19/10/2013 às 08h46m


Até Breve

Isso não é um adeus, mas apenas um até breve.

Quando comecei as minhas postagens no Grupo Sem Censura na rede social Facebook não tinha a menor ideia de onde aquilo poderia chegar, mas sabia exatamente o objetivo. Queria deixar para a população de Cataguases uma ferramenta de denúncias, cobranças, fiscalização aos políticos da nossa cidade. Também era objetivo chamar a comunidade a debater os temas da cidade, assim como ser um espaço de solidariedade e de publicidade das coisas que acontecem na nossa Cataguases. Não a publicidade comercial, de vender alguma, mas sim a de divulgar os feitos.

Ao final, queria que o grupo movesse não só os políticos, mas também a sociedade para que todos, em conjunto, ajudassem a solucionar os problemas de Cataguases.

O grupo cresceu. Em meio a tantas turbulências ganhou credibilidade e respeito. Tanto é verdade, que recebi, com muita honra o convite do Marcelo Lopes, editor desse site para ser colunista nesse espaço, o que aceitei de prontidão com muita honra. 

Foram 6 meses de muitos assuntos, denúncias, cobranças, sugestões, reflexão. Alguns polêmicos, como o caso do Flávia Dutra e outros parecem que passaram despercebidos. Textos às vezes longos, outros curtos, mas todos, sem dúvida alguma, escrito com extremo prazer.

Um dos objetivos que tenho é o de ajudar a cidade a melhorar sempre. Por isso não faço só cobranças, mas também sugestões. Não só aqui nesse espaço, ou no Sem Censura do Facebook. Quando tenho a oportunidade de encontrar com alguém que seja capaz de fazer alguma coisa pela cidade dou os meus pitacos. Falo as mesmas coisas que falo nesse espaço.

Infelizmente ficamos à mercê desses que detém o poder para realizarmos algumas coisas. As vezes é difícil. Criamos uma expectativa em realizar algo com a ajuda de alguém e nem sempre é possível. É frustrante. 
Gostaria de fazer tanta coisa, colocar tantos projetos em prática, mas infelizmente, sozinho isso não é possível.

Estudei então várias formas de realizar essa vontade. Montei grupo de discussão presencial com alguns amigos. Pensamos em criar uma ONG para que ela pudesse nos dar legitimidade para a realização de alguns projetos. Procurei individualmente políticos e empresários, mas nada disso foi suficiente.

Encontrei então, na política partidária, um alento para conseguir o que eu quero fazer pela cidade. Resolvi então tomar partido. Escolhi a dedo uma legenda para me filiar e decidi pelo PSB – Partido Socialista Brasileiro. Escolhi esse partido não só pela ideologia, mas por entender que aqui na nossa cidade, ele é neutro. Nem situação e nem oposição. Assim, podemos definir com maior independência qual caminho iremos seguir com ele. 
Infelizmente em Cataguases, tendo vida partidária, dificilmente seremos neutro. Teremos que tomar partido de alguma coisa, ou de alguém. Isso é normal na política.
 
E quando se toma partido, deixa-se de ser independente. Deixa-se de ser imparcial. Eu procuro ser justo e imparcial. Faço tudo que faço com paixão e por acreditar naquilo que faço, caso contrário, não serei eu. Sendo assim, entrei nesse projeto partidário com paixão e por acreditar nele, e certamente terei em algum momento que tomar partido.
 
Quando fui convidado para escrever aqui, a condição foi essa. De que não haveria Censura (por isso o nome da coluna, Sem Censura), ou seja, eu poderia falar o que eu quisesse, doesse a quem doesse. E foi sempre assim. Não tive uma única vírgula alterada pelo editor. Nada. Nunca submeti um único texto à aprovação prévia e tão pouco combinei algum tema. Escrevi o que quis, e tudo foi publicado.

Uma preocupação que tivemos também foi a de não sermos defensores de A ou de B, falava o que tinha que ser falado dentro do tema que adotava.
Vivemos em uma cidade onde se você fala de A é porque você é a favor de B e vice-versa. Então quando você é de um partido, você será a favor de A ou de B. Essa é a máxima que impera e não necessariamente está errada ou certa. Só o tempo e as ações é quem dirão.

O fato é que esse site sempre teve a preocupação de ser independente e não ser um espaço para defender A ou B e, pensando em mantê-lo nessas condições, eu e o Marcelo decidimos que agora que tomei partido, seria prudente que essa coluna desse uma pausa. A decisão foi em conjunto, totalmente transparente e amigável, de modo que isso não é um adeus, mas sim, um até breve.

Antes de ir, quero fazer duas considerações.
 
A primeira é em agradecimento ao Marcelo pelo convide e pelo espaço dado. Foram 6 meses com o desafio de toda semana escrever um texto. Foi muito desafiador para mim ter criatividade para escrever tanto, e muito prazeroso ter o retorno dos leitores. Seja aqui nesse espaço, seja no facebook e até mesmo na rua. Experiência sem igual. Fica aqui então o meu muito obrigado.
A segunda, eu só iria fazer mais para dezembro, mas como não estarei por aqui, CRUZEIRO CAMPEÃO BRASILEIRO 2013. Desculpem-me não resisti. 

Abraços amigos, até breve. 


Autor: Alexandre Soares Campos

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A repentina reviravolta no cenário político nacional pode afetar diretamente Cataguases. 

A ida de Marina Silva para o PSB de Eduardo Campos mudou completamente o cenário da disputa à presidência da república em 2014. A verdade é que ainda não sabemos quem ganhou ou quem perdeu com isso, mas o fato é que na modesta visão desse colunista, esse cenário poderá ter impacto direto em Cataguases e portando, é mais do que necessário uma união em torno de nossa cidade.

A candidatura de Eduardo Campos à presidência da república é fato consumado para o PSB, é irreversível. Os dois principais candidatos até então, Dilma e Aécio Neves trataram de puxar a sardinha para o seu lado. Cada um dizendo ser ótimo que isso tenha acontecido. A equipe da presidente disse que quanto menos candidatos melhor pra ela, pois pulverizam menos os votos e até apostam em uma vitória no primeiro turno. Por outro lado, Aécio diz que é bom, pois a oposição aumentou ao governo do PT. 

Ainda é cedo para sabermos realmente qual será  o impacto que essa mudança terá no cenário nacional. Porém, arriscaria dizer que o segundo turno é certo. Se a presidente Dilma for com Eduardo Campos, certamente Aécio irá apoiá-lo, e as coisas podem se complicar pro lado do PT. O contrário, eu não diria que seja recíproco, já que até pouco tempo atrás o PSB fazia parte do governo. 

Com a candidatura certa de Eduardo Campos, as coisas em Minas é que podem se complicar para Cataguases. PSDB e PSB são parceiros em Minas, tanto que o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda que é do PSB foi eleito com a ajuda do então governador Aécio Neves. Eduardo Campos precisará de palanque em Minas para o seu projeto de ser presidente, portanto, é quase certo também que o PSB estará na composição de alguma chapa majoritária em Minas.

Acho pouco provável que o PT ganhe o governo de Minas, o que poderia ser benéfico para o prefeito, que é do PC do B, e aliado histórico do PT. Minas deve ficar com o PSB ou PSDB, senão com os dois.

Caso aconteça uma zebra (do ponto de vista do prefeito) e o PT perca o governo federal, ai sim, poderia azedar de vez a coisa para a nossa cidade. 

Qual é a saída então?

Qualquer que seja o cenário, na minha modesta visão, Cataguases precisa se unir em torno de no máximo 2 candidatos a Dep. Estadual, e no máximo 3 a 4 deputados federais. Precisamos ter representantes legítimos, comprometidos não só com Cataguases, mas também com a região da zona da Mata, para que possamos ter verbas e voz junto aos governos estadual e federal. 

Temos que olhar para o futuro, sem querer ser profeta da tragédia, mas sendo precavidos. É hora de olharmos não para o que é bom para cada um, mas sim, o que é melhor para a cidade e sua população. Ainda falta 1 ano para as eleições, mas penso, que está na hora dos nossos políticos se articularem para o bem de nossa cidade.


Autor: Alexandre Soares Campos

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05/10/2013 às 15h31m


Cadê o site da Prefeitura?

Se o leitor procurar (caso ainda não esteja gravado no seus favoritos) irá facilmente achar o site da prefeitura no Google (ou qualquer outro site de busca). Fisicamente o site existe, com endereço (url) e registros, mas é como se não tivesse nada. Aliás, era preferível ter um desenho dizendo Site em Manutenção do que ter o que se vê lá. 

É impressionante que depois de 9 meses de administração ele esteja na situação em que se encontra. Lamentável. Estão subestimando a importância dessa ferramenta.

Imaginem um empresário que passe pela BR 116, passando perto de Leopoldina vê a placa de Cataguases. Ele chega na sua empresa e fica curioso sobre a cidade. O que será que tem lá? Será que é uma boa cidade para investir? Para passear com a família? E qual é o primeiro lugar que ele irá pesquisar? No site da prefeitura é o mais óbvio. E o que ele encontra? NADA. Nada que possa satisfazer sua curiosidade. 

A falta de informação é tamanha, que nem o nome do prefeito você acha por lá. Verificar a agenda do prefeito nem pensar. Você acha o nome de todos os secretários, menos o nome do prefeito. Aliás, o nome do secretário de Saúde já está desatualizado.

O portal da prefeitura é o cartão de visitas hoje de qualquer cidade. É lá que, não só o cidadão local, mas os de fora, irão buscar informações. E ele pode ser muito útil à cidade. Não só por dar as informações que o cidadão precisa no seu dia a dia, como por exemplo, leis da cidade, orientação sobre serviços, como também poderia disponibilizar serviços online como emissão de segunda via de IPTU, guias de recolhimento de taxas, solicitação de serviços, etc.

Além disso, poderia auxiliar o turista que deseja visitar a cidade, com locais a serem visitados, onde se hospedar, onde comer. Pontos de comércio de artesanato, museus, festas, eventos, etc.

Por falar em festas e eventos, só se sabe sobre eles quando já aconteceram. Notícias velhas com pouca utilidade. 

No desenvolvimento da cidade também é muito importante. Pode conter informações para investidores sobre a economia local, trazendo dados sobre a cidade que possam motivar a vinda de novos empreendimentos, como o que a cidade tem de pontos fortes e motivos que levariam alguma empresa a investir aqui.

Claro, não poderia deixar também de ser o canal oficial de comunicação da prefeitura com a população na internet. Não há meio de comunicação mais rápido, eficiente e econômico do que a internet. A informação é dada em tempo real, sem intermediários e sem distorções. Hoje o que vemos na cidade são as notícias correrem primeiro pela chamada "Rádio Peão" ou da Boca Maldita. 

Vemos cada secretária arrumando o seu jeito de se comunicar. Sem um padrão, sem critérios, sem passar pela assessoria de comunicação. O pior de tudo, é que assim, não há garantia da eficiência da comunicação, já que não é possível medir, por exemplo, a quantidade de pessoas que está sendo atingida. Ou seja, pode ser que estejam se comunicando com ninguém.

O lado político também poderia tirar proveito do site, já que poderiam ser destacadas todas as realizações do executivo, informando a todos o que está sendo feito em todo o município. Esses dias fui a um evento com a presença do prefeitão, onde ele falou sobre algumas realizações em alguns pontos da cidade que ninguém sabia. Algumas realizações nos distritos, que eu duvido que pessoas do próprio distrito saibam.

O site da prefeitura deveria ser o site mais visitado da cidade. Onde as pessoas deveriam encontrar tudo o que acontece na nossa cidade. Porém, comunicação não parece ser o forte dessa administração. Estou falando isso aqui desde o início da administração e ninguém tomou nenhuma providência. Depois não reclama.


Autor: Alexandre Soares Campos

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28/09/2013 às 07h54m


Nada está oculto.

Já falei aqui e repito novamente, estamos de olho em tudo o que acontece e a informação é mais dinâmica do que nunca. Nada ficará sem resposta no mundo político. Os políticos de hoje precisam entender que as informações são públicas. O povo passou a ter acesso a dados através da lei da transparência. Também não adianta ir em outros meios de comunicação, como as rádios, falar as coisas e achar que não serão confrontados. O mundo mudou. O povo acordou. Hora de alguns acordarem também.

Esta semana três casos chamaram atenção e neste sábado teremos mais novidades no governo.

Sábado passado o ex-prefeito William foi a uma rádio da cidade falar sobre vários assuntos, dentre eles o IDAIC, ao qual irei me ater. Ao ser questionado pelo mediador do programa sobre as falas do Dr. Tarcísio na inauguração do IDAIC onde o mesmo disse que foram justamente dois professores que deixaram o IDAIC acabar, referindo-se aos governos da Maria Lúcia e do William Lobo, o ex-prefeito, disse que não reformou o IDAIC por que não podia. Segundo ele, o IDAIC não pertencia mais ao município e não poderia fazer reformas lá. Também questionou a origem dos recursos financeiros para tal reforma e com a ajuda da sua ex-secretária de Educação, disse que se os recursos fossem provenientes do FUNDEB estaria sendo usado de maneira irregular.

Na terça-feira passada, eu e o Rodrigo Amaral, profissional que trabalha no IDAIC estivemos no mesmo programa de rádio para esclarecer algumas coisas. Na lei de doação do IDAIC para o CEFET/MG há um artigo onde diz que o CEFET só terá direito definitivo do IDAIC após 10 anos de atividades ininterruptas. Como nada foi feito até hoje, o terreno já é do município novamente. Além disso, é bem claro também que não foi todo o terreno doado, mas apenas a parte da escola Antônio Ribeiro Barroso totalizando sete hectares. A escola São José que faz parte do Sítio da Lage, onde está o IDAIC, não foi doada. Então a administração passada não fez nada lá porque não quis.

As verbas utilizadas para a reforma foram provenientes de recursos próprios, já que o município tem que investir 25% da sua arrecadação em educação. Porém, nada impediria de se utilizar o FUNDEB, pois ele pode ser usado para reformas de instalações físicas. Basta pesquisar no Google a frase Dúvidas Frequentes sobre o FUNDEB. 

Outro assunto que veio à tona esta semana foi o contrato entre a prefeitura e o vereador Serafim Spíndola. Uma foto do portal da transparência da prefeitura foi postada nas redes sociais onde mostra que o vereador recebeu dinheiro da prefeitura. 

Na terça-feira passada, na sessão da Câmara esse assunto foi colocado em pauta pela mesa diretora. No caso, aquela casa recebeu do ministério público um ofício informando dessa relação e solicitando providências. A história quase todo mundo ai já sabe. 

Nesta sexta-feira, um caso parecido veio à tona em relação ao vereador Aquiles Branco, onde também aparece no portal da transparência um pagamento realizado a ele pela prefeitura. Porém, nesse caso, não há contrato firmado, já que o pagamento foi devido à ele pela Lei Ascânio Lopes, no qual o então escritor Aquiles Branco participou da licitação e teve sua obra aprovada para receber recursos da lei. 

Nesse sábado o prefeitão irá conceder entrevista a uma rádio da cidade, e dentre outras coisas deve anunciar mudanças na secretaria de saúde. Porém, nas redes sociais e sites da cidade, já se sabe até mesmo quem será seu substituto. 

O que eu quero chamar a atenção nessa coluna deste sábado, é o que comecei falando lá em cima. O político de hoje precisa se enquadrar e se adaptar à nova era da informação. Não adianta falar A, sabendo que é B e achar que ninguém irá saber. Antigamente isso era fácil. A comunicação via rádio ainda permite um pouco disso, já que não há interatividade entre o programa e o público. A pessoa fala o que quer e dificilmente terá alguém ali na hora para contradizer. Mas as redes sociais estão ai para dar voz ao povo. Não há mais afirmação que não possa ser contraditada ou esclarecida.  

O povo está ávido por políticos que tenham o compromisso com a verdade, com a lisura e transparência no trato da coisa pública e o erário. Cada vez mais o povo terá ferramentas de controle e fiscalização, e a conta virá nas urnas para aqueles que acharem que ainda podem enganar a população.

Viva essa nova era.


Autor: Alexandre Soares Campos

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21/09/2013 às 08h03m


Economia é possível.

Recentemente a prefeitura efetuou diversas demissões com a justificativa de economizar. Enxugar a folha de pagamento é apenas uma das formas de se fazer economia. 

Quero fazer um parêntese aqui. É engraçado como às vezes a gente tenta comparar a administração pública com a privada. Em muitos casos, na iniciativa privada, a primeira coisa que o gestor faz para reduzir custos é demitir. Isso eles copiam. Porém, as outras boas iniciativas nunca são copiadas.

Demitir, a meu ver, deve ser um processo feito após uma outra série de ações realizadas pelas empresas (não importa se pública ou privada), com critério e sem prejudicar a prestação de serviço, em especial, nos casos das administrações públicas. 

No caso de Cataguases, o tiro parece que saiu pela culatra. Além de estar tendo que chamar de volta os demitidos, futuramente ainda terá que pagar alguma indenização, ou seja, o que era para reduzir custo, vai aumentar.

Bom, mas gostaria de dar uma pequena sugestão ao nosso prefeitão se ele me permite tamanha ingerência e audácia da minha parte.

Nas administrações modernas não há como reduzir custos sem falar em tecnologia. Investir em tecnologia é caminho para a redução de custos. Quando falo de tecnologia é possível abrir várias frentes nessa área. Vou citar alguns exemplos.

1 – Sistemas. Investir em sistemas com funcionalidades que reduzam o tempo de uma atividade, que automatizem processos e consequentemente reduzem o número de pessoas necessárias para executar a mesma atividade.

2 – Tecnologia VOIP. Para quem não sabe, VOIP é a abreviação de Voz sobre IP, ou seja, voz (telefonia) na internet. Isso reduziria muito o custo com telefonia.

3 – Comunicação interna com MI (Mensagens Instantâneas), como MSN, SKYPE, e tantos outros, visando uma comunicação mais ágil e redução de custos com telefonia, deslocamento de funcionários de um local ao outro. Poderíamos incluir ai as vídeoconferências para reuniões do governo. Evita-se o deslocamento e reduz o gasto com combustível, além de otimizar o tempo das pessoas envolvidas.

4 – Utilização de certificados digitais e documentos eletrônicos. Já é possível e legal, a utilização de certificados digitais para garantir a legalidade de um documento. Assim pode-se reduzir o custo com impressão de documentos. Principalmente em questões internas, como comunicados, comunicação, etc.. Podem apostar. Essa é uma ação que gera uma grande economia. 

5 – Serviços pela WEB. Investir no site da prefeitura e levar aos cidadãos via WEB os principais serviços oferecidos pela prefeitura. Isso reduz o custo de impressão, pois o usuário pode imprimir os formulários em casa, além de reduzir o número de pessoas nos postos de atendimento, reduzindo também o número de servidores empregados para este fim.

Bom, esses são apenas alguns minguados exemplos que citei, mas poderia colocar aqui pelo menos mais uns 5 ou 10. Só para mostrar que demitir não precisa ser o primeiro caminho a ser adotado e que com um pouco de criatividade, vontade e investimento pode-se encontrar novos meios de se fazer economia.

É preciso modernizar a administração, mas como, se nem computador na sua mesa o nosso prefeitão tem?


Autor: Alexandre Soares Campos

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14/09/2013 às 09h26m


Dá 10 pra eles.

Se o leitor tiver a paciência de procurar nesse mesmo site lá no início das minhas colunas, ou boa memória, irá lembrar de que teci várias críticas ao legislativo por falta de ações que considero relevantes.

Pois, hoje, serei breve neste texto para fazer uma justa homenagem à Câmara de Vereadores de Cataguases que merece um 10 pela última sessão. Lá estiveram os secretários de Serviços Urbanos, Nicolau Siervi, e o de Obras Alberico Siqueira, ambos atendendo a um convite para explanarem como está sendo feita a fiscalização e acompanhamento das obras realizadas pela COPASA. 

O que se viu, a partir daí, foi o que me levou a dar 10 àquela Casa, pois vi uma união entre os vereadores, tidos de oposição e os de situação em torno de um só interesse, que é um dos verdadeiros objetivos do Legislativo: Defender os interesses da população. Foi isso que vimos na atuação de vários vereadores. Destaque para Walmir Linhares, Antônio Beleza, Titoneli, Serafim e Maurício Rufino, este último colocou o Secretário de Obras em uma saia justa, ao receber como resposta à sua afirmação sobre a qualidade das obras, que ele deveria perguntar à COPASA. O vereador então chamou o secretário à sua responsabilidade, dizendo que se a prefeitura não tem legitimidade para cobrar, estamos, então, perdidos.

O serviçodas empreiteiras, apesar de ser uma contratação da COPASA, também deixa claro que a responsabilidade de fiscalizar, é sim da prefeitura. Os vereadores foram unânimes em apoiar a comissão de Obras do Legislativo na iniciativa de acompanhar de perto o serviço destas empreiteiras. É isso que o povo espera: Compromisso verdadeiro com a cidade.Diferente das últimas sessões em que houve até censura verbal, a última foi harmoniosa. Vereadores em uma mesma sintonia jamais visto nessa legislatura. 

A nota 10 também vai por conta de terem escutado os "gritos" das redes sociais que pediram a diminuição do recesso parlamentar. Os nobres vereadores diminuíram de 90 para 45 dias. Vale ressaltar que esse recesso não é férias, mas apenas uma pausanas sessões da Câmara. E em breve também estará em pauta o fim do voto secreto, o que também é uma reivindicação, não só das ruas, mas das redes sociais.

Espero que esse novo clima que imperou na última sessão seja uma constante, e que aquela Casa possa estar se unindo no que de fato interessa: O povo a cidade. Na última coluna pedi união por Cataguases a fim de fazermos um deputado estadual. Penso que pode vir da Câmara essa iniciativa. Pensem nisso nobres vereadores.


Autor: Alexandre Soares Campos

Tags relacionadas: câmara municipal - vereadores - nota 10


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07/09/2013 às 08h18m


O que o futuro nos reserva?

Essa semana muitas notícias boas para a cidade nos trouxeram um pouco de esperança de que em um futuro não muito distante Cataguases possa realmente voltar a ser a princesinha da mata. 

A começar pela brilhante regravação do Hino da Cidade que contou com a participação maravilhosa de 65 artistas da cidade e um arranjo musical de deixar qualquer um emocionado. Tenho certeza de que qualquer um que ouvir essa nova versão deixará correr pelo menos uma lágrima de emoção. Lindo. Recomendo muito que busquem nas redes sociais e no Youtube o vídeo com a gravação e o making off também.

Tivemos duas inaugurações na educação, o Flávia Dutra (UFA!, até que em fim) e a Escola Antônio Ribeiro Barroso que fica no IDAIC. Ambas reformas ficaram excelente e proporcionará o conforto necessário para nossas crianças estudarem e fazerem atividades extra curriculares. Destaque para o IDAIC que contou com poucos recursos, diferente do Flávia Dutra que teve mais de 500.000,00 enquanto o IDAIC pouco mais de 26.000,00 entre recursos da prefeitura e da iniciativa privada. Imagino o que poderia ser feito no IDAIC com 10% do Flávia Dutra. 

Nessas inaugurações, o prefeitão também anunciou a chegada de verbas para a cidade. Um milhão e pouco do esporte, um milhão da deputada Federal Jô Moraes (quero ver se essa verba chega mesmo) e mais 5 milhões do governo do estado para começar a mudança do hospital para o nível II. 

O prefeitão também anunciou que irá abrir uma nova avenida no bairro São Marcos (lá onde está aquele projeto minha casa minha vida) e que irá desenvolver um novo parque industrial por lá.

Na câmara de vereadores em sessão extraordinária foi aprovado o projeto de consórcio intermunicipal de cultura. Esse projeto irá propiciar à cidade o desenvolvimento do polo do áudio visual, com incentivos do governo Federal.

Também anunciou que Cataguases passou dos 70 mil para 73 mil habitantes, o que irá aumentar em 3 milhões de reais por ano a cota do Fundo de Participação dos Municípios, o que no frigir dos ovos significa mais dinheiro para investimentos.

Poxa. Até que em fim boas notícias ao meio de outras não tão boas, como a demissão "em massa" que o prefeito disse que terá que fazer na administração. Isso nos dá um alento em relação o futuro, já que o prefeitão disse que até janeiro do ano que vem estaremos passando por grande aperto financeiro.

Até ai tudo bem. Boas notícias, esperamos que ele saiba utilizar de forma racional e eficaz esses recursos. 

Falando em futuro, é nessa direção que não só o gestor da cidade, mas nós, cidadãos também precisamos olhar. E o futuro de Cataguases irá passar por uma eleição ano que vem. Para presidente, senador, governador, deputado federal e estadual. Para que esse futuro, que parece tão promissor tenha uma chance a mais de se tornar realidade, Cataguases precisa mostrar sua força política e eleger no mínimo um deputado estadual e um federal. 

Esse assunto já foi falando, comentando, debatido e ventilado várias vezes na cidade, mas agora precisamos de fato nos unir em torno de bons nomes. Se não for possível chegar a um consenso em torno de um único nome, pelo menos que tenhamos dois no máximo com capacidade de saírem vitoriosos das urnas. 

Cataguases possui mais de 53.000 eleitores, o que é suficiente para pelo menos eleger um deputado estadual, está na hora do povo que diz que ama Cataguases mostrar nas urnas esse amor. Também é importante que os empresários da cidade contribuam, invistam na política de Cataguases. Com o crescimento da cidade, os negócios também crescem e no final, todos saem ganhando.

Precisamos investir para termos retorno. A sociedade também precisa se envolver mais, participar mais. Analisar, debater e indicar bons nomes para que possamos ter nosso próprio candidato. Candidatos de fora já demonstraram que não possuem um compromisso leal com a cidade. É hora de fazermos nossa história, deixar em nossas próprias mãos o futuro que nos aguarda e que está logo ali.


Autor: Alexandre Soares Campos

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31/08/2013 às 06h57m


Gente que faz

Irei começar minha coluna de hoje com duas frases prontas. 

‘Não sabendo que era impossível, foi lá e fez’
‘Quem quer fazer alguma coisa arruma um meio, quem não quer, arruma uma desculpa’.

A primeira eu realmente não sei a quem creditar. A segunda, sim, é do consultor empresarial Roberto Shinyashiki.

E tudo isso para falar um pouco de uma gente que faz. Gente que não se abateu quando muitos disseram que era impossível, que era inviável, que era melhor deixar pra lá. Gente que não desistiu quando se deparou com algum obstáculo. Gente que apesar de todas as dificuldades acreditaram que era possível fazer a diferença e começaram por eles mesmos. Acreditaram no sonho e foram lá realizar. 

Gente que poderia muito bem ter lavado as mãos, jogado a responsabilidade de não conseguirem realizar nas costas da administração passada e presente. Poderiam apenas deixar pra lá. Poderiam estar em outros locais realizando outros trabalhos, talvez menos árduos. Mas não. Escolheram que aquilo iria se realizar.

Gente que em meio a tantas promessas não compridas poderiam apenas seguir suas vidas profissionais em outro lugar. 

Gente que ainda fica indignada diante do descaso dos políticos, do descaso com a coisa pública, com o desperdício do dinheiro público, mas acima de tudo, gente que ama o que faz, que ama trabalhar com a educação de crianças e jovens, e que ainda possuem um ideal.

São funcionários públicos do municipio que nos deixam várias lições, que servem de exemplo para aquelas pessoas que até têm boas intenções, mas não se mexem. Pessoas que são boas em criticar, mas incapazes de apontarem soluções e / ou até mesmo colocar a mão na massa.

Estou falando da galera espetacular que levantou o IDAIC. Pois é. Muitos não acreditaram e outros até torceram contra, mas essa semana agora, no dia 5 de setembro, às vésperas do aniversário da cidade o IDAIC será reinaugurado. Depois de quase 1 ano de reformas, ele estará prontinho para receber novamente as crianças. 

Desta vez, a proposta pedagógica é diferente. As crianças que outrora estudavam lá, agora irão apenas para atividades extra turno. Irão fazer oficinas de artes, músicas, dança, informática e educação agrícola, etc.

Porém, temos que enaltecer é o que essa galera fez para conseguir erguer esse gigante que estava abandonado pelas gestões passadas. Inclusive uma que disse que se o IDAIC fechasse ninguém sentira falta.

Antes também, é preciso dizer, que a estrutura que o IDAIC possui é ímpar em cidades do porte de Cataguases e talvez de outras até maiores. Seria um tremendo absurdo deixa-lo acabar. É um privilégio termos na nossa cidade um espaço como aquele. 

A administração atual entendeu isso. Prometeu em campanha reerguer o IDAIC e mesmo diante das dificuldades financeiras abraçou o projeto e deu o apoio dentro das suas possibilidades através da secretária de educação, o que ainda não era suficiente. 

Mediante a falta de recursos financeiros, como então resolver o problema do IDAIC? Simples. Criatividade, parcerias com a sociedade e trabalho em equipe. 

Pra começar, ano passado essa galera convocou nas redes sociais um mutirão para inciar a reformar o IDAIC. Infelizmente poucas pessoas se dispuseram a ajudar nesses mutirões. Eu fui um dos que fui lá por duas vezes pintar as paredes e portas. Outros três companheiros das redes sociais também atenderam à convocação e foram lá. Bruno Cruz, Ericka Soares e o Bebeto Bittencourt. 

Infelizmente, pudemos fazer muito pouco em vista de tudo o que era necessário. Mas isso chamou a atenção, tanto dos candidatos nas eleições passadas quanto da sociedade Cataguasense.

Esse ano, essa galera buscou ajuda com vários empresários da cidade que se prontificaram a ajudar, seja financeiramente, ou com material. 

O diretor do presídio de Cataguases colaborou cedendo os detentos para ajudarem na limpeza do sítio. O que para eles também foi ótimo. Puderam sair das celas e fazerem um trabalho gratificante. Tive a oportunidade de conversar com um deles e via estampado na cara a satisfação de estar lá. Até porque era um ex-aluno.

A prefeitura cedeu alguns profissionais e fez um aporte financeiro também, o resto ficou por conta dos próprios funcionários do IDAIC que arregaçaram as mangas e foram à luta. 

Não tem dinheiro para carteira nova? Não tem problema, a gente reforma as antigas. Não tem pintor para pintar as paredes? Não tem problema, a gente pinta. E assim, foram, pouco a pouco fazendo o que era possível e aos poucos o impossível se tornou realidade.

Isso é atitude de gente que faz. Temos a ‘cultura’ de achar que os governantes é quem têm que fazer tudo. Se não fizerem ninguém faz, mas cobrar todo mundo cobra. Esse é um belo exemplo de que a sociedade unida pode fazer muito pela sua cidade.

E sabe em quanto ficou a brincadeira? Meros R$ 26.000,00 (vinte e seis mil reais). E olha, fizeram muito com tão pouco. Imaginem só o que eles poderiam fazer, se ao invés de estarmos pagando dívidas de governos passados esses recursos pudessem ser usados no IDAIC. 
Segundo essa galera que faz, ainda tem muito trabalho a ser feito, pois o IDAIC possui outras estruturas que estão totalmente abandonadas que ainda precisam de uma reforma, que já está nos planos para o próximo ano. 

Que possamos presenciar outros exemplos como esse na nossa cidade e que a população, entidades e governo se unam para realizar o que precisamos.

Aproveito para convidar duas pessoas para a inauguração no dia 5 de setembro. Duas pessoas que duvidaram que fosse possível. O cowboy que disse que no dia que o IDAIC fosse inaugurado ele iria montado no seu cavalo alazão, e o papai Noel. 

Parabéns à galera do IDAIC, Júlio Cesar, Rodrigo Amaral, Gabriel, Márcio, Paula Todesco e Leandro Viana (esses dois últimos não estão mais lá, mas ajudaram muito). 

Podem assistir a um vídeo sobre o assunto no link abaixo:

http://youtu.be/DNAdmOn_z94


Autor: Alexandre Soares Campos

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24/08/2013 às 07h41m


Planejamento Estratégico

O planejamento estratégico é um processo gerencial que diz respeito à formulação de objetivos para a seleção de programas de ação e para sua execução. 

Esse é o conceito básico para o tema. Isso é o que um gestor deve fazer a fim de dar rumo à sua "empresa" (considero a administração pública uma empresa). 

Sem o planejamento estratégico temos um caos na administração. Os colaboradores não têm um norte, não sabem para onde suas ações irão convergir. A comunicação fica comprometida, cada um faz o que acha necessário e dificilmente teremos resultados satisfatórios. 

Soma-se a isso, a divisão política de algumas secretárias do município entre os partidos aliados ao governo, e muitos secretários com futuro político em jogo. Cada um quer aparecer mais do que o outro. Cada um precisa mostrar serviço e cada um administra sua secretária como se fosse uma subprefeitura. São os reis do pedaço. E claro, como não poderia ser diferente, em uma administração onde a comunicação é péssima, cada um se comunica como acha melhor. 

Quantas reuniões de secretariado já foram feitas em oito meses de governo? Eu não tive notícias de nenhuma. Então como são cobradas as ações? Em reuniões individuais eu suponho, mas então qual o problema de não se ter a reunião com todos juntos? Simples. Demonstra claramente a falta de sintonia e sinergia entre eles. Não há convergência de projetos e ações.

Quando se olha para o compromisso de governo do atual prefeito percebe-se que são muitas promessas isoladas, mas não há um projeto para a cidade. 

É preciso pensar em projetos a curto prazo com certeza.A cidade urge por soluções, porém, é preciso, necessário e não dá pra abrir mão nos dias de hoje de um planejamento a longo prazo. Precisamos pensar na cidade daqui a 10, 20, 30 anos. 

Projetos de crescimento econômico e social. Projetos para a educação, projetos para a cultura (nesse ponto, o secretário está fazendo a sua parte, incluindo a cidade no Sistema Nacional de Cultura onde se prevê um planejamento para 10 anos pelo menos), mobilidade urbana (o trânsito já está um caos e vai piorar), na saúde, no esporte e lazer, no turismo. 

Vou dar aqui pequenos exemplos do que estou falando. 

Poderia o prefeito estabelecer uma meta de geração de empregos. Por exemplo, vamos gerar 500 empregos até 2014. Estabelecer os projetos e as metas de cada secretaria. Esportes você terá que me gerar 10 empregos. Saúde 200 empregos. Indústria e Comércio 100 empregos. Educação 100 empregos. Meio ambiente 20 empregos. Agricultura 10 empregos. E assim vai. Claro, não na administração municipal mas na iniciativa privada, senão fica fácil.

Outro exemplo seria projetos de arrecadação por setores, como o turismo, que é tão pouco explorado na nossa cidade. ICMS Cultural, ICMS do Esporte, etc... 

Porém, não adianta estabelecer projetos, metas e não saber cobrar. Vejo que o nosso prefeitão tem grande dificuldade em cobrar dos seus colaboradores. Cobrar e não tomar uma atitude para ajustar as ações não adianta também. Não basta dizer que quer que seja feito assim ou assado. Se não fizer, tem que mexer na peça. Tem que colocar outra pessoa que faça. 

Percebo claramente que não existem projetos convergentes nessa administração. Ideias não faltam, projetos do governo federal e estadual também não, falta direção, falta o prefeitão assumir a nau, determinar o seu rumo e colocar seus colaboradores para trabalharem naquela direção e não ter medo de eventualmente ter que trocar uma ou outra peça.

Fica a sugestão. Faça fóruns temáticos e chame a população para discutir as prioridades. Chame também os vereadores para ajudarem nesse processo. Não há demérito nenhum em pedir ajuda. Una todos em prol da nossa cidade. Tenho certeza que ninguém irá se furtar em estender a mão.


Autor: Alexandre Soares Campos

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17/08/2013 às 09h11m


Haja incompetência

O fato da semana em Cataguases é senão outro, as demissões que foram feitas e as próximas que virão. Estima-se algo entre 500 a 700 funcionários. Quais os critérios serão utilizados para definir quem e de qual setor? Ou serão simplesmente todos os contratados?

Existem vários critérios para selecionar funcionários, e outros tantos para demitir, cada um pode ter o seu. Lembro-me de uma piadinha sobre recrutamento e seleção.

Um executivo pegou uma pilha de currículos para uma vaga, dividiu-a no meio. Pegou a parte de cima e jogou no lixo. A secretária então diz a ele:
- O senhor pode ter jogado no lixo o profissional perfeito para esse cargo.
- Não precisamos de ninguém sem sorte na nossa empresa. Respondeu o executivo.

Bom, não deixa de ser um critério. Porém, piada à parte, isso definitivamente não é o que se espera de uma empresa séria, e de um RH (Recursos Humanos) que se preze. A administração moderna nos dá muitas ferramentas, bem elaboradas e eficientes, tanto para a seleção, quanto para a demissão de um empregado.

O que se viu no episódio em Cataguases foi um desastre em termos de gestão de recursos humanos. Não vou falar nem da forma desumana como foram avisados os demitidos. O critério utilizado demonstra a total incompetência em administrar e mais, demonstra o quanto o nosso "prefeitão" está mal assessorado. 

As demissões são necessárias. Sim. Elas são. Ninguém tem dúvida disso. Porém, existem formas e formas de se fazer o processo. Não só na questão de comunicação, que é muito importante, mas, principalmente na questão de critérios. 
Pra começar que essa administração pecou muito em dois pontos, e quero chamar a atenção para o que pode vir pela frente.

O primeiro ponto foi em não ter deixado a administração passada dispensar os contratados. Teria poupado muito o desgaste que demissões causam. Perdeu a chance.

Segundo, é o que acontece em todas as administrações, inchar mais ainda o quadro da prefeitura com a companheirada. Pergunto-me quando veremos isso acabar na política. Ainda tenho verdadeira esperança de ver isso acabar, ou pelo menos diminuir, já me daria por satisfeito.

É fácil falar em critérios, etc e tal, mas qual é a solução então? Claro, que não é fácil, mas em minha opinião a incompetência administrativa já começou lá atrás e culminou agora nessa semana. Tomar decisões sem embasamentos sólidos só fará com que fatos como esse se repitam. Antes de tomar qualquer decisão administrativa é preciso saber o impacto, saber a real situação e planejar onde se deseja chegar.

No caso dos funcionários, deveriam lá no início do ano fazer um diagnóstico. Levantar todos os cargos existentes, definir as competências necessárias para o exercício da função e cruzar com a qualificação que cada profissional que exerce os cargos possuem. Assim, você primeiramente colocaria as pessoas certas nos lugares certos. Além disso, conseguiria identificar onde está sobrando gente e onde está faltando. 

De posse desse diagnóstico fica muito mais fácil demitir pessoas em posições onde o impacto no andamento das atividades será pequeno ou tendendo a nada. Sabemos que em muitos lugares devido à falta de capacitação dos funcionários é preciso mais de um para executar a mesma atividade que um profissional qualificado faria. Talvez esses profissionais que foram dispensados, que já possuíam larga experiência na sua área de atuação farão muito mais falta do que se tivessem mandado dois ou três chamados "meia boca".


Esse diagnóstico também poderia economizar muito dinheiro para a prefeitura, pois provavelmente temos pessoas capacitadas sendo subutilizadas, isso permitiria realocar pessoas com competências desenvolvidas para ocupar cargos que estejam vagos ou até mesmo ocupados por pessoas sem a devida qualificação.

E, por último, quero chamar a atenção paro o fato de que a coisa pode piorar. Se não houver critérios nas demissões futuras, correremos o risco de uma paralisação nos serviços prestados pela prefeitura. Temos vários exemplos de funcionários públicos que são competentes nas suas funções e possuem real vocação para o serviço público. Infelizmente isso está se tornando a exceção. Corremos o risco de contratatos que detêm o conhecimento do serviço serem dispensados e a máquina simplesmente parar.

A administração pública precisa se modernizar. Mais do que isso. Precisa se profissionalizar, ainda mais na questão de recursos humanos. É preciso investir pesado em tecnologia. Em sistemas que possam automatizar as atividades, evitando o retrabalho, mitigando os erros, agilizando processos, reduzindo papel, e liberando profissionais para exercerem outras atividades (e ai não precisa contratar tanta gente). 

É preciso investir em serviços para a população na WEB. Como por exemplo, segunda via de IPTU, ou solicitações e formulários da prefeitura. Isso diminuiria a quantidade de atendimentos nos pontos de atendimento e a necessidade de pessoas para atender essas demandas. 

Para isso é preciso investir e sabemos que a prefeitura está quebrada. Isso não é mais desculpa, "prefeitão". Existem várias linhas de financiamento do governo federal através da CEF, e também do governo do estado através do BDMG exatamente nessa linha de modernização da administração pública. O negócio é querer fazer e colocar gente competente à frente da administração.

Já se foram oito meses de governo. Já deu pra ver quem tem competência e quem não têm. Hora de mudar o time "prefeitão". Hora de mostrar quem é que manda nessa casa ai.


Autor: Alexandre Soares Campos

Tags relacionadas: desemprego, demissão, prefeitura


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Perfil

Analista de Sistemas, pai de família, cidadão preocupado e comprometido com o bem estar da cidade e que escolheu Cataguases para viver.
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