável. Mas repare que "ser sadio" não é a mesma coisa de "não ser doente". Uma pessoa sadia tem energia para fazer o que quiser da vida, já uma pessoa que não é portadora de nenhuma doença é apenas uma pessoa que não está doente.

Assumindo essas escolhas, reafirmando-as diariamente e várias vezes ao dia, você reprograma sua mente e permite que ela aceite outras escolhas, tão importantes quanto estas. Mas lembre-se de que é preciso escolher! Abrir mão dessa dádiva é permitir que qualquer um manipule a sua vida. 

Lembre-se de que fazer escolhas é o primeiro passo rumo ao futuro, ao lugar que você quer conquistar. Mas para chegar lá você tem de agir no presente, neste momento, ou tudo permanecerá do mesmo jeito. Escolher é decidir pelo que nos trará mais felicidade e realização pessoal. Então, mãos à obra!

e-mail: lrsintonia@terra.com.br


Autor: Dr. Lair Ribeiro

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27/02/2014 às 08h55m


Venda o seu peixe, vendendo-o bem!

O ato de vender faz parte da rotina de todos nós. A todo momento você precisa vender uma idéia ou um conceito, e para que a sua opinião seja aceita, é necessário saber argumentar, comunicar-se bem. 

A habilidade do convencimento, crucial em vendas, sempre esteve presente em nossa vida. Naturalmente, de modo mais acentuado em algumas pessoas do que em outras, mas nunca ausente. Muitas vezes, sentimos que perdemos essa habilidade, mas, na verdade, ela apenas está escondida por trás das crenças que vamos adquirindo pela vida afora. Basta um pouco de treino para recuperá-la. 

Em vendas, quando falamos de "pessoas", estamos falando de "comprador" e de "vendedor". Tão importante quanto descobrir a necessidade do comprador é desvendar seus mistérios, seus valores, sua motivação... Da mesma forma, é necessário desenvolver habilidades necessárias a vendas, como boa comunicação, poder de influência, motivação, presença marcante, autoconfiança, dedicação, ambição, orgulho, determinação, coragem, otimismo, entusiasmo e sede de aprendizado. 

Mas de nada adianta você ser comunicativo, influente e autoconfiante, assim como não adianta conhecer bem o cliente, saber de suas motivações e anseios se você não tiver um bom conhecimento sobre o produto a ser vendido. É preciso saber tudo a respeito do produto, que tanto pode ser um bem material como uma idéia, um serviço ou um talento.

Além disso, conhecer o seu mercado e promover ações que contribuam para agregar valor ao produto também devem fazer parte da sua estratégia de venda. Sem isso, será difícil entrar em uma negociação com expectativas de sucesso. Porém, é preciso ir além. Se você quer fazer a diferença, lembre-se da importância dos detalhes nesse processo. 

Sua argumentação terá de ser boa o suficiente para convencer o cliente não apenas a respeito dos reais benefícios que o seu produto poderá lhe oferecer, como também de que ele tem bons motivos para comprá-lo. Por isso, explique claramente o que é o seu produto e como ele poderá beneficiar o cliente. Se, antes, você já tiver feito um bom trabalho de conhecimento do cliente, não lhe será difícil encontrar o argumento certo para ir ao encontro das expectativas dele. Mas você tem de saber quais são essas expectativas; do contrário, você não estará ajudando seu cliente a satisfazer um desejo, mas, sim, "empurrando-lhe" um produto. 

Antes de entrar em uma negociação, estipule o mínimo que você está disposto a aceitar e que pode conceder, e o máximo que pode esperar e que pode oferecer. Ao trabalhar com esses limites você preserva sua capacidade de persuasão e poderá usar suas concessões com parcimônia e estratégia. 

Enfim, ajuste seu timing: estenda-se o bastante para falar tudo o que o cliente precisa saber sobre o produto e seja breve o suficiente para que o cliente não se sinta perdendo tempo com você. Lembre-se de que toda conversa, por mais interessante que seja, tem o seu auge e, depois, começa a tornar-se desinteressante. Não corra o risco de o cliente perder o interesse na sua conversa. Acima de tudo, tenha em mente que tanto você quanto o cliente podem – e devem – sair ganhando com a negociação. Portanto, jamais entre numa negociação pensando em tirar vantagem sobre a outra parte ou em prejudicá-la, caso a negociação não transcorra tão favorável aos seus interesses quanto você gostaria. Manter uma postura de ganha-ganha é fundamental para o sucesso da negociação. Lembre-se: negociação não é competição!

Webpage: www.lairribeiro.com.br
e-mail: lrsintonia@terra.com.br

Autor: Dr. Lair Ribeiro

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20/02/2014 às 07h56m - Atualizado 20/02/2014 às 07h58m


Pais: como ajudar seu filho a passar no vestibular

O vestibular marca o final de um ciclo – do aprendizado e da formação do caráter, amparado pelo conforto familiar – e o início de outro – de novas descobertas, do início da fase adulta, em que o jovem terá a oportunidade de inserir-se na sociedade como um indivíduo responsável, pleno de seus direitos e deveres e capaz de interagir com o seu meio, através de seu trabalho e de suas aptidões. 

Quem tem um vestibulando em casa sabe que essa não é uma fase de calmaria. Mas é possível estabelecer um equilíbrio que favoreça não apenas ao adolescente, mas a todos aqueles que compartilham do seu dia-a-dia. 

Para isso, é importante compreender o que está acontecendo com seu filho. Ele está atravessando um momento decisivo, em que terá de tomar decisões que o acompanharão por toda a vida adulta. Diante dessa responsabilidade, muitas questões ecoam em sua mente: O que fazer? Qual a melhor opção: prazer ou dinheiro? E se não der certo? E se eu falhar? E se eu não passar no vestibular? Além disso, há a concorrência e a pressão, direta ou indireta, exercida pela família, pelos amigos, pelos professores, enfim, pela sociedade. E enquanto as campanhas publicitárias de cursinhos pré-vestibular espalham por toda a cidade imagens de jovens bem-sucedidos, que se destacaram nos primeiros lugares dos vestibulares mais concorridos do país, o vestibulando sente-se na obrigação de, em menos de um ano, aprender e aprimorar tudo o que aprendeu – ou não – durante toda a sua vida escolar, que levou cerca de 12 anos! 

De nada adiantam cobranças, punições e críticas. Não é o momento de ficar pedindo a seu filho para estudar mais nem para "tomar" a lição. Seu filho teve uma vida escolar; ele teve mais de uma década para desenvolver o gosto pela leitura, pelo conhecimento, pela vontade de aprender. Ele teve tempo para tirar dúvidas, buscar orientação e fazer correções. Agora, seu foco principal deve ser uma boa estratégia de revisão, procurando, ao menos, potencializar os pontos fortes e minimizar a influência dos pontos negativos. 

Da mesma forma, é importante que a rotina do jovem não seja completamente alterada em função das provas e dos estudos. Assim como o estudo é fundamental, o lazer e o descanso também o são. Incentive seu filho a continuar suas atividades esportivas e de lazer, como ir ao cinema, à lanchonete, a reunir-se com os amigos, etc. Também é importante descansar, dormir bem, relaxar. Nessa fase, a busca pelo equilíbrio é fundamental e conta pontos definitivos no resultado final. 

Outra coisa: a vida de seu filho é dele. Se você tem algum sonho não-realizado, procure realizá-lo, mas não pretenda que seu filho o faça por você. Deixe que ele escolha o futuro que quer para si.

Sabe qual é o seu papel nessa fase de dúvidas, medos, ansiedade, desejos e sonhos? — Acolher!  Nada é mais reconfortante para o vestibulando do que ter a certeza de que pode contar com sua família. Estimule seu filho como você fazia quando ele dava os primeiros passos e você o esperava com os braços abertos, dando-lhe a segurança de que ele podia cair, pois você estava ali para o levantar, quantas vezes fossem necessárias. Todo aprendizado, para ser eficiente, deve ser testado exaustivamente, passando por tentativas e erros, até que ser perfeitamente interiorizado.

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Autor: Dr. Lair Ribeiro

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Perfil

Palestrante internacional, ex-diretor da Merck Sharp & Dohme e da Ciba-Geigy Corporation, nos Estados Unidos, e autor de vários livros que se tornaram best-sellers no Brasil e em países da América Latina e da Europa. Médico cardiologista, viveu 17 anos nos Estados Unidos, onde realizou treinamentos e pesquisas na Harvard Unversity, Baylor College of Medicine e Thomas Jefferson University.
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